Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

23
Ago09

Corrupção

Jorge Assunção
02
Jan09

Noticias Não Relacionadas

Jorge A.

Gazprom recorre a ajuda do Kremlin

O gigante russo do gás natural, Gazprom, está a negociar com o Governo uma ajuda de 5,5 mil milhões de dólares, garante o diário New York Times [aqui], na sua edição de hoje. Ao contrário das declarações públicas dos seus dirigentes a garantirem que a empresa está a passar ao lado da crise financeira, o jornal norte-americano dá conta das dificuldades da companhia que se transformou num estratégico braço económico do Kremlin.

Gazprom acusa Ucrânia de roubar gás destinado aos países da UE 

A russa Gazprom acusou hoje a Ucrânia de estar a “roubar” gás natural que transita pelo país com destino aos clientes da União Europeia – uma acusação que foi imediatamente desmentida por Kiev. A UE diz que, até ao momento, não detectou qualquer diminuição no volume de abastecimento. [...] A Gazprom cortou ontem o abastecimento de gás à Ucrânia, por falta de acordo quanto ao pagamento de juros de mora relativos às entregas dos últimos meses de 2008 e quanto ao preço por tonelada cúbica de gás para este ano.

A Gazprom, que faz parte do braço económico do poder politico russo, é exemplo concreto da Rússia no seu pior e do trágico retorno russo a práticas soviéticas. Claro que, sendo a actuação da empresa muitas vezes motivada por interesses politicos e não empresariais, não é de estranhar a existência de problemas de gestão na mesma, a que o Kremlin não deixará de responder (quer com ajuda financeira, quer com distracções politicas para desviar a atenção do essencial). Pena é que parte da Europa tenha hipotecado alguma da sua margem negocial com cedências consecutivas aos interesses russos, originando uma dependência excessiva em relação ao seu gás natural. Cedências essas que, espelhadas nos governos alemães de Gerhard Schroder (que detém neste momento cargo de alto relevo na Gazprom), foram também elas motivadas por interesses politicos (e pessoais) e não nas práticas da boa gestão. O actual preço das matérias energéticas constitui um entrave às pretensões internacionais da Rússia (bem como do Irão ou da Venezuela), mas só os russos, por clara inépcia europeia, mantém neste momento mecanismos para exercerem pressão sobre a comunidade internacional e, é certo, não serão brandos a demonstrarem-no.

12
Set08

Influência Russa

Jorge A.

Recomenda-se este post de Daniel Drezner (via: A Fistful of Euros) sobre a influência da Rússia nos tempos que correm. O principal ponto encontra-se aqui: 

It’s been more than a week since Russia recognized Abkhazia and South Ossetia as independent states. The number of other countries that have followed Russia’s lead is…. well, maybe one (Nicaragua), as near as I can tell.

Quantos países haviam reconhecido o Kosovo durante a primeira semana: dezassete. Quantos é que já reconheceram o Kosovo até ao dia de hoje: quarenta e seis. A Rússia, passada uma semana que está do seu reconhecimento, ainda só conseguiu que outro país oficialmente lhe seguisse os passos. Entretanto, entramos no jogo do diz que não disse.

03
Set08

Há os cadáveres e depois há os fantoches

Jorge A.

Medvedev considera Presidente da Geórgia um “cadáver político” 

A Rússia já não vê Mikheil Saakachvili como Presidente da Geórgia e qualifica-o mesmo como um “cadáver político”. Em entrevista a uma televisão italiana, retransmitida na Rússia, o Presidente Dmitri Medvedev afirmou que para a Rússia “o actual regime georgiano abriu falência” e o seu “Presidente deixou de existir”.

A pergunta que se coloca é como pretende a mãe Rússia lidar com o "cadáver politico"? É que cadáver ou não, Saakachvili sempre foi eleito com o voto dos georgianos e dúvido (para não dizer que tenho a certeza) que em novas eleições seja eleito um líder pró-rússia. Mas a mãe Rússia nunca se deu bem com a democracia, nem com o facto dos paises vizinhos terem vontade própria diferente da deles. O objectivo dos russos sempre foi terem não cadáveres, mas uma espécie de, os chamados fantoches politicos.

17
Ago08

Vitória Russa?

Jorge A.

Quando o conflito no cáucaso parece prestes a estabilizar, vale a pena ler a análise de Michael Waltzer sobre a possibilidade daquilo que foi uma derrota para os Estados Unidos e para a União Europeia não se transformar numa vitória para os russos. Isto porque:

The most heartening moment in the last week was the arrival in Tbilisi on Tuesday of the presidents of Latvia, Lithuania, Estonia, Ukraine, and Poland to stand in solidarity with Saakashvili. They are not ready to accept the reassertion of an old-fashioned Russian “sphere of influence.” And their public presence and resistance are more important than any American or European statements.

Não por acaso surgem coisas como esta: Ukraine offers satellite defence co-operation with Europe and US

15
Ago08

Amor com amor se paga

Jorge A.

Geórgia: Washington avisa que crise terá consequências nas relações com Moscovo

 

Rússia fala de agravamento das relações com EUA devido a acordo com Polónia

 

A Europa (leia-se, França) fez de conta que negociou um cessar-fogo entre a Rússia e a Geórgia, mas o facto é que foram os Estados Unidos a forçar a aceitação do cessar-fogo por parte da Rússia. O acordo com a Polónia para a instalação dos misseis defensivos é só mais uma das respostas firmes americanas que se impunham à crise. Mas claro que parte do sucesso americano na resposta está dependente dos seus aliados. 

12
Jul08

What a way to run the world

Jorge A.

O titulo do post é o titulo da capa da última semana da Economist. É de facto uma pergunta que se impõe, especialmente para aqueles que ainda vêem na ONU uma organização responsável e onde os problemas do mundo podem e devem ser resolvidos: sanções contra o Zimbabwe bloqueadas pelo veto da Rússia e China. Por muito que custe a muita gente, se o mundo tem a estabilidade e segurança actual (façam uma verificaçãozinha pelo número de mortos civis resultantes de conflitos em qualquer década do século passado e comparem com esta primeira década do século XXI), eu sei perfeitamente a quem mais o deve

19
Dez07

Para o Bem e para o Mal

Jorge A.
Depois de um óscar, um emmy, um nobel, e o prémio principe das Astúrias, dá-me um certo gozo ver Al Gore como runner up na atribuição anual de person of the year 2007 pela revista Time. Aqui fica um excerto da justificação do prémio, bem como o link para o artigo:

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Outras Casas

  •  
  • Blogs

  •  
  • Em Inglês

  •  
  • Think Tank

  •  
  • Informação

  •  
  • Magazines

  •  
  • Desporto

  •  
  • Audiovisual

  •  
  • Ferramentas

    Arquivo

    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2009
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2008
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2007
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2006
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D