Sábado, 20 de Setembro de 2008

Programa Eleitoral

"Vamos cumprir o nosso programa eleitoral com uma excepção: o aumento dos impostos" José Sócrates, 25 de Maio de 2005 (Público)

"União Europeia preocupada com hipótese de Sócrates referendar tratado", 7 de Janeiro de 2008 (Público)

 

"De acordo com o que o Diário Económico apurou, José Sócrates deixou cair a ideia de referendar o diploma e reúne hoje às 21h30 a Comissão Política Nacional do PS para convencer os dirigentes socialistas a formalizar o "não" ao referendo. No programa eleitoral, o PS comprometeu-se a referendar o Tratado Constitucional da União Europeia, mas mesmo quando se tornou óbvio que o Tratado Constitucional perdia importância, Sócrates manteve a receita", 8 de Janeiro de 2008 (Diário Económico)

publicado por Jorge A. às 23:41
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

SIM

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publicado por Jorge A. às 20:18
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Hoje não tá tempo de ir p'ra praia

Em 1998 o referendo teve uma afluência às urnas de 31,9%. Este ano, até às 16 horas, já ia com uma afluência de 31,31%. Menor que 50% será certamente, mas ao menos, já superou o último referendo.
Mesmo assim, a abstenção esperada será de 60%. Em cada 10 portugueses, só 4 vão votar. Claro que dão-se logo as desculpas do costume, tipo "o tempo não está de feição". Ora, no outro foi porque estava sol e as pessoas foram para a praia, agora, é porque está chuva e as pessoas não saiem de casa. A justificação mais lógica é aquela que ninguém quer dar: nobody cares.
publicado por Jorge A. às 17:14
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Parece-me que isto é um claro apelo ao voto no "não" dirigido a 6 milhões de portugueses.

PS: via Blasfémias.
publicado por Jorge A. às 13:19
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Prós e Contras - Aborto

Fernando Santos assume a posição mais coerente da noite. Defende a vida, e vê no feto um ser humano em plenitude, logo também não pode ser a favor da lei actual, muito menos da que se encontra em votação. Apesar da posição de Fernando Santos ser a mais afastada da que defendo, é a que mais respeito - e a que mais dificuldade tenho em contrariar. E é aquela que não permite que de forma alguma se continue a referir que a decisão de abortar é somente uma questão de consciência.
Vital Moreira fala da incoerência do não, esquece-se da sua própria incoerência... da incoerência manifesta no limite das 10 semanas. Este é aliás um debate que vive das posições incoerentes de todos os lados... e é da incoerência de cada lado (manifesta de forma absurda na posição de Marcelo Rebelo de Sousa, tão bem desmontada pelos Gato Fedorento no video mais abaixo) que resultará a votação no dia 11 de Fevereiro. O voto virá do coração, e não da razão. A maior parte de nós dirá o que sente, e não o que sabe.
Eu vou votar "sim"... mas vou votar "sim" porque não seria o meu "não" que iria evitar que boa parte das mulheres que querem abortar, o façam - e ao mesmo tempo permitirá que muitas das que irão abortar, o possam fazer em condições dignas. Fará com que mais abortem? Sim, disso não tenho dúvidas - mas também não atribuo um valor ao feto igual ao que o treinador do meu clube atribui.
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publicado por Jorge A. às 01:47
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Assim não...

...que eu não consigo parar de rir.

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publicado por Jorge A. às 00:04
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Domingo, 28 de Janeiro de 2007

O aborto e a moral

Muitas vezes a questão do aborto é colocada no campo da consciência de cada um. Por exemplo, nesta noticia, podemos ler:
Maria de Belém Roseira considerou ainda que o "aborto, como matéria de consciência", não se pode regular em códigos morais. "A consciência do outro não será superior à minha e a minha não será superior à do outro."
A verdade, é que ex-ministra da Saúde e da Igualdade, comete aqui um dos erros básicos que os defensores do "sim" estão constantemente a cometer. Não me parece que todos os defensores do "não" queiram impôr a sua consciência à dos outros. Agora, achando que no aborto o que está em causa é a perda de uma vida humana (a do feto), é normal que queiram impedir que a lei permita a eliminação desta vida, ou não? A questão aqui, centra-se sempre no estatuto que queremos para o feto. Pelos vistos, o melhor que se vai arranjar, é um novo estatuto até às 10 semanas, e o estatuto do feto depois das 10 semanas manter-se-à igual ao actual.

