Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Bandeirinhas

Se a Europa se cala, que falem os europeus, diz o Daniel Oliveira, depois refere duas datas em dois locais diferenciados onde os europeus podem ir "falar". A que situação se refere o Daniel Oliveira?

 

A. Congo (Rebeldes "mataram mais de 400 no Congo", diz ONG)

B. Sri-Lanka (Exército do Sri Lanka bombardeia guerrilha tâmil no norte)

C. Darfur (Um ano de fracassos em Darfur)

D. Gaza (Guerra de Israel contra o Hamas entra em sua segunda semana)

publicado por Jorge A. às 16:27
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Perguntas

Miguel Portas perguntava agora mesmo na RTPN ao representante do PSD porquê que este não propunha o salário minimo para cem euros. Uma boa pergunta, uma vez que eu gostaria de saber quantas pessoas em Portugal aceitariam trabalhar um mês inteiro por essa importância (a resposta parece-me óbvia, mas se alguém quiser expor a sua opinião na caixa de comentário é livre de o fazer). Claro que a pergunta que se coloca é, se o Miguel Portas acha que isto dos salários deve ser fixado por decreto administrativo, porque fica-se o Miguel pelos 450€. Porque não propõe o Miguel Portas um salário minimo de cinco mil euros? Pela lógica subjacente ao seu pensamento estava encontrada a solução para crise.

publicado por Jorge A. às 22:28
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Assim até eu começo a gostar de Sarah Palin

Diz Mário Soares no DN sobre a candidata a vice-presidente pelos republicanos (a minha coluna cómica favorita da imprensa nacional):

É uma neocon radical. Reclama mais armas, mais política de força, intensificação das guerras, mais pena de morte, mais petróleo, sem a mínima preocupação com a defesa do planeta ameaçado. É religiosa fanática, contra o aborto, contra os gays, criacionista, subscreve os desvarios anticientíficos contra a teoria da evolução, unilateralista, está convencida que a América, com a bênção de Deus, poderá governar o mundo. Ignora as crises, o desemprego, o déficit astronómico, e quanto à política externa, zero. Quer dizer, se fosse eleita, a América teria mais quatro anos do mesmo... ou pior. Um pesadelo e um desastre para o Ocidente - nomeadamente para a União Europeia - e para o mundo.

Sinceramente que gostava de ver a justificação para todos os rótulos que Soares cola à senhora. Mais armas? Que eu saiba a única coisa que ela defende é o direito ao porte de arma, muito diferente da forma quantitativa como Soares apresenta a questão. Intensificação das guerras? o pouco que a mulher disse do Iraque é que queria saber se existia um plano de retirada dos soldados americanos do campo de batalha, e ainda disse achar que a mesma era motivada por interesses energéticos, teoria certamente acarinhada pelo drº Soares. Contra os gays? Curiosamente o curriculo da senhora nesse aspecto não anda muito longe do curriculo do partido socialista português, pelo que se depreende... Fanática religiosa? Tanto quanto o srº Soares demonstra ser um ambientalista fanático. Criacionista? E isso interessa? Ou o que interessa é se tal posição influenciaria a sua actuação pública? Ora, na actuação politica os dados que existem demonstram que o facto de ser criacionista não se nota na sua acção enquanto governadora. Unilateralista? Como se vê pela retórica de Soares, este será pluralista desde que do outro lado não estejam pessoas com pensamento semelhante ao de Palin. Ignora o déficit astronómico? De facto ignora, uma vez que o orçamento do Alasca tem um dos maiores superavits dos Estados Unidos, mas com gente pouco séria como o senhor Soares, que tal como os republicanos baseia mais no medo o avanço das suas posições do que na argumentação lógica, pouco há a debater. Resta manter a minha leitura cómica da coluna do drº Soares ao mesmo tempo que entristece-me saber que há gente que lê estas coisas e toma-as como verdades adquiridas.

publicado por Jorge A. às 23:25
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Suspeito que não seja um problema de falta de explicações

Não há ninguém que explique a diferença entre Tribunal Penal Internacional e Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia a jornalistas, Fernandos Rosas e afins?

