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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

15
Jul09

1+1+1<3

Jorge A.

Helena Roseta será a número dois da lista do PS à Câmara de Lisboa

 

Depois do acordo com o Zé, o acordo com a Helena. A lição? A ida às urnas dos movimentos independentes, afinal, está sempre dependente das conveniências partidárias e dos resultados que as sondagens anunciam. É certo que a direita preferia que este último acordo não se realizasse. Mas também é certo que o acordo só se realiza porque o Costa está com medo do Lopes, a quem alguma intelligentsia já havia comprado caixão e encomendado o funeral político. Mas parece que o fantasma do Lopes está ai para durar. E eu confesso o meu divertimento com o medo que uma certa elite lisboeta, muito mais culpada pelos problemas da cidade do que qualquer Lopes, manifesta perante um dos poucos underdogs que sobrevive na política portuguesa. Eu cá estou pelo underdog. Fica para outro dia a explicação.

06
Jul09

A vida Costa

Jorge A.

O socialista António Costa e o social-democrata Pedro Santana Lopes aparecem empatados nas projecções de voto para as eleições autárquicas em Lisboa.

 

Talvez isto explique algumas reacções recentes mais duras de António Costa contra o governo, a utilização vergonhosa de dinheiro da autarquia para campanhas publicitárias contra o PSD e os encontros com membros de blogues, os quais não há muito tempo Costa designava por submundo. António Costa não quer acabar como João Soares, a quem nada mais restou do que aceitar um tacho patrocinado pelo poder numa instituição internacional. O actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa é primeiro na linha de sucessão a José Sócrates no PS, disputando também com Alegre o lugar de candidato socialista ao cargo de Presidente da República. A derrota contra Santana deitaria tudo a perder. Adivinham-se tempos interessantes na disputa eleitoral por Lisboa.

14
Jun09

Em contra-ciclo

Jorge A.

Acabo de chegar de mais uma viagem Lisboa - Algarve. As filas estendiam-se por alguns quilómetros no sentido contrário. Como habitual, seguia em rumo contrário ao da maioria: é a teimosia de gostar de olhar para o mundo à minha maneira. Lisboa recebeu-me bem como sempre (para mais, gosto de Lisboa deserta, tanto quanto Lisboa pode ser deserta, é certo). E acabei por dar um pulinho à margem sul, onde visitei o Miradouro Amália Rodrigues, em Alcochete, bem acompanhado por outros colegas deste mundo da blogosfera. Foi um fim-de-semana onde passei ao lado de coisas como o Freeport e contentei-me em deixar o tempo passar sem preocupações. Antes disso, ainda no Algarve, andei por Alvor a pôr a conversa em dia com alguém que já não via há algum tempo e, como a conversa foi boa, este domingo antes de partir, voltei a contar com a sua companhia para um café, em Lisboa. Segunda-feira a conversa, infelizmente, é outra. Mas as baterias estão novamente carregadas, preparado que estou para voltar ao mundo do stress permantente e das preocupações constantes.

24
Mai09

Conceito relativo

Jorge A.

O ano passado, a Câmara Municipal de Lisboa assinou um protocolo para a instalação da Fundação José Saramago na Casa dos Bicos em Lisboa. Escrevia-se na altura: A Câmara fará as obras de adaptação que, segundo o presidente da Câmara, serão "diminutas" ou A autarquia ficará responsável pelas «pequenas obras» necessárias à adaptação das instalações. Como é que se traduz "diminutas" e "pequenas obras" em valor monetário? A avaliar por isto, são até ao momento 269.329,00 €.

 

Publicado inicialmente aqui.

17
Abr09

Lisboa vista por um turista

Jorge A.

O Tyler Cowen está de passagem (curta) por Lisboa. Diz que não encontra restaurantes chineses. Ou sou eu que já não conheço tão bem a cidade quanto conhecia, ou o Tyler Cowen está certamente enganado. De qualquer forma, tem sido engraçado ler os posts sobre Portugal e a ideia que ele faz do país, bem como as recomendações que lhe são feitas nos comentários (quer por portugueses, quer por outros turistas que nos visitaram). Três coisas que são constantemente referenciadas: os pastéis de Belém são imagem de marca da cidade de Lisboa; a visita a Sintra deixa boa impressão; há muita gente a falar num passeio pela margem sul (em parte por causa do Cristo Rei). Eu passei quatro anos e meio em Lisboa e nunca pus os pés na margem sul, perdi mesmo alguma coisa? Hum...

13
Jul08

Vistos pelos outros

Jorge A.

Lisbon Comes Alive

As dust collected on Lisbon’s monuments — Roman theaters, Moorish edifices, Gothic churches, Baroque squares — the city became the Miss Havisham of Western Europe: a relic, forgotten and forlorn.

The last of the Western European capitals to experience a cultural bloom, Lisbon is avidly making up for lost time. All over the city, an upstart generation is laying waste to the sepia-toned stereotypes and gleefully constructing edgy and forward-looking ventures amid the time-worn monuments and quaint cobbled lanes.

11
Dez07

Meanwhile...