Diz ainda a noticia que Maria de Belém Roseira defendeu ainda o prazo das dez semanas, com o facto de se tratar de "uma gravidez inicial e cuja IVG não acarreta tantos riscos para a mulher".

Mas vamos lá outra vez, se o aborto é uma questão de consciência, o prazo também não o deveria ser?

O que me irrita nesta discussão, é o facto da maior parte dos que intervém publicamente por um ou por outro lado, aparentarem sempre uma certeza absoluta sobre a sua posição, quando esta é talvez das questõs onde quase todas as posições são relativas.

E gostei, gostei muito, deste post do João Caetano Dias (aka jcd) sobre o assunto (não fosse o João um algarvio).
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publicado por Jorge A. às 12:31
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

Caixa Comentários do Blasfémias

O Henrique Raposo fez o post. O Carlos Abreu Amorim deu-lhe destaque. Depois, é ir ler a caixa de comentários do post, e reflectir... reflectir muito. A caixa de comentário do Blasfémias é como uma caixa de pandora... nunca se sabe o que pode sair lá de dentro. Por vezes encontramos lá uma ou outra boa discussão... e aquele espaço vira como do nada, num dos sitios onde se pode aprender mais na blogosfera. Assim se explica o sucesso do blog.

Já agora, aproveito para saudar o contributo do João Miranda, de longe o residente do Blasfémias que maiores, e mais proveitosas, discussões consegue manter na caixinha mágica (a dos comentários). Transcrevo aqui um excerto de um dos seus últimos posts, daqueles que me provocam um sorriso de orelha a orelha:

1. A esquerda gosta de defender os mais fracos, mas no caso do aborto toma partido contra a parte mais fraca. Tendo em conta que o estatuto do feto é no mínimo discutível, não se percebe porque é que não existe pelo menos um grupo de esquerda que dedique mais energia a defender o feto que a defender o lince da Serra da Malcata.
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publicado por Jorge A. às 22:35
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Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Fritar um ovo tão normal quando usar um telemóvel

Pelo menos, é o que se conclui das recentes declarações de José Pinto Ribeiro (pelo "sim") e João César das Neves (pelo "não") - e vendo bem , esta minha afirmação depreendida das palavras dos dois génios acima citados, até faz algum sentido. O primeiro, porque disse que "um ovo não tem os mesmos direitos que um frango" (em clara alusão ao feto e à pessoa humana), o segundo porque disse que se o "sim" vencer, abortar vai ser tão fácil como usar um telemóvel.
Como já disse anteriormente, a discussão promete... e já agora, dêem uma vista de olhos pelo texto de Vasco Pulido Valente que foca este mesmo assunto, públicado ontem no Público. Disponível aqui, graças à Charlotte.
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publicado por Jorge A. às 16:37
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Sábado, 20 de Janeiro de 2007

O direito ao contraditório

Primeiro foi o blogue do não. Agora, o direito ao contraditório: o sim no referendo.

E este último tem dado muito que falar. O que mais me agrada na coisa, não são os argumentos de cada lado - há muito que tenho opinião formada sobre o assunto, e isto agora parece um apanhado rapidissimo de tudo o que ouvi e li nos últimos anos. O que mais me agrada na coisa, são as picardias constantes. Parece que o facto d'o sim no referendo abranger pessoas das mais variadas ideologias - que vão do liberal CAA ao bloquista Daniel Oliveira. Da blasfema Helena Matos, à cassete pirata Joana Amaral Dias - fez eco noutros blogues.

A começar na Revista Atlântico (aqui), a passar pel'O Insurgente (aqui), e a acabar no 31 da Armada, que apresenta a mais forte resistência (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui - e talvez em mais algum lado, mas que eu já não tenho pachorra de procurar).