A pergunta é colocada pela Ana Margarida Craveiro aqui.

publicado por Jorge A. às 22:50
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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

argumentum ad nauseam

Tornou-se um lugar-comum. Mas vale a pena insistir: o neoliberalismo, como ideologia e modelo da chamada "democracia liberal", esgotou-se. Está a conduzir o Ocidente - e talvez o mundo - a uma crise do capitalismo pior do que a de 1929.

Num texto recomendado pelo João Miranda, Mário Soares repete as mesmas banalidades de sempre no discurso de certa esquerda. Voltando ao mundo real (via zero), apesar do crescimento reduzido de 1,7% previsto para os países desenvolvidos (muito precisamente pelas razões contrárias às apontadas por Mário Soares), é expectável um crescimento económico de 6,9% para os países em vias de desenvolvimento (numa previsão para o mundo enquanto um todo de 4,1% de crescimento real).

 

Olhando com atenção para aqueles que mais directamente competem connosco, a taxa de crescimento dos países da europa central e leste atingirá os 4,6%. Certamente porque, e pegando nas palavras de Mário Soares, não têm um "modelo economicista, anti-social e anti-ambiental".

publicado por Jorge A. às 22:32
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

O Estado da Nação? Paranóia

Governo vai pedir à AdC que esteja atenta a eventuais subidas dos preços por parte das gasolineiras (negritos meus):

Ao falar esta tarde durante o Debate sobre o Estado da Nação, Sócrates disse que, é "ilegal" um aumento dos preços por parte das gasolineiras devido à nova taxa. "O que vamos fazer é taxar as empresas fazendo registos contabilísticos segundo normas internacionais (...) Seria ilegal, com base nisso, a empresa aumentar os preços", disse o primeiro-ministro, adiantando que o Governo vai "pedir à AdC que esteja atenta" aos preços praticados pelas gasolineiras.
No caso do não cumprimento da redução da taxa de IVA de 21 para 20%, o chefe do Governo afirmou que "se a Galp não interiorizou o preço do IVA na redução do gás butano, é muito grave. É por isso que a Galp emitiu um comunicado onde dizem que se tratou de um erro. A ASAE está atenta e espera que a Galp devolva o dinheiro".

Este país está a bater no fundo.

publicado por Jorge A. às 22:18
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

O Exemplo do Zimbábue

"We can't ask the people to cast their vote on June 27 when that vote will cost their lives. We will no longer participate in this violent sham of an election.''

 

Mesmo porque a derrota antecipada numas eleições à partida viciadas era mais que certa, acho que o lider da oposição no Zimbabué tomou a decisão correcta. Mugabe, esse, fica só como mais um dos exemplos do que a demagogia da extrema-esquerda e a prática do marxismo-leninismo conseguem fazer ao povos que governam. A reforma da terra, que visava tirar das mãos dos brancos ex-colonos a propriedade e passar essa mesma propriedade para o povo de maioria negra, resultou no redondo fracasso que se conhece com o colapso da agricultura do país (se bem que, como diz o NYT, Mugabe claimed he ordered the seizures, begun in 2002, to benefit poor blacks. But many of the farms instead went to his loyalists).

 

Depois, confrontado com uma hiper-inflação e o colapso financeiro do país, o governo tentou resolver o problema por decreto, através do controlo artificial dos preços e da taxa de câmbio - em vez de melhorar a situação, piorou. A juntar a isto tudo o poder judicial no país é uma farsa, e os resultados eleitorais da primeira volta das presidenciais foram aldrabados de forma a suportar a reeleição à segunda de Mugabe com as consequências que tal situação acarreta para a crença na democracia daquele povo - o poder em África ainda é sinónimo de sangue e fogo.

publicado por Jorge A. às 22:33
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

