Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Hamaswood

If the films do make it to distribution, Hamas should hope they meet with a better fate than its computer games. In Gaza's many computer cafes, teenagers spend hours playing Counter-Strike, a first-person shooter game from the United States played between a team of terrorists and a team of counterterrorists. It turns out that Hamas has made its own version of Counter-Strike, in which the two teams are -- no surprise -- Israel and Hamas. But the boys told me they preferred the better graphics from the American games. At one computer cafe, an owner offered me a copy of Hamas Counter-Strike for free -- apparently, no one was buying.

publicado por Jorge A. às 16:47
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Tolerância

 

Shahar Peer, de Israel, é impedida de jogar no Torneio de Dubai

 

Noticias que passam relativamente despercebidas na imprensa nacional.

publicado por Jorge A. às 21:16
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Cessar-Fogo

Gaza: Hamas oferece trégua de um ano se Israel se retirar dentro de uma semana

O Hamas terá dito ao Egipto que concorda com um cessar-fogo de um ano na Faixa de Gaza se Israel retirar as suas tropas no espaço de uma semana e reabrir as passagens fronteiriças imediatamente, indicou hoje a organização islamista e fontes diplomáticas. [...] O grupo islamista terá igualmente proposto que a trégua de um ano possa ser renovada após o seu fim. [...] O Hamas pede igualmente ajuda financeira internacional para debelar os custos de guerra.

Contrato por um ano, direito de renovação e, com algum jeitinho, ainda conseguem um prémio por objectivos.

publicado por Jorge A. às 22:20
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Doubt

Olmert conta como pressionou Bush para os EUA se absterem no Conselho de Segurança

 

O que ganhava o primeiro-ministro israelita com uma história que hostiliza os Estados Unidos? Alguém acredita que a politica externa norte-americana é gerida como o suposto conto de Ehud Olmert retrata? Fico com muito pouco espaço para dúvidas, o que temos aqui é uma história muito mal contada.

 

Adenda: "This idea that somehow she was turned around on this issue is 100 percent completely untrue," said State Department spokesman Sean McCormack. "All that afternoon, Thursday afternoon -- Secretary Rice's recommendation and inclination the entire time was to abstain." [...] There is an inconsistency in the Olmert story. According to the Los Angeles Times, Bush returned to the White House from Philadelphia hours before the U.N. vote, according to the president's schedule." (Fonte)

 

"All media reports agree that Bush trumped Rice's intentions, but Livni and Olmert, who never have been the closest of friends, each tried to take the credit. [...] The following morning, Livni told Voice of Israel government radio that she spoke with Rice last Friday night and secured a promise that she would abstain in the vote. Hasson said that when Prime Minister Olmert heard of her comments, he took the opportunity in a speech in Ashkelon to brag about how he personally interrupted President Bush with a phone call." (Fonte)

publicado por Jorge A. às 12:56
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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Em Democracia

Governing Kadima Ties Likud in Israel (via: Margens de erro)

 

Um partido do governo com más perspectivas eleitorais. Uma guerra apoiada pela maioria do povo. Um partido do governo com melhores perspectivas eleitorais. Os politicos governam efectivamente só para o bem comum e o interesse geral ou as suas decisões são influenciadas por interesses pessoais? No caso em questão é óbvia a existência de um incentivo que não pode ser ignorado na avaliação dos motivos que levaram ao conflito actual.

publicado por Jorge A. às 00:14
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Legitimidade

Continuando em Gaza, Hamas: Israel has legitimised the killing of its children (via Jeffrey Goldberg):

“They have legitimised the murder of their own children by killing the children of Palestine,” Mahmoud Zahar said in a televised broadcast recorded at a secret location. “They have legitimised the killing of their people all over the world by killing our people.”

