Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Sozinho

Sozinho contra a evidência, sozinho contra a História, sozinho contra um continente: tem sido esta a teimosia de Vaclav Klaus, que gostaria de ficar nos livros como o herói que destruiu o Tratado de Lisboa. (via: Filipe Abrantes)

 

Sozinho? É isso mesmo, sozinho. Meia dúzia de governantes mandam, o povo obedece. Na prática, o povo não é ninguém. Mesmo que entre o povo muitos estejam com Klaus, este está sozinho. Porque quem é o povo? O povo não é nada. A meia dúzia de dirigentes medíocres da União Europeia é tudo. Gaspar também não é nada. É a este estado de coisas que chegou o pensamento sobre a UE.

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publicado por Jorge Assunção às 20:00
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

SkyEurope

Ao contrário da TAP, no privado, quando uma empresa de aviação civil dá constantemente prejuízo, vai à falência. Um mercado dinâmico e justo assim o exige: quem dá prejuízo, vai à falência. A pergunta que fica é: qual a razão que levou o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, em conjunto com a União Europeia, a apoiar financeiramente a criação desta empresa na Eslováquia (sem tal apoio, provavelmente, esta nunca teria visto a luz do sol), apesar dos muitos avisos de que tal empresa, estaria condenada à partida?

publicado por Jorge Assunção às 16:25
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Domingo, 2 de Agosto de 2009

Porreiro, pá!

Eurodeputados portugueses ausentes dos cargos "institucionais" mais relevantes

Nenhum dos 22 deputados portugueses no Parlamento Europeu (PE) vai ocupar cargos de grande relevo no início da nova legislatura, uma situação que ilustra a perda progressiva de influência dos eleitos nacionais ao longo do tempo.

Contudo, o tratado, ainda por aprovar, que alarga o campo de acção do Parlamento Europeu tem o nome de Lisboa. É disso que nos devemos orgulhar.

publicado por Jorge Assunção às 18:17
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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

O Escolhido

É esta a escolha de Manuela Ferreira Leite para principal candidato do partido nas eleições para o Parlamento Europeu. No meu entender, uma péssima escolha. Não necessariamente pelo pensamento político, mas porque enquanto candidato não tem o apelo junto do público necessário para convencer as pessoas a votarem nele (não deixa de ser curioso que, para um candidato que precisa de dar-se a conhecer, seja apresentado tão tarde). Para além disso, como diz o director do Expresso, Henrique Monteiro, a escolha também é má porque Ferreira Leite dá a ideia de não ter mais ninguém para o cargo (perdendo também um líder parlamentar que só agora começava a afirmar-se) - crítica semelhante à que havia sido feita relativamente às escolhas de Paulo Portas. O que me leva a deixar uma pergunta: à medida que o PSD desce nas sondagens tem cada vez menos gente disposta a candidatar-se pelo partido ou à medida que menos gente está disposta a dar a cara pelo partido o partido desce nas sondagens? Uma mistura dos dois, provavelmente.

publicado por Jorge A. às 19:53
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Departamento dos sub-títulos excelentes

Na Economist: A Blair, which project?, aproveito também para recomendar o artigo em causa.

publicado por Jorge A. às 12:13
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Domingo, 5 de Abril de 2009

Por outro lado

Na minha casa mando eu, por outro lado, Barack Obama teve hoje 20 mil pessoas nas ruas de Praga a ouvi-lo discursar. Dados os problemas de liderança dos checos, actualmente na liderança da UE, talvez fosse boa ideia naturalizar o homem, candidatá-lo a primeiro-ministro checo e pô-lo na presidência da UE.

publicado por Jorge A. às 18:15
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Sábado, 4 de Abril de 2009

O único totalitarismo condenável é o da extrema-direita

A Resolução do Parlamento Europeu, de 2 de Abril de 2009, sobre a consciência europeia e o totalitarismo, infelizmente não contou com o voto de apoio dos dois deputados europeus eleitos pela CDU. O deputado europeu Pedro Guerreiro, na sua declaração de voto, afirma que o relatório "pretendeu branquear o nazi-fascismo e condenar o comunismo" e teve como objectivo "apagar o contributo decisivo dos comunistas e da União Soviética para a derrota do nazi-fascismo". Se alguém tenta branquear alguma coisa não é o relatório em causa, em que nada do que é dito é mentira, mas sim o senhor deputado europeu: tenta branquear os crimes do regime soviético.

 

Publicado no Eleições 2009.

publicado por Jorge A. às 11:25
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Entropa

 

Impostura embaraça checos e indigna a Bulgária

 

É dificil não achar que a presidência checa só faz bem a esta União Europeia...