A extrema-esquerda

Uma das coisas interessante na extrema-esquerda é a forma como eles falam dos pobres como se só eles se preocupassem com a pobreza. E quando falam da classe operária em oposição à classe burguesa, um must, são eles os grandes representantes do povo trabalhador em geral e da classe operária em particular - claro que nunca tiveram a primazia da escolha entre os eleitores trabalhadores, mas nada lhes demove da cabeça a ideia de que só eles representam como deve ser os interesses dos trabalhadores (eu próprio sendo um, fico grato com tanta preocupação com os meus interesses). Depois há palavras que estão irremediavelmente ligadas ao léxico da extrema esquerda como a do neoliberalismo selvagem, se bem que nunca percebi se há outro neoliberalismo para além do selvagem ou se o neoliberalismo é selvagem por natureza. E o anti-americanismo? Esse então é um odiozinho eterno, tal o desgosto que o rumo da história tomou na derrota do comunismo soviético às mãos do capitalismo americano. E o paraiso cubano? Bem, mesmo eles no fim de contas reconhecem que Cuba não é nenhum paraiso, claro que não sem antes referirem que a culpa é dos americanos e do seu bloqueio e nunca, mas mesmo nunca, deixando passar a oportunidade para referir o sistema de saúde cubano como um dos melhores do mundo (esse mito tantas vezes propagado que já parece verdade).

 

A extrema-esquerda teve o seu periodo de ouro em boa parte do século XX com o redondo fracasso que se conhece, mas a história, como é facilmente comprovável, está cheia de erros repetidos. A avaliar pelo Portugal século XXI é preciso começar a estar atento para não se repetirem os erros do passado, mas parece-me, como a entrevista esta quarta-feira em horário nobre na RTP de Mário Soares a Hugo Chávez de certa forma comprova (ou os 20% que o BE e PCP actualmente representam na sociedade portuguesa), que o socialismo século XXI vai ficando na moda em Portugal.

publicado por Jorge A. às 00:14
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

10%

PCP propõe sete medidas urgentes para enfrentar a crise 

Os comunistas defendem que bens como o pão, o leite e produtos de higiene deveriam ter um preço máximo este ano, ao mesmo tempo que sustentam uma subida do salário mínimo nacional e um aumento intercalar dos salários dos funcionários públicos. Quanto às pensões, as mais baixas deveriam crescer quatro por cento, segundo o PCP.

O PCP tem uma visão do dinheiro como um bem inesgotável... assim à primeira vista só se esqueceram de propôr a subida do subsidio de desemprego, mas tenho a certeza que apoiam tal medida. Sobre os preços máximos, o PCP anda a estudar as tácticas do Chávez e do Mugabe, só falta explicar o que acontece quando o preço máximo possível é inferior ao preço a que os fornecedores estão dispostos a vender o pão, o leite e os produtos de higiene... pois é, esses produtos começam a desaparecer das montras... malditos estes capitalistas, pá...

Para limitar os efeitos da crise dos combustíveis, os comunistas propõem a criação de um imposto sobre os lucros das petrolíferas...

Para limitar os efeitos? Para quem pensa o PCP que as petroliferas iriam passar o custo do novo imposto? Para os accionistas? 

...e a utilização do gasóleo profissional nos transportes públicos já anunciada pelo Governo, mas que “tarda a concretizar-se”. É também proposto o congelamento dos preços dos títulos de transporte, para lá do já prometido congelamento dos preços dos passes sociais.

O dinheiro para o PCP cai mesmo das árvores... eles devem pensar que aquilo é só pegar na máquina e pôr a imprimir verdinhas...

Num dos maiores encargos das famílias portuguesas, os empréstimos à habitação, o PCP quer que o Estado dê uma orientação à Caixa Geral de Depósitos para praticar um “spread” máximo de 0,5 por cento naqueles créditos.