Agora digam-me, sinceramente, perante um grupo que acha legitima a morte de toda e qualquer criança cuja familia seja de religião judaica (não só em Israel, mas no mundo), é possível pensar sequer negociar?

publicado por Jorge A. às 01:12
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No Way Out

Ainda sobre o que se passa em Gaza, vale a pena ler o Jeffrey Goldberg, Why I'm Not Blogging More About Gaza:

Gaza is where dreams of reconciliation go to die. Gaza is where the dream of Palestinian statehood goes to die; Gaza is where the Zionist dream might yet die. Or, more to the point, might be murdered. I'm not a J Street moral-equivalence sort of guy. Yes, Israel makes constant mistakes, which I note rather frequently, but this conflict reminds me once again that Israel is up against an implacable force, namely, an interpretation of Islam that disallows the idea of Jewish national equality. My paralysis isn't an analytical paralysis. It's the paralysis that comes from thinking that maybe there's no way out. Not out of Gaza, out of the whole thing.
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publicado por Jorge A. às 01:02
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Custos Elevados

A partir do momento em que Israel decidiu invadir a faixa de gaza por via terrestre devia saber que coisas como estas tornariam-se quase inevitáveis, quer pela pequenez do território face à quantidade de pessoas que lá habitam, quer porque o Hamas não evita combater em zonas fortemente ocupadas por civis. No momento actual, em que a referência a um cessar-fogo iminente são cada vez mais intensas (embora ainda por provar), a pergunta que se impõe fazer é quais os ganhos efectivos para Israel com esta acção militar? Temo que o apanhado final seja manifestamente negativo, quer a nível da credibilidade internacional, quer na batalha contra o Hamas, que verá o seu apoio popular reforçado.

 

Enquanto o parceiro de negociações de Israel for o Hamas, o conflito pode parecer irresolúvel, mas Israel já devia ter aprendido a lição no Libano, invasões terrestres contra grupos de guerrilha armados em zonas ocupadas em larga escala por civis não é solução para nada. Quanto mais tempo demorarem a apreender tal facto, mais perdem. E mais perdem também os que compreendem a posição israelita, que tem cada vez mais dificuldade a explicar a sua posição. Por mim falo.

publicado por Jorge A. às 20:59
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Sobre Israel

Escreve Ethan Bronner:

Implicit in Mr. Benn’s argument, however, is that the only way to stop Hamas from gaining legitimacy is for Israel to occupy Gaza again, more than three years after removing its soldiers and settlers. That is a prospect practically no one in Israel or abroad is advocating. [...] It may take weeks or months, they assert, but it can work. If true, the questions still remain: At what human cost? And who will be in charge when it is all over?

O problema aqui está no que uma nova ocupação por parte de Israel da faixa de Gaza representaria - e se, desde o inicio do processo foi esse o objectivo, põe em causa de que forma pode ser encarada esta guerra israelita como uma guerra defensiva (para já, aceite por mim enquanto tal e pelos vistos também pela União Europeia). Enquanto o objectivo de Israel concentrar-se em enfraquecer o poderio militar e organizativo do Hamas, tendo em conta a posição deste no conflito, compreende-se (embora tenha sérias dúvidas sobre se os resultados serão positivos). Agora, partir para uma táctica de reocupação da faixa de Gaza é um erro e utilizar tal recurso para não perder a face frente ao Hamas, recorrendo à sabedoria popular, é pior a emenda que o soneto (a promessa que a guerra terrestre vai durar "muitos longos dias" não é bom sinal).

 

É certo que a maioria do povo israelita está de acordo com o seu governo e, como está provado pela história, qualquer que seja a cor politica do governo eleito em Israel terá sempre uma politica agressiva para a região e para com os seus opositores. Há quem diga que tal politica tem resultado em fracasso, discordo. Pode ter apresentado custos humanos pesados, sobretudo para os seus opositores, mas para um país rodeado desde a primeira hora por inimigos, a sua sobrevivência só pode ser sinal de politica de sucesso e parece-me que é também essa a análise do povo e lideres israelitas. Claro que o insucesso a que se referem os opositores da politica tipica de Israel relaciona-se com o extremismo crescente entre os adversários de Israel e o notório complicar do processo para a criação de dois Estados na região.