Jorge A.
Lisboa foi considerada o 2º destino a visitar em 2008 pelo prestigiado New York Times. A capital portuguesa só foi suplantada pelos prazeres orientais do Laos. Curioso é o motivo que leva à colocação de Lisboa em tão honroso lugar... para além do facto de estar entre as mais baratas da Europa (motivo recorrente), o que catapulta Lisboa para os lugares cimeiros, segundo o New York Times, é a força cultural que emerge da capital portuguesa... funny, at least.
21
Out07

What a F*cking Day

Jorge A.
(Diana Pereira - a única coisa boa que levo deste dia)

Se há dias que um tipo deve tirar para não pôr os pés na rua, este foi um deles. Por imperativo pessoal tive de me deslocar a Lisboa. A partida estava prevista para as 11 da manhã. Motivos alheios à minha pessoa (e reparem como a minha vida começa a ser dominada por motivos alheios) levaram-me a adiar a partida para perto da uma da tarde. No percurso de duas horas que leva de Lagoa a Lisboa (façam as contas e vejam como sou um tipo que cumpre escrupulosamente as leis da república portuguesa de limite de velocidade em auto estrada), encontrei na estação de serviço de Alcácer do Sal a bela peça cuja fotografia preenche o topo deste post - isso mesmo, Diana Pereira, mais o seu porta-chaves actual, o ex-piloto de fórmula 1 Tiago Monteiro. Pensei cá para mim, pode ser que o dia melhore - e só pode ser coincidência que no dia em que o titulo de pilotos de fórmula 1 se decide, eu esteja aqui a pouco mais de um metro de distância do ex-fórmula 1 português.

Ora, já em Lisboa e após ter cumprido parte da minha missão, acabei por não conseguir fazer tudo o que pretendia. Isto sem que não tivesse passado boa parte do tempo no trânsito infernal da capital num domingo (!?!), especialmente devido à excelentissima ideia do drºAntónio Costa de fechar o trânsito na baixa pombalina (o meu comentário quando me lembrei de tal facto, já com o percurso planeado e em plena passagem pelo cais do sodré, foi qualquer coisa como "f*da-se, esta merda tá assim porque o cabrão do António Costa teve a bela ideia de fechar o trânsito na baixa" - tal comentário garantiu meia hora de riso ao pessoal que me acompanhava).

Finalmente, e já com quase três horas de atraso em relação ao previsto, eram sete e meia da tarde quando me preparava para sair de Lisboa - nisto o carro decide deixar de ter médios, passando a funcionar unicamente com máximos. Podem imaginar a irritação. Vale que passada meia hora (nem vos vou contar como) lá consegui corrigir a situação e partir finalmente de regresso a casa.

Como se o dia não fosse mau o suficiente, para piorar descubro que Roger Federer foi derrotado por Nalbandian na final do Masters de Madrid (ou seja, Nalbandian ganhou a Nadal, Djokovic e Federer de seguida o que faz dele uma espécie de deus menor da modalidade). E Raikkonen sagrou-se campeão do mundo de fórmula 1 (como é que é possível? o mundo acordou ao contrário hoje?).

A minha pergunta é: se eu hoje tivesse ficado em casa deitadinho na cama, a ver televisão sem me mexer por um segundo que fosse, será que por uma extraordinária alteração de eventos o dia teria sido diferente? Federer ganhava naturalmente a Nalbandian e Hamilton era campeão do mundo? Mas já que está tudo voltado ao avesso, será que posso chamar o super homem para inverter a rotação da terra e apagar este dia da história da humanidade em geral e da minha em particular? Please...

PS: espero que esta merda não dê em nada... não gosto de vitórias na secretaria, continuo a preferir a ajuda do super homem.
06
Out07

Fernão de Magalhães

Jorge A.
Enquanto lia este post do Francisco Almeida Leite, pensava na diferença abismal entre a organização rodoviária lisboeta e a nova-iorquina. Lisboa é uma cidade dominada pelos carros, e com um sistema de sinalização caótica. Nos meus trajectos pedonais pela capital portuguesa, invariavelmente via-me obrigado a atravessar a rua com o sinal vermelho para peões, e em várias avenidas da cidade, ao circular de carro, havia uma necessidade imperiosa de aumentar a velocidade para atravessar todos os cruzamentos sem apanhar um único semáforo vermelho (a temporização dos vários semáforos a isso incentiva). Para além disso, o estacionamento é caótico. Os passeios são em parte destinados às pessoas, em parte destinados aos carros. Circular a pé em Lisboa não é tarefa fácil, não só pelo relevo acidentado, mas também devido a esta organização rodoviária deficiente.

Em Nova Iorque é o contrário. É fácil perceber o porquê da maior parte dos habitantes da cidade não possuirem automóvel. Claro que o facto da cidade apresentar um relevo plano ajuda, mas não é só isso. Se em Lisboa nos orgulhamos da baixa pombalina, com as suas ruas perpendiculares e paralelas, o que dizer de grande parte de Manhattan. Com outra particularidade, as ruas não são associadas a um nome, mas a maior parte tem uma ordenação numérica, o que ajuda e muito para uma boa orientação na cidade. Não sei se andar de carro em Nova Iorque é mais fácil que em Lisboa, mas sei que pelos locais que passei, não vi carros estacionados em cima dos passeios - destinados exclusivamente às pessoas - e não tive nenhuma experiência com taxistas com condução desenfreada como facilmente se obtém quando se apanha um taxi em Lisboa.

Para além disso a temporização dos semáforos parece ter sido cuidadosamente planeada para servir o peão - temos sempre tempo para atravessar calmamente todas as ruas, e raramente perdemos muito tempo à espera que o sinal passe para verde (no caso de Nova Iorque, passe para branco). É quase como se a passadeira fosse em Nova Iorque uma continuação do passeio pedonal mais do que uma secção da estrada destinada também ao atravessamento por peões - e isto faz toda a diferença. Em Nova Iorque o peão manda, e o carro assume um papel subalterno.

Depois, lá está, em Nova Iorque a vida comercial faz-se nas ruas e não nos centros comerciais. Em Lisboa há muito que esse hábito foi perdendo força. Quanto muito na capital há a avenida de Roma e a Rua Augusta, mas pouco mais. Numa cidade onde o carro tem mais força que o peão, é normal que as pessoas tendem a concentrar-se nos locais onde não há transito - resta-lhes, portanto, o Colombo e o Vasco da Gama.

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