Para já, tenho me divertido imenso com os posts provenientes do Trinta e Um da Armada e a resposta dos tipos do Sim. Já o associar do Sim no Referendo ao Bloco de Esquerda, não concordo. Há uns tempos discutiu-se quando João Teixeira Lopes, do BE Porto, ficou desagradado com a presença de Rui Rio na campanha pelo sim. Agora fala-se mal porque outros associam-se a elementes do bloco na luta pelo sim? Afinal, em que ficamos? Preso por ter cão, e preso por não o ter?
Talvez o mais chato, é que o Sim no Referendo vem demonstrar que a questão do referendo não é uma questão ideológica. E que o voto no sim não está barrado a gente de direita. Uma chatice, é o que é.

Mas tal como diz Paulo Pinto Mascarenhas neste post:
Mas se esta é a minha posição pessoal, enquanto director da revista tenho procurado abrir as suas páginas a ambos os lados em debate. Tal como saudei a abertura do Blogue do Não - que hoje publica o seu livro -, saúdo agora a do blogue pelo "Sim". Ainda que sejam muitas as dúvidas que nasça alguma luz desta discussão.
Luz desta discussão? Não. Mas lá que é divertida, é.
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publicado por Jorge A. às 14:15
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Não acredita (o)

Com esta sondagem, é normal que os movimentos pelo "não" acreditem que a vitória é possível. E como já havia dito aqui, a sondagem dá razão a algo que é mais que evidente: a mobilização é o que mais conta.
Eu é que não acredito na vitória do "Não". Não, desta vez, não.
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publicado por Jorge A. às 23:37
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

10 1/2 weeks

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Maria José Morgado: Há clinicas de aborto que são "slot machines" de ganhar dinheiro.

Lá vem esta gente com o argumento economicista (lol).

O que vale, é que com a vitória do sim, já só vai às "slot machines" a malta da pesada (10 semanas para a frente... doesn't ring a bell?).

Olhando para este graficozinho:

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(Wikipedia)

O que se pode concluir do gráfico apresentado? Que existirá sempre uma percentagem, que não deixa de ser significativa, de mulheres que irá abortar após as 10 semanas. Deverão ser estas mulheres julgadas? Penso que não. Portanto há uma parte do problema a que a nova lei que irá sair do referendo (assim adivinho) não dará resposta. O grande debate não é entre os pró-vida e os pró-escolha. Mas antes entre os pró-vida, e os pró-meia-escolha. Olha... são vidas.

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publicado por Jorge A. às 21:54
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

Blogue pelo NIM

O referendo é já dia 11 de Fevereiro, e mal se dá pela proximidade do dia de voto, tão pouco debate é aquele que tem existido na televisão (no fim de contas, o meio que mais importa para este tipo de coisas). Os que vão votar "Não" tem estado mais activos, mas nem por isso com maior eficácia do que aqueles que vão votar "Sim". Grande parte dos que votam "Sim", optaram pelo silêncio, não criar ondas, parece-me que resulta.
Também a falta de debate não me causa estranheza. Existirão poucas questões na sociedade portuguesa que tenham sido tão debatidas anteriormente como esta. Acho que já não há pachorra para aturar as opiniões de um e de outro lado, eu pelo menos, já estou farto. A esta altura do campeonato poucos mudarão de opinião. A grande questão será saber quantas pessoas conseguirá cada lado mobilizar a irem votar no dia 11. A mim, parece-me, que o lado do "Não" é muito menor que o lado do "Sim", mas não é menos verdade que, tendencialmente, será do lado do "Sim" que haverá menor mobilização.
Eu por exemplo, ainda não sei se irei votar. E a votar, voto sim.
PS: A minha abstenção poderá ser motivada pela impossibilidade fisica de estar presente em dois locais ao mesmo tempo. E para mais, qual é o beneficio marginal do meu voto? Praticamente nulo. Dificilmente o referendo será decidido por um voto.
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publicado por Jorge A. às 23:42
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