 

Mas quem conhece as raizes históricas do processo sabe perfeitamente que o lado extremista e intolerante desde a primeira hora sempre esteve bem identificado. O plano de partição acordado na ONU em 1947 teve oposição imediata das forças árabes e palestinianas, que identificaram logo ali o futuro estado de Israel como um seu inimigo e forçaram a guerra israelo-árabe de 1948. De lá para cá poucas vezes os palestinianos abandonaram a sua posição extremada e das raras vezes que aceitaram negociar sobre condição de cessar fogo, nunca conseguiram cumprir tal promessa.

 

Mais recentemente os israelitas fizeram concessões, desocuparam a faixa de Gaza e desmantelaram alguns dos famosos colonatos, a esperança de reiniciar um processo de paz efectivo com uma Organização para a Libertação da Palestina menos radical e mais moderada era real. Os palestinianos para credibilizarem a sua liderança deram inicio a um processo democrático. Tendo sido dada voz ao povo palestiniano a escolha deste recaiu no Hamas. Foi tanto um murro no estomago da comunidade internacional que forçou o processo democrático, como foi um rude golpe para os israelitas que esperavam ter um parceiro mais moderado com quem negociar.

 

Dado isto, não me admira a pespectiva israelita que a coisa só lá vai mesmo à bomba e ao tiro. Mas, mesmo partindo de uma posição que é a minha de apoio a Israel no conflito em causa e reconhecendo razão aos israelitas quando afirmam que muitos dos que os criticam fariam igual ou pior em situação semelhante, não é menos verdade que aqueles que estão fora do conflito também podem apresentar uma visão menos apaixonada e mais racional sobre o mesmo (outras vezes nem por isso). Dito isto, julgo que seja altura da comunidade internacional, sem o espalhafato das declarações pacifistas (muitas delas hipócritas) que caracterizam alguns lideres internacionais, moverem a sua diplomacia em força no sentido de recomendarem a Israel a não promoção da escalada de violência na faixa de Gaza.

 

Claro que o Hamas vai continuar a ser um problema e só fará bem à comunidade internacional reconhecé-lo enquanto tal, em vez de fazerem de conta que são uma coisa menor e que o desbloquear da situação está maioritariamente no lado de Israel, mas no que toca à guerra agora em curso e à dimensão que ameaça tomar, tendo em conta as perspectivas reduzidas de acabar com o problema Hamas, quando mais cedo acabar melhor.

 

Como última nota, convém frisar que Israel continua com um grande problema de relações públicas (nesta guerra é notório que tentou contrariar isso com uma politica para os meios de comunicação social mais influentes extremamente activa). Mas se o poder militar está maioritariamente do lado israelita, no poder mediático os palestinianos batem-nos aos pontos.

publicado por Jorge A. às 02:10
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Checo-Mate

União Europeia considera ataque terrestre de Israel “defensivo”

O Conselho da União Europeia, presidido pelo primeiro-ministro da República Checa, Mirek Topolánek disse que a ofensiva de Israel por terra na Faixa de Gaza era defensiva e não ofensiva.

A presidência checa vai dar muita dor de cabeça aos lideres mediocres desta União Europeia...

publicado por Jorge A. às 23:33
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Sobre o Hamas

Diz Charles Krauthammer:

Since its raison d'etre is the eradication of Israel, there are only two possible outcomes: the defeat of Hamas or the extinction of Israel.