O PCP deve pensar que o spread também cai do céu, que não há um cálculo económico por trás do mesmo. A partir do momento que o spread da CGD não correspondesse ao do mercado e fosse, como pretende o PCP, mais baixo, para onde correriam as pessoas a solicitar empréstimos? Mas se o spread fosse calculado assim por alto ao sabor do que o PCP acha que deve ser, o que aconteceria à viabilidade económica da CGD? O PCP anda pelo menos atento aos mercados financeiros actuais? Para citar esse grande mito dos mercados bolsistas nacionais, Joe Berardo: Subprime? Hello?!? 

Apesar de conscientes da rejeição do primeiro-ministro a algumas destas propostas, o líder da bancada parlamentar do PCP quer “obrigar o Governo a repensar em relação a propostas necessárias para aliviar os efeitos da crise e recomenda que o Executivo “aproveite a margem no défice público”.

"Apesar de conscientes"? Ah, ah!!! Estes tipos são é uns completos irresponsáveis e inconscientes, mas de comunistas melhor não há que esperar. Triste é que este partido representa um décimo do eleitorado nacional...

publicado por Jorge A. às 22:31
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Portugal aos Olhos da AlJazeera

Cheguei ao video através do blogue da revista Atlântico e o mesmo é merecedor de algumas considerações que como devem imaginar não seriam elogiosas. Mas basta a frase inicial, "Portugal é um dos países mais pobres da Europa", para marcar o meu ponto. Ora, assim de repente, e só de memória, vieram-me à cabeça a Moldávia, Roménia, Geórgia, Arménia, Ucrânia, Albânia, Bósnia, Macedónia, Azerbeijão, Bielorússia, Bulgária, Sérvia, Turquia, Rússia, Lituânia, Polónia, Croácia, Letónia, Eslováquia, Hungria, Estónia, Malta e República Checa. Todos os países referidos são europeus, ou tem parte do seu território na Europa, e nenhum deles apresenta um PIB per capita superior ao nosso. Quanto à figura que dá origem à reportagem, o anti-corruption campaigner... é ver o video para crer.

publicado por Jorge A. às 23:36
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Tratado de Caracas

Hugo Chávez perdeu o referendo, mas não perdeu tempo em destacar a vitória do não ao socialismo do século XXI como uma vitória "de mierda". Também não deixou de afimar aquilo que só não seria expectável para os mais desatentos, mandando os venezuelanos prepararem-se "para uma nova ofensiva com a proposta, a mesma ou uma transformada ou simplificada, mas já estou seguro. Chegaram-me cartas do povo, porque o povo sabe que se se recolherem assinaturas essa reforma pode submeter-se a referendo de novo, em outras condições, em outro momento."

Ora, onde é que eu já ouvi isto. Com uns golpes de cosmética a proposta pode ser tão simplificada, tão simplificada, que o melhor será nem sequer ir a referendo. É a democracia europeia a dar cartas à democracia venezuelana.
publicado por Jorge A. às 23:43
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Ao contrário

Ao contrário do que diz o Daniel Oliveira neste post, o rei espanhol é dos que mais legitimidade tem para criticar Chávez. Juan Carlos assegurou a transição pacifica da ditadura franquista para o actual regime democrático espanhol, já Chávez está a fazer a transição de um regime democrático para uma ditadura na Venezuela.
publicado por Jorge A. às 13:39
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Cimeira Ibero-Americana

Le Petit Dictador monta sempre o espectáculo para telespectador ver. No primeiro dia deu espectáculo:

Muito poucos saíram ilesos da meia hora de discurso de Hugo Chávez, ontem, na XVII Cimeira Ibero-Americana, em Santiago do Chile. [...] A regra dos cinco minutos de palavra por chefe de Estado não foi cumprida por Chávez, mas ninguém teve coragem de o interromper, dando tempo ao líder "bolivariano" para discorrer as suas propostas alternativas à agenda oficial do encontro entre os 22 chefes de Estado e de Governo ibero-americanos.