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publicado por Jorge A. às 19:06
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Grave Erro

O ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Karel Schwarzenberg, reconheceu hoje em Praga um “grave erro” cometido por um porta-voz da presidência checa da União Europeia (UE) que considerou ontem “defensiva” a ofensiva terrestre de Israel na Faixa de Gaza.

Claro que foi um grave erro, especialmente numa União Europeia onde o pensamento diferenciado é crime e se pretende forçar a adopção da politica externa francesa comum...

publicado por Jorge A. às 15:36
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Watch and Learn

Correndo o risco de olhar para a árvore e não ver a floresta, pelo Paulo Gorjão:

O Nord Stream — e não North Stream como erradamente se escreve — e o South Stream são dois pipelines com a chancela de Moscovo e que, na prática, sobretudo o segundo, colocam em causa as tentativas europeias de atenuar a sua dependência energética relativamente a Moscovo.
publicado por Jorge A. às 15:22
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Checo-Mate

União Europeia considera ataque terrestre de Israel “defensivo”

O Conselho da União Europeia, presidido pelo primeiro-ministro da República Checa, Mirek Topolánek disse que a ofensiva de Israel por terra na Faixa de Gaza era defensiva e não ofensiva.

A presidência checa vai dar muita dor de cabeça aos lideres mediocres desta União Europeia...

publicado por Jorge A. às 23:33
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Noticias Não Relacionadas

Gazprom recorre a ajuda do Kremlin

O gigante russo do gás natural, Gazprom, está a negociar com o Governo uma ajuda de 5,5 mil milhões de dólares, garante o diário New York Times [aqui], na sua edição de hoje. Ao contrário das declarações públicas dos seus dirigentes a garantirem que a empresa está a passar ao lado da crise financeira, o jornal norte-americano dá conta das dificuldades da companhia que se transformou num estratégico braço económico do Kremlin.

Gazprom acusa Ucrânia de roubar gás destinado aos países da UE 

A russa Gazprom acusou hoje a Ucrânia de estar a “roubar” gás natural que transita pelo país com destino aos clientes da União Europeia – uma acusação que foi imediatamente desmentida por Kiev. A UE diz que, até ao momento, não detectou qualquer diminuição no volume de abastecimento. [...] A Gazprom cortou ontem o abastecimento de gás à Ucrânia, por falta de acordo quanto ao pagamento de juros de mora relativos às entregas dos últimos meses de 2008 e quanto ao preço por tonelada cúbica de gás para este ano.

A Gazprom, que faz parte do braço económico do poder politico russo, é exemplo concreto da Rússia no seu pior e do trágico retorno russo a práticas soviéticas. Claro que, sendo a actuação da empresa muitas vezes motivada por interesses politicos e não empresariais, não é de estranhar a existência de problemas de gestão na mesma, a que o Kremlin não deixará de responder (quer com ajuda financeira, quer com distracções politicas para desviar a atenção do essencial). Pena é que parte da Europa tenha hipotecado alguma da sua margem negocial com cedências consecutivas aos interesses russos, originando uma dependência excessiva em relação ao seu gás natural. Cedências essas que, espelhadas nos governos alemães de Gerhard Schroder (que detém neste momento cargo de alto relevo na Gazprom), foram também elas motivadas por interesses politicos (e pessoais) e não nas práticas da boa gestão. O actual preço das matérias energéticas constitui um entrave às pretensões internacionais da Rússia (bem como do Irão ou da Venezuela), mas só os russos, por clara inépcia europeia, mantém neste momento mecanismos para exercerem pressão sobre a comunidade internacional e, é certo, não serão brandos a demonstrarem-no.

publicado por Jorge A. às 17:37
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Pobreza, Definição e Limites

Risco de pobreza estabiliza em 18 por cento entre 2006 e 2007

Há 18 por cento de indivíduos residentes em Portugal que se encontravam em risco de pobreza em 2007, o mesmo valor indicativo observado em 2006, avança hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) no inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2007, com base nos rendimentos de 2006. A taxa de risco de pobreza corresponde à proporção de habitantes com rendimentos anuais por adulto equivalente inferiores a 4544 euros em 2006, valor que corresponde a 379 euros mensais - aumento do limiar de pobreza de quatro por cento face a 2005.

A pobreza é um flagelo que afecta todas as sociedades e a necessidade de combate à mesma é em si um dever. Mas os números são manipuláveis e como tudo que envolve e influencia politicas, a definição de pobreza é tudo menos consensual, jogando cada um com os números que mais lhe dão jeito e com as comparações que mais servem as ideias que pretendem defender. A esse propósito tome-se em atenção o seguinte quadro:

 

(Fonte: Relative or absolute poverty in the US and EU? The battle of the rates)

 

O que os autores do estudo em questão fizeram foi comparar a medida de pobreza (relativa) utilizada na Europa, que colocaria os Estados Unidos como os com maior incidência de pobreza entre o conjunto de países considerado, com a medida de pobreza (absoluta) utilizada nos Estados Unidos, que faria saltar a pobreza em Portugal para um nível quatro vezes superior à dos Estados Unidos no ano 2000. Claro que ambos os indicadores tem os seus criticos e, sejamos sinceros, ambos são facilmente criticáveis porque não há indicador perfeito para este tipo de coisas, mas também fique claro desde já que dou muito mais valor ao segundo. É que com base no primeiro seria, por exemplo, possível a Portugal ter o mesmo nível de pobreza que uma Alemanha, quando nesta alguém que ganha o dobro do que é o limiar de pobreza definido pelo INE para Portugal (379 euros) ainda é considerado pobre. E depois, claro está, há coisas que estas medições não tomam em atenção. Por exemplo que nos Estados Unidos da América a pobreza persistente é quase nula (Dynamics of Economic Well-Being: Poverty 1996-1999 - durante o período em causa apenas 2% da população esteve abaixo do limiar da pobreza durante mais de 2 anos - facto a que a inexistência de persistência de desemprego de longo-prazo, contrariamente ao caso português, não deverá ser alheia). E para terminar, para quem goste mesmo do assunto, pode dar uma vista de olhos por aqui: EU versus USA.

publicado por Jorge A. às 18:57
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Parar a Democracia por 6 Meses

Tratado de Lisboa: 27 chegam a acordo de princípio para repetição de referendo na Irlanda

 

Para os lideres europeus fica evidente que também lhes dava jeito poderem parar a democracia por um determinado período de tempo.

publicado por Jorge A. às 19:36
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Pergunta

Mugabe regime renews crackdown, rights group says

President Robert Mugabe's regime has renewed assaults on dissidents, a human rights group said Tuesday, even as he faced more international pressure to step down amid a cholera outbreak that has killed nearly 600 people.

Passado que está um ano desse "sucesso" que foi a cimeira UE-África, o que mudou nas relações afro-europeias?

publicado por Jorge A. às 21:19
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Sábado, 20 de Setembro de 2008

Programa Eleitoral

"Vamos cumprir o nosso programa eleitoral com uma excepção: o aumento dos impostos" José Sócrates, 25 de Maio de 2005 (Público)

"União Europeia preocupada com hipótese de Sócrates referendar tratado", 7 de Janeiro de 2008 (Público)

 

"De acordo com o que o Diário Económico apurou, José Sócrates deixou cair a ideia de referendar o diploma e reúne hoje às 21h30 a Comissão Política Nacional do PS para convencer os dirigentes socialistas a formalizar o "não" ao referendo. No programa eleitoral, o PS comprometeu-se a referendar o Tratado Constitucional da União Europeia, mas mesmo quando se tornou óbvio que o Tratado Constitucional perdia importância, Sócrates manteve a receita", 8 de Janeiro de 2008 (Diário Económico)

publicado por Jorge A. às 23:41
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Vitória Russa?

Quando o conflito no cáucaso parece prestes a estabilizar, vale a pena ler a análise de Michael Waltzer sobre a possibilidade daquilo que foi uma derrota para os Estados Unidos e para a União Europeia não se transformar numa vitória para os russos. Isto porque:

The most heartening moment in the last week was the arrival in Tbilisi on Tuesday of the presidents of Latvia, Lithuania, Estonia, Ukraine, and Poland to stand in solidarity with Saakashvili. They are not ready to accept the reassertion of an old-fashioned Russian “sphere of influence.” And their public presence and resistance are more important than any American or European statements.

Não por acaso surgem coisas como esta: Ukraine offers satellite defence co-operation with Europe and US

publicado por Jorge A. às 16:41
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Domingo, 27 de Julho de 2008

Mash-Up

"Surely one of the most awesome, flagrant, and work-intensive copyright violations we've ever seen." New York Magazine

 

A propósito deste post do Gabriel Silva e dos comentários gerados, lembrei-me disto. O artista da música que acompanha o video (feito por um fan) é um tipo que dá pelo nome de Girl Talk. O seu álbum pode ser obtido, disponibilizado pelo mesmo e muito à la Radiohead (dê quanto quiser), aqui. Já agora, e tal como recomendado pelo Gabriel Silva, podem ir ler este post do Miguel Caetano e assinar a petição caso seja essa a vossa vontade.

publicado por Jorge A. às 14:32
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Domingo, 20 de Julho de 2008

O melhor dos sistema, exceptuando quando...

