Domingo, 23 de Agosto de 2009

Corrupção

A ler este excelente artigo do WSJ sobre a Rússia: One of the major obstacles to conducting business in Russia is the all-pervasive corruption. Because the government plays such an immense role in the country's economy, controlling some of its most important sectors, little can be done without bribing officials. A recent survey by Russia's Ministry of the Interior revealed, without any apparent embarrassment, that the average amount of a bribe this year has nearly tripled compared to the previous year, amounting to more than 27,000 rubles or nearly $1,000. To make matters worse, businesses cannot rely on courts to settle their claims and disputes, and in extreme cases resort to arbitration.

 

 

O que me fez lembrar este artigo da Heritage sobre a corrupção e as suas causas: To fight corruption and informality, it is essential to understand that corruption is a symptom--of overregulation, lack of rule of law, a large public sector--not the root of the problem. The perceived problem is unethical/corrupt behavior of the private sector, which leads the government to press more on private-sector activities. The real problem is the government action/regulations causing undesired behavior of the private sector. The optimal solution would be to eliminate burdensome regulations so that unethical behavior does not occur.

 

Quanto maior regulação, maior o peso do sector público e maior a incapacidade da justiça, maior a corrupção esperada. Afinal, o que é o Freeport?

publicado por Jorge Assunção às 11:31
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Putin's Way

Advogado e jornalista críticos do Kremlin assassinados em Moscovo

Um dos mais conceituados advogados russos, Stanislav Markelov, e uma jornalista da Novaya Gazeta, Anastasia Baburova, foram assassinados minutos depois de uma conferência de imprensa em que Markelov criticou a libertação do Coronel Budanov, condenado pela morte de uma jovem chechena de 18 anos.
publicado por Jorge A. às 00:34
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Watch and Learn

Correndo o risco de olhar para a árvore e não ver a floresta, pelo Paulo Gorjão:

O Nord Stream — e não North Stream como erradamente se escreve — e o South Stream são dois pipelines com a chancela de Moscovo e que, na prática, sobretudo o segundo, colocam em causa as tentativas europeias de atenuar a sua dependência energética relativamente a Moscovo.
publicado por Jorge A. às 15:22
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Noticias Não Relacionadas

Gazprom recorre a ajuda do Kremlin

O gigante russo do gás natural, Gazprom, está a negociar com o Governo uma ajuda de 5,5 mil milhões de dólares, garante o diário New York Times [aqui], na sua edição de hoje. Ao contrário das declarações públicas dos seus dirigentes a garantirem que a empresa está a passar ao lado da crise financeira, o jornal norte-americano dá conta das dificuldades da companhia que se transformou num estratégico braço económico do Kremlin.

Gazprom acusa Ucrânia de roubar gás destinado aos países da UE 

A russa Gazprom acusou hoje a Ucrânia de estar a “roubar” gás natural que transita pelo país com destino aos clientes da União Europeia – uma acusação que foi imediatamente desmentida por Kiev. A UE diz que, até ao momento, não detectou qualquer diminuição no volume de abastecimento. [...] A Gazprom cortou ontem o abastecimento de gás à Ucrânia, por falta de acordo quanto ao pagamento de juros de mora relativos às entregas dos últimos meses de 2008 e quanto ao preço por tonelada cúbica de gás para este ano.

A Gazprom, que faz parte do braço económico do poder politico russo, é exemplo concreto da Rússia no seu pior e do trágico retorno russo a práticas soviéticas. Claro que, sendo a actuação da empresa muitas vezes motivada por interesses politicos e não empresariais, não é de estranhar a existência de problemas de gestão na mesma, a que o Kremlin não deixará de responder (quer com ajuda financeira, quer com distracções politicas para desviar a atenção do essencial). Pena é que parte da Europa tenha hipotecado alguma da sua margem negocial com cedências consecutivas aos interesses russos, originando uma dependência excessiva em relação ao seu gás natural. Cedências essas que, espelhadas nos governos alemães de Gerhard Schroder (que detém neste momento cargo de alto relevo na Gazprom), foram também elas motivadas por interesses politicos (e pessoais) e não nas práticas da boa gestão. O actual preço das matérias energéticas constitui um entrave às pretensões internacionais da Rússia (bem como do Irão ou da Venezuela), mas só os russos, por clara inépcia europeia, mantém neste momento mecanismos para exercerem pressão sobre a comunidade internacional e, é certo, não serão brandos a demonstrarem-no.

publicado por Jorge A. às 17:37
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Influência Russa

Recomenda-se este post de Daniel Drezner (via: A Fistful of Euros) sobre a influência da Rússia nos tempos que correm. O principal ponto encontra-se aqui: 

It’s been more than a week since Russia recognized Abkhazia and South Ossetia as independent states. The number of other countries that have followed Russia’s lead is…. well, maybe one (Nicaragua), as near as I can tell.

Quantos países haviam reconhecido o Kosovo durante a primeira semana: dezassete. Quantos é que já reconheceram o Kosovo até ao dia de hoje: quarenta e seis. A Rússia, passada uma semana que está do seu reconhecimento, ainda só conseguiu que outro país oficialmente lhe seguisse os passos. Entretanto, entramos no jogo do diz que não disse.

publicado por Jorge A. às 01:21
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Há os cadáveres e depois há os fantoches

Medvedev considera Presidente da Geórgia um “cadáver político” 

A Rússia já não vê Mikheil Saakachvili como Presidente da Geórgia e qualifica-o mesmo como um “cadáver político”. Em entrevista a uma televisão italiana, retransmitida na Rússia, o Presidente Dmitri Medvedev afirmou que para a Rússia “o actual regime georgiano abriu falência” e o seu “Presidente deixou de existir”.