Hoje continuava a festa:
O actual chefe do Governo de Madrid, José Luis Rodríguez Zapatero, usou da palavra para insistir – já o tinha feito de manhã, em conferência de imprensa – no “respeito” por Aznar. [...] Chávez tentou interrompê-lo e, apesar de que o microfone se mantinha desligado, continuou, não longe da delegação espanhola, a reclamar o seu direito à liberdade de expressão.
O rei Juan Carlos de espanha é que não foi na cantiga e mandou Chávez calar-se. Quem não se curva ao pequeno ditador merece todo o meu respeito (hoje sou um bocadinho monárquico), mas claro que a festa continuou:
Em seguida, claramente perturbada, a anfitriã do encontro, a Presidente chilena, Michelle Bachelet, deu a palavra ao seu homólogo da Nicarágua, Daniel Ortega. Que recusou os “três minutos”, avisou que falaria o tempo que lhe apetecesse e, em nome da liberdade de expressão e da diversidade democrática, ofereceu primeiro a palavra a Chávez, para que pudesse responder a Espanha. [...] Daniel Ortega falou durante 20 minutos, apoiando as apreciações de Chávez sobre Aznar, criticando a “aliança político-militar” que aquele teceu com os EUA. Sempre olhos nos olhos com Zapatero e Juan Carlos, o líder da Nicarágua defendeu o “direito à liberdade de expressão” de Chávez, que apenas criticou “o cidadão” Aznar, que “fez e continua a fazer campanha contra a Venezuela”. “Se nós temos que vos respeitar, vocês têm de se dar ao respeito”, reclamou. Irritado, Juan Carlos acabou por abandonar a sala, tendo voltado ao plenário apenas após o hino, para a sessão de encerramento.
De cimeira só no nome, porque aquilo tem sido mais um circo. Os pequenos ditadores sul-americanos lidam mal com a democracia e o respeito pelos outros. Um total desprezo pelas regras de conduta. A habituação a terem um palco só para si, leva-os a confundirem liberdade de expressão com poderem dizer tudo o que lhes passa pela cabeça, em qualquer lugar, em qualquer momento, e durante quanto tempo achem necessário. Há um palhaço de serviço e alguns bobos da corte, e os restantes não se dão ao respeito. Curvam-se à palhaçada chávista. Daí que a tirada de rei Juan Carlos - Por qué no te callas? - acaba por ser das poucas coisas boas que aconteceram nesta cimeira. Afinal, sempre há quem não se curve e se dê ao respeito.
publicado por Jorge A. às 19:12
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Domingo, 28 de Outubro de 2007

A State to Rule Them All

Educação: BE acusa direita de financiar escolas da Opus Dei e Governo de apresentar falsos"rankings"

Jerónimo de Sousa exige que Governo impeça fusão do BCP com o BPI

Francisco Louçã irrita-se com o facto de as escolas privadas aparecerem no topo do ranking. Preocupa-se com quem as financia. Ora, eu fico preocupado é com o facto de muitas escolas que eu financio - as estatais - aparecerem tão mal colocadas e com tão maus resultados. Se as privadas, financiadas por privados, aparecem bem ou mal colocadas tanto me faz. E acho muito bem que quem pode (tem dinheiro para...) decida financiar a educação do seu filho. Curioso é também o facto de que quem paga uma proprina privada para o seu filho estudar, pague duplamente a educação, uma vez que os seus impostos são usados para financiar o ensino estatal - para quando a introdução do cheque ensino? Claro que é o conceito de cheque ensino que anda a irritar Louçã... este não quer que os pais decidam qual a escola e o sistema (privado ou estatal) onde querem meter os filhos... Louçã quer escolher por todos os pais o que é melhor para os seus filhos. Nada de novo, portanto.

Já o camarada Jerónimo de Sousa tem saudades dos tempos em que os bancos eram todos nacionalizados. Para o camarada os bancos ainda não são dos accionistas, são do estado. Belo país seria este com o camarada de Sousa na liderança...
publicado por Jorge A. às 13:20
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Once Upon a Time in Venezuela

E é esta mesma Venezuela liderada por Hugo Chávez que é vista com bons olhos por uma certa esquerda nacional? Normalmente pelos mesmos que se põem num pedestal como os campeões da luta contra o estado novo e o seu fascismo castrador da liberdade de expressão e associação? Deviam era ter vergonha na cara...

publicado por Jorge A. às 19:43
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Entretanto no país do Socialismo do Petróleo

Chávez to propose removing his term limits

O socialismo do século XXI não apresenta grandes diferenças do seu antecessor no século XX. Ao fim e ao cabo, Fidel Castro moldou o modelo para os ditadores de sucesso. Não é à toa que Hugo Chávez copia os seus passos:

Fonte: The Economist

publicado por Jorge A. às 14:42
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Surpresa

Coisas que não percebiamos a ouvir Mário Soares: Menos Pobreza no Mundo

270 milhões de pobres a menos no mundo.
O número de pobres no mundo baixou de 1,25 mil milhões para 980 milhões de pessoas, o que corresponde a 16% dos habitantes da Terra.

Convém recordar Soares, na sua entrevista à revista Única do Expresso [negritos meus]:

P-Como define a relação que existe actualmente com o dinheiro?
R-O neoliberalismo deu às pessoas a ideia de que o mundo é uma selva e a selva é para os mais fortes, que se alimentam dos mais fracos. É o que se chama o "darwinismo social". A força, aliás, não se mede pelo músculo, mas pelo dinheiro. Cada vez há mais pobres e maiores desigualdades e o que acontece a esses pobres? É indiferente: estão condenados a desaparecer. Neste momento há um relatório, nos Estados Unidos, onde se diz que o grande inimigo já não é o terrorismo, mas o perigo que podem representar as populações do Sul, famintas, vítimas do desenvolvimento e das catástrofes naturais, procurando desesperadamente entrar nos países ricos do Norte. É a única resposta possível - diz o relatório - será a exterminação em massa. Vejam! Trata-se de preconizar o regresso à barbárie... Depois do humanismo iluminista e, apesar de tudo, de dois séculos de progresso.

Na cabeça de Soares talvez o (neo)liberalismo tenha-lhe deixado a ideia que "o mundo é uma selva", mas Soares também tem a ideia que há um relatório americano que alerta para o "perigo que podem representar as populações do Sul" e cuja solução para tal problema é a "exterminação em massa"... logo, eu diria que as ideias de Soares andam um bocado deslocadas da realidade. Mas o que me interessava mesmo na reportagem era a parte do "cada vez há mais pobres", ideia mil vezes repetida pelas gentes de esquerda, parados no tempo, e incapazes de perceber as vantagens da globalização e do comércio livre. Ao menos numa coisa gostava de concordar com Soares, na previsão de que os pobres "estão condenados a desaparecer". Afinal de contas, o número absoluto de pobres decresceu em 27 vezes a população portuguesa. O que me assusta, e muito, é aquele Portugal multiplicado por 98 que continua a viver na pobreza - e não seria certamente com as ideias de Soares que esse número seria reduzido.

publicado por Jorge A. às 22:20
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Sábado, 2 de Junho de 2007

Socialismo Sec.XXI

Rostock invadida pela violência

“O mundo está moldado pelo domínio do G-8, é um mundo de fome, guerra, divisões sociais, destruição ambiental e barreiras contra os imigrantes e refugiados”, podia ler-se num dos folhetos distribuídos pela organização dos protestos.

No meio da multidão onde muitos dos manifestantes permaneciam de rosto tapado, um cartaz exibia uma mensagem que resume toda uma ideologia: "Outro mundo é possível".

O "outro mundo possível" deve ser o defendido por Chávez, Morales, ou Boaventura Sousa Santos, se bem que no fim, não me parece que os exemplos dados pelos novos paladinos do socialismo do século XXI sejam grande coisa. Ora são televisões encerradas, ora são as manifestações pelo "outro mundo possível" que resultam nisto:

publicado por Jorge A. às 22:02
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