Claro que o problema que se coloca aqui é que a politica dos últimos anos levada a cabo para o conflito israelo-palestiniano originou que mais palestinianos tenham adoptado a razão da existência do Hamas como o caminho certo (e aqui a culpa reparte-se por todas as entidades envolvidas no processo, desde os israeltias aos palestinianos, passando pelos intermediários no processo de onde os Estados Unidos se destacam). O Movimento de Resistência Islâmico (Hamas), com origem em 1987, distinguiu-se na década de noventa pelos atentados de bombistas suicidas que levou a cabo, mas na altura era algo marginal na sociedade palestiniana, que via em Yasser Arafat e na Fatah o seu máximo representante. Com a morte de Arafat abriu-se um vazio na liderança do povo palestiniano e antes que a liderança de Mahmoud Abbas consolidasse a sua posição, a adopção de eleições foi forçada pelo ocidente (sempre na sua ânsia de espalhar a democracia). Se no inicio o Hamas afastou-se do processo democrático, pouco depois percebeu o potencial que daí adivinha. O ocidente é que desvalorizou o potencial de mobilização do Hamas e o descrédito da Fatah junto do povo palestiniano. A vitória do Hamas nas eleições parlamentares palestinianas, por larga maioria, caiu assim que nem uma bomba no processo de paz que se ambicionava facilitado com a morte de Arafat. Depois, tipico dos politicos com grandes ideias que vêem os resultados falhar, a importância da democracia para o ocidente sofreu um retrocesso, e a politica para a região forçou a todo o custo a queda do governo eleito do Hamas e a promoção da Fatah, numa escolha curiosa pelo menor de dois males - a Fatah aproveitou, e tipico da organização não democrática que sempre foi (tal como o Hamas), reconquistou o poder de forma forçada na Cisjordânia, relegando o dominio da faixa de Gaza ao Hamas (uma divisão de poder que teve custo penoso no número de vidas humanas perdidas).

 

Chegados a este ponto, o argumento de Krauthammer que cito em cima é, no minimo, preocupante. E é preocupante porque percebendo a lógica subjacente ao mesmo, temo as consequências do que se entende por derrota do Hamas. E o problema está tanto no entendimento do que é e como se atinge propriamente a derrota, como no que se entende por Hamas. O Hamas hoje, no seu todo, não me parece que seja só um conjunto de maluquinhos fanáticos que pretende a extinção do povo de Israel, a não ser que se entenda por conjunto de maluquinhos a maioria do povo palestiniano que, relembro, votou maioritariamente nestes (e que suspeito não têm pesadelos com a extinção dos israelitas da face da terra, de tão extremadas que estão as posições).

 

Aceitemos então que o Hamas é tanto representado pelos seus lideres como pelos seus apoiantes, como pode ser derrotado? Numa guerra militar? Dúvido, a não ser que a guerra tenha como objectivo o exterminio do povo palestiniano, o que não é minimamente aceitável. Claro que percebo a resposta actual israelita (e até certo grau concordo com ela), mas estou absolutamente convencido que não é solução final para o conflito e, paradoxalmente, poderá ter o efeito temporário de aumentar o número de apoiantes do Hamas. A derrota do Hamas terá de passar assim por uma batalha pela consciência do povo palestiniano, pela diminuição do extremismo vigente na sua sociedade e entre os seus lideres, factor endémico aquele povo em toda a história do conflito israelo-palestiniano e que, com o passar do tempo, naturalmente também foi contagiando o povo israelita.

 

Mas temo que nos últimos anos a única coisa conquistada por aquelas bandas foi um aumento da agressividade e desconfiança entre os dois povos, para não falar num novo foco de rivalidade entre o próprio povo palestiniano na luta pelo poder entre o Hamas e a Fatah. Se me perguntarem como é que se luta pela consciência de um povo tão obviamente cegado pelo ódio, não tenho resposta. Sei é o que não é solução (o exterminio de um ou de outro povo) e sei também que o equilibrio actual na região é insustentável. E pelo andar das coisas dificilmente se relegará tão cedo o Hamas para uma posição marginal na região, por isso, tanto quanto andar preocupado em derrotar definitivamente o Hamas, o caminho que deve ser trilhado é também o da tentativa de utilização do processo politico para alterar a razão de ser deste - sem que isso implique, obviamente, colocar de parte intervenções militares israelitas para corrigir os desvios fundamentalistas dos palestinianos mais extremistas.

publicado por Jorge A. às 12:45
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Sailor Moon?

