Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Da Democracia na Venezuela

"If, on the other hand, a legislative power could be so constituted as to represent the majority without necessarily being the slave of its passions, an executive so as to retain a proper share of authority, and a judiciary so as to remain independent of the other two powers, a government would be formed which would be democratic while incurring scarely any risk of tyranny." Alexis de Tocqueville

Os Venezuelanos preparam-se para ir a votar a nova constituição proposta por Hugo Chávez que, entre outras coisas, reduzirá o horário de trabalho a seis horas diárias e permitirá a Chávez a reeleição para todo o sempre. Certa esquerda anda em polvorosa... e se a nova constituição for aprovada pela maioria, não toma o rumo traçado por Chávez tão legitimo como qualquer outro, dizem eles. Poderemos apelidar Chávez de ditador? Ora, esta merda, como é óbvio, fez-me imediatamente recordar o capitulo daquele livrinho de Alexis de Tocqueville (cujo nome é qualquer coisa como Democracy in America), e que inclui, entre outras coisas, uma secção sobre a tirania da maioria - se a democracia não for controlada por mecanismos que permitam a defesa das minorias, valerá de muita coisa a democracia? Tenho para mim que não.

A propósito recomendo a leitura deste post, ainda dos tempos em que o Rui Albuquerque escrevia no Blasfémias.
publicado por Jorge A. às 22:36
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Liberdade (bom assunto para dia 25 de Abril)

Diz o Ricardo a propósito do programa Oprah's Town Hall with Bill O'Reilly, transmitido recentemente na SIC Mulher:

O que é de destacar, mais do que o assunto em discussão, é a discussão em si, onde vários americanos (da “família” do “americano médio”) questionavam, discutiam, debatiam inteligentemente com Bill O´Reilly, numa discussão entre iguais. Algo possível num povo que valoriza a liberdade mais do que a igualdade, e que por esse facto é mais igual que aqueles que, como nós, tudo fazem em nome da igualdade, quase sempre contra a liberdade.

Isto num país tantas vezes diabolizado, num país que, segundo Oprah, é o “único país” onde a sua história é possível, a história de quem vindo do nada chega onde ela chegou. Não é seguramente o único, mas é único na forma como esse sonho é vivido, e por tanta gente tornado realidade.

Nem mais, nem menos. Citando Alexis de Tocqueville (em Democracy in America):

Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude.
publicado por Jorge A. às 01:07
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