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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

25
Ago08

Secção de Cartas

Jorge A.

Diplomatic Language: "SIR – It was with an equal dose of sheer pleasure and utter horror that I read the letter from Alexander Kramarenko at the Russian Ministry of Foreign Affairs (August 9th). Regarding Zimbabwe, Mr Kramarenko said Russia believes “that negotiations… are the best way to avoid more bloodshed”, and, “as a matter of principle, we do not believe in the punishment or isolation of sovereign states”. I read this while watching the Russian bombardment of the Georgian city of Gori." - Emile Gregoire, Paris

 

A high price for gold: "SIR – Critics of the Atlanta games in 1996 derisively called them the Coca-Cola Olympics. Staging the event, however, didn’t cost taxpayers $17 billion, which is the equivalent of the £9.3 billion public-sector budget for the London Olympics (“Passing the baton”, August 9th). I’ll take Coca-Cola as the official drink of the games any day, and leave $17 billion in taxpayers’ pockets." - Roger Wilson, Falls Church, Virginia

 

Na sempre fantástica secção de cartas da The Economist

24
Ago08

Recordações de Pequim

Jorge A.

Os jogos olimpicos de Pequim 2008 chegaram ao fim e agora, antes de me ter de preocupar em como reordenar todo o meu dia-a-dia sabendo de antemão que não há nada para visionar durante a madrugada, é chegada a altura de fazer aquilo a que se costuma chamar balanço.

 

Em primeiro lugar uma palavra para a organização que foi a todos os níveis excelente. É um facto que tudo pareceu muito mecanizado e, por vezes, falso, nesse sentido não foram uns jogos particularmente fantásticos (e acho mesmo que ficaram longe daquilo que foi o espectáculo de Sidney), mas por outro lado em tudo o que dizia respeito a cumprimento de horários, infraestructuras e logistica, coisas que originaram queixas em praticamente todos os jogos olimpicos anteriores, aqui nada há a reportar. O que dá origem a que tal tenha sido possível é outro assunto que não me cabe a mim agora comentar.

 

Em segundo lugar uma palavra para os atletas que foram simplesmente fantásticos. Imaginar numa só Olimpiada a presença de um tipo com o nome Michael Phelps e as suas oito medalhas de ouro na natação (a acabar com um recorde de Mark Spitz que durava desde 1972), e um tipo com o nome Usain Bolt e as suas três de medalhas de ouro nas três maiores provas de velocidade do atletismo (coisa que já não acontecia desde esse monstro olimpico que dá pelo nome de Carl Lewis), não estaria na melhor expectativa de qualquer amante do desporto. Para além disso tivemos novo recorde do mundo para o Sergei Bubka versão feminina no salto à vara, a russa Yelena Isinbayeva. Pena foi aquele segundo lugar da Blanka Vlasic, mas entre tanta coisa boa, isso tratou-se de um pormenor de menor importância.

 

Nas medalhas os chineses venceram no ouro e os norte-americanos no número total, os russos ficaram abaixo do esperado e os britânicos tiveram a sua melhor prestação dos últimos tempos. De resto, a minha opinião sobre o assunto já foi expressa em post anterior, pelo que não me vou alagar muito sobre o assunto, no entanto queria deixar aqui dois pontos sobre as modalidades que constituem os jogos. O primeiro ponto sobre a boa nova de que o softball e o baseball já não farão parte do quadro dos jogos olimpicos de Londres, o que mais do que se justifica, e o segundo ponto para dizer que se o voleibol de praia se justifica enquanto desporto olimpico, também o futebol de praia se justificaria.

 

Em último lugar uma referência para a participação portuguesa. Para mim existiram duas atletas que não atingiram certamente o seu potencial. Uma foi a Telma Monteiro, que apesar de tudo não era uma candidata certa às medalhas ao contrário do que certa comunicação social fazia parecer. A segunda foi Naide Gomes, que é a grande desilusão dos jogos (e ela, mais do que ninguém deve estar desiludida com ela própria) por não ter conseguido sequer chegar à final do salto em comprimento - é certo que aquelas coisas acontecem, e eu não estou aqui a culpar a atleta, mas para a Naide era certo (basta olhar para o salto da atleta que ganhou o ouro) que se fizesse um salto ao seu nível trazia uma medalha para casa. Mas assim aconteceu e não há volta a dar à coisa. Quanto às declarações de alguns atletas e a polémica gerada, acho que foi manifestamente exagerada, e que muitos dos atletas foram sem razão condenados nessa praça tão injusta que é a da opinião pública.