A pergunta que se coloca é como pretende a mãe Rússia lidar com o "cadáver politico"? É que cadáver ou não, Saakachvili sempre foi eleito com o voto dos georgianos e dúvido (para não dizer que tenho a certeza) que em novas eleições seja eleito um líder pró-rússia. Mas a mãe Rússia nunca se deu bem com a democracia, nem com o facto dos paises vizinhos terem vontade própria diferente da deles. O objectivo dos russos sempre foi terem não cadáveres, mas uma espécie de, os chamados fantoches politicos.

publicado por Jorge A. às 01:30
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Vitória Russa?

Quando o conflito no cáucaso parece prestes a estabilizar, vale a pena ler a análise de Michael Waltzer sobre a possibilidade daquilo que foi uma derrota para os Estados Unidos e para a União Europeia não se transformar numa vitória para os russos. Isto porque:

The most heartening moment in the last week was the arrival in Tbilisi on Tuesday of the presidents of Latvia, Lithuania, Estonia, Ukraine, and Poland to stand in solidarity with Saakashvili. They are not ready to accept the reassertion of an old-fashioned Russian “sphere of influence.” And their public presence and resistance are more important than any American or European statements.

Não por acaso surgem coisas como esta: Ukraine offers satellite defence co-operation with Europe and US

publicado por Jorge A. às 16:41
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Amor com amor se paga

Geórgia: Washington avisa que crise terá consequências nas relações com Moscovo

 

Rússia fala de agravamento das relações com EUA devido a acordo com Polónia

 

A Europa (leia-se, França) fez de conta que negociou um cessar-fogo entre a Rússia e a Geórgia, mas o facto é que foram os Estados Unidos a forçar a aceitação do cessar-fogo por parte da Rússia. O acordo com a Polónia para a instalação dos misseis defensivos é só mais uma das respostas firmes americanas que se impunham à crise. Mas claro que parte do sucesso americano na resposta está dependente dos seus aliados. 

publicado por Jorge A. às 12:56
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Sábado, 12 de Julho de 2008

What a way to run the world

O titulo do post é o titulo da capa da última semana da Economist. É de facto uma pergunta que se impõe, especialmente para aqueles que ainda vêem na ONU uma organização responsável e onde os problemas do mundo podem e devem ser resolvidos: sanções contra o Zimbabwe bloqueadas pelo veto da Rússia e China. Por muito que custe a muita gente, se o mundo tem a estabilidade e segurança actual (façam uma verificaçãozinha pelo número de mortos civis resultantes de conflitos em qualquer década do século passado e comparem com esta primeira década do século XXI), eu sei perfeitamente a quem mais o deve

publicado por Jorge A. às 13:27
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Para o Bem e para o Mal

Depois de um óscar, um emmy, um nobel, e o prémio principe das Astúrias, dá-me um certo gozo ver Al Gore como runner up na atribuição anual de person of the year 2007 pela revista Time. Aqui fica um excerto da justificação do prémio, bem como o link para o artigo:

TIME's Person of the Year is not and never has been an honor. It is not an endorsement. It is not a popularity contest. At its best, it is a clear-eyed recognition of the world as it is and of the most powerful individuals and forces shaping that world—for better or for worse.
publicado por Jorge A. às 21:33
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Aconteceu na URSS

New Russian history: Yes, people died, but...

In the West, Stalin is remembered for the number of people he executed or allowed to die in famines or the gulag: about 20 million, largely his own citizens. [...] While not denying that Stalin committed the crimes, a new study guide in Russia for high school teachers views his cruelty through a particular lens, if a familiar one. It portrays Stalin not as an extraordinary monster who came to power because of the unique evil of communism, but as a strong ruler in a long line of autocrats going back to the czars. Russian history, in this view, at times demands tyranny to build a great nation.
De certa forma, a relação da Rússia para com Estaline passa por um processo semelhante à da relação de Portugal para com Salazar. Independentemente de eu considerar que Estaline foi imensamente pior que Salazar para com o povo que governava, não deixo de considerar que ambos tiveram um papel mais negativo do que positivo na história do seu povo. Mas anos a evitar discutir seriamente o papel quer de um, quer de outro, por parte daqueles que ainda hoje herdaram países moldados por estes, resulta invariavelmente na tentativa de reescrever uma história que suporte estes dois senhores.
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publicado por Jorge A. às 14:20
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Logo a seguir vem o Fidel

Putin descreve-se como o único verdadeiro democrata do mundo

Questionado sobre se concordava com o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder, que o descreveu como um «democrata irrepreensível», Putin respondeu com uma gargalhada: «É claro que sou um democrata absoluto, puro. Mas sabem qual é o problema? Não é um problema, é uma verdadeira tragédia. A coisa é que eu sou o único, simplesmente não há outros no mundo».

Convém recordar o cargo ocupado actualmente pelo ex-chanceler alemão Gerhard Schoroeder: Schroeder Accepts Russian Pipeline Job.
publicado por Jorge A. às 21:06
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