"Democracy, as Adolf Hitler once said, is perfect as long as it gives you the results you want."
Leitor do Irish Independent ainda sobre a reacção de Sarkozy ao "não" irlandês. (via: EU Referendum)
publicado por Jorge A. às 02:35
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

The Europe Delusion

Como não podia deixar de ser, entre os factores importantes para a vitória do "não" no referendo irlandês encontram-se os neoconservadores americanos (via Rabbit's blog).

publicado por Jorge A. às 00:43
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Os fantasmas, esses, são só do lado do "não"

Tratado de Lisboa: UE admite dificuldades de ratificação na República Checa

Os líderes europeus admitiram hoje que, depois do “não” irlandês, também a República Checa poderá ter dificuldades para ratificar o Tratado de Lisboa, mas os 27 sublinham que não vão deixar cair o documento.
Além da República Checa, o processo está também em suspenso na Polónia, já que o Presidente conservador, Lech Kaczynski, tem em mãos há mais de duas semanas o tratado e ainda não o assinou.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi mais longe e avisou os países de Leste que a UE não poderá concretizar os alargamentos previstos, em particular à Croácia, cuja integração deveria ocorrer até ao final da década. “Um certo número de países europeus que têm reservas sobre o Tratado de Lisboa são os mais favoráveis ao alargamento. Ora, sem Tratado de Lisboa, não haverá alargamento”, declarou.

Um misto de demagogia (porque fazer depender do tratado a possibilidade de novo alargamento é pura mentira) com chantagem (o objectivo é pela via do medo forçar países a uma posição contrária à que defendem) . Nicolas Sarkozy pensa que a partir de Paris pode governar a Europa e ameaça, sem medo de repressálias, os restantes estados-membros que em teoria estão em igualdade de circunstâncias com a França. Mas todos sabemos que a igualdade de circunstâncias é coisa que não existe... como diria Orwell: "todos somos iguais, mas há uns mais iguais do que os outros".

publicado por Jorge A. às 20:46
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Grandes capas por serem a voz da razão

Just bury it

 

It's time to accept that the Lisbon treaty is dead. The European Union can get along well enough without it

 

Europe's political leaders react to these unwelcome expressions of popular will in three depressingly familiar stages. First they declare portentously that the European club is in deep “crisis” and unable to function. Next, even though treaties have to be ratified by all members to take effect, they put the onus of finding a solution on the country that has said no. Last, they start to hint that the voters in question should think again, and threaten that a second rejection may force the recalcitrant country to leave the EU. The sole exception to this three-stage process was the Franco-Dutch no in 2005. Then, after two years of debate the politicians hit on the cynical wheeze of writing the constitution's main elements into the incomprehensible Lisbon treaty, with the deliberate aim of avoiding the need to consult Europe's voters directly again.

 

The claim that an expanded EU of 27 countries cannot function without Lisbon is simply not true. Indeed, several academic studies have found that the enlarged EU has worked more efficiently than before. Besides, it is not always desirable to speed up decision-making: democracy usually operates by slowing it down.

 

As it happens, a case can be made that EU treaties are too complex to be readily susceptible to a simple yes/no vote. But 11 EU governments grandly promised such referendums on the constitution, and ten of them have been dishonest in pretending that Lisbon is a wholly different document. The Irish constitution requires a vote on any treaty that transfers any power at all to the European level. Even if one believes that referendums are not always desirable, it is both stupefyingly arrogant and anti-democratic to refuse to take no for an answer. Just what kind of democracy is being practised by the EU when the only outcome of a vote that is ever acceptable to Brussels is a yes

 

Needless to say, many of Europe's leaders will instead look for ingenious ways to ignore or reverse the Irish decision. But to come up with a few declarations or protocols and ask the Irish to vote again would not just be contemptuous of democracy: the turnout and margin of defeat also suggest that it might fail. Nor can Ireland, legally or morally, be excluded from the EU. Attempts by diehards to forge a core group of countries that builds a United States of Europe would also founder because, outside Belgium and Luxembourg, there is no longer a serious appetite for a federal Europe.

 

Ireland is a small country, to be sure. But the EU is an inter-governmental organisation that needs a consensus to proceed. It is bogus to claim that 1m voters are thwarting the will of 495m Europeans by blocking this treaty. Referendums would have been lost in many other countries had their people been given a say. Voters have thrice said no to this mess of pottage. It is time their verdict was respected.

publicado por Jorge A. às 22:39
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