 

Mas existem dois atletas que ficam para sempre ligados à história destes jogos e que, por motivo da sua idade, ainda poderão ficar na história de jogos vindouros, são eles Nélson Évora, que voou de forma magistral para o ouro e somou ao titulo de campeão do mundo o titulo de campeão olimpico, demonstrando que nestas coisas não é só a sorte que conta. E Vanessa Fernandes, que com uma tenacidade fantástica ganhou "só" a prata, situação que esperemos que corrija já em Londres 2012.

 

Daqui a quatro anos teremos mais...

23
Ago08

Medalhas

Jorge A.

Os sites noticiosos norte-americanos preferem fazer a contagem das medalhas com base no número total de medalhas conquistadas (ouro, prata e bronze), o que não será alheio ao facto dos norte-americanos liderarem nessa mesma contagem. Já a contagem no site oficial do evento (bem como nos jornais britânicos, espanhóis e italianos) é ordenada com base no número total de medalhas de ouro. É, no minimo, engraçado que num dos países do mundo onde se atribui tanto valor aos vencedores, façam de conta que duas medalhas de bronze tenham mais importância que uma de ouro.

 

Contudo, é indesmentível que os americanos continuam a ser a maior potência mundial do desporto e para sabermos isso, se quiserem, podemos ficar pelas medalhas de ouro. Onde é que os chineses e os americanos ganharam as suas medalhas de ouro? Ora, nós sabemos facilmente quem são os campeões do mergulho, do badminton, do ténis de mesa e do levantamento do peso. Mas por falar em peso, qual a importância destas modalidades face, sei lá, à natação? Claro, não me vou esquecer da terceira modalidade mais importante do evento, a ginástica artistica, onde os chineses levaram vantagem, mas onde os americanos ficaram imediatamente na posição seguinte do pódio. E o que dizer da modalidade superior dos jogos, o atletismo? Os chineses, salvo erro, não terão oportunidade de ouvir o seu hino entoado no "ninho de pássaro", onde até a nós portugueses foi dada essa oportunidade. E depois podiamos também pensar nas modalidades mais importantes de equipa, como o voleibol, o futebol, o basquetebol e o andebol e verificar a diferença de prestação entre chineses e norte-americanos.

20
Ago08

O Discurso e a Prática

Jorge A.

O Bom (em 07.08.08):

O êxito na preparação de Portugal para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 está na base da decisão do governo de manter os moldes do apoio para Londres 2012 e Jogos de 2016, admitiu hoje em Pequim o Ministro da Presidência.
"É com certeza um modelo para continuar. Temos de aprender com esta experiência que construímos ao longo destes últimos anos e, por isso, teremos também um modelo semelhante nos próximos Jogos Olímpicos", disse Pedro Silva Pereira.

O Mau (treze dias passados): 

Vicente Moura considerou hoje que para Portugal ganhar as medalhas desejadas nos Jogos Olímpicos é necessário rever todo o sistema desportivo do país, pois entende que a acção única do Comité Olímpico de Portugal é manifestamente insuficiente.

E o Vilão (quem é que cometeu os erros, mesmo?):

"A Comunicação Social cometeu alguns erros nas últimas 24 horas que estão a ter alguns efeitos dentro da equipa. Portanto, agradeço que se cinjam à situação da Naide neste dia. Haverá tempo para outro tipo de balanços", disse.
19
Ago08

Private and Community Affair

Jorge A.

U.S. Funding of Olympic Athletes a Private and Community Affair

America's Olympic effort is coordinated by the United States Olympic Committee (USOC), headquartered in Colorado Springs, Colorado. Unlike most national Olympic committees, USOC receives no continuous federal government subsidy, relying instead on corporate and individual contributions and on the proceeds of its direct marketing program.

Escusado será dizer que nesta matéria, como em tantas outras coisas, os Estados Unidos são um óasis no meio do deserto. A grande maioria dos países aposta no atleta-funcionário-público.

 

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