Ban Ki-moon considera "inaceitável" violência em Gaza

 

Confesso que não vejo mangas japonesas/coreanas faz algum tempo para conhecer todos os personagens actuais. Entretanto, alguém sabe-me dizer se as forças da ONU no Libano já trataram de cumprir o seu objectivo de desarmar o Hezbollah? É que isto de mandar bocas é engraçado...

publicado por Jorge A. às 19:10
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Guerra e Paz

Gaza: pelo menos 155 mortos em ataque israelita contra posições do Hamas

 

A guerra favorita dos jornalistas está aí de novo. Voltará a lengalenga da imoralidade israelita que mata "civis", da injustiça da força bruta israelita frente à fraqueza palestiniana (com a tradicional referência ao David e Golias, colocando invariavelmente os israelitas no papel que não é o seu, de Golias), e reforçando o papel de vitimização do coitado do povo palestiniano. Parte da civilização ocidental colocará-se em peso contra os ataques israelitas, pudera, não somos nós os ameaçados por um grupinho de fanáticos religiosos terroristas que procuram influenciar o nosso dia-a-dia (esta história, por exemplo, passa-nos ao lado). Escuso de mencionar de que lado estou, do lado dos civilizados e os civilizados aqui não atacam, defendem-se.

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publicado por Jorge A. às 14:26
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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Blame Israel

Confrontos entre Hamas e Fatah provocam quatro mortos e mais de 60 feridos

Quatro palestinianos morreram e mais de sessenta ficaram feridos hoje durante confrontos em Gaza entre forças de segurança do Hamas e membros de um clã ligado ao movimento Fatah, informaram hoje fontes hospitalares palestinianas.
publicado por Jorge A. às 22:09
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Catástrofe

O que terá o caro Pedro Arroja a dizer sobre esta noticia?

publicado por Jorge A. às 12:20
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

História em Imagens

1920-1948 (The British Mandate)

1947 (Resolução 181 da Assembleia Geral da ONU)

1949 (Armisticio no seguimento da guerra israelo-árabe de 1948)
1967 (Guerra dos Seis Dias)

Se no ínicio do ano de 2005 - pouco após a morte de Arafat - me dizessem que o que sucede hoje poderia acontecer, eu não acreditava.

Hamas seizes control in Gaza, ousting Fatah

On its first day in full control in Gaza, Hamas on Friday both mocked and reached out to its defeated Fatah rivals, offering them amnesty but also rifling through President Mahmoud Abbas's bedroom, stripping a former Gaza strongman's home down to the flowerpots and throwing a Fatah gunman off a rooftop.

U.S. considers accepting Hamas takeover of Gaza

Among Middle East experts, the possibility of trying to establish a diplomatic separation between Gaza and the West Bank and lavishing benefits on the West Bank - an idea that seemed remote a week ago - is now being discussed.

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publicado por Jorge A. às 21:33
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Blame Israel

Diz o caro Daniel Oliveira num post sugestivo com o titulo de receita para uma guerra civil:

Retire ao governo democraticamente eleito o dinheiro dos impostos, impeça-o de pagar salários às forças de segurança garantindo a ausência de qualquer autoridade pública e pondo o poder na rua; boicote toda a economia, destruindo a classe média; impeça os serviços públicos de funcionar criando a raiva popular; prenda os deputados eleitos tornando a democracia numa farsa e mostrando ao povo e aos eleitos a sua inutilidade. Depois de misturar estes condimentos acrescente armas q.b. à oposição. Feche este composto de forma hermética, não permitindo qualquer contacto com o exterior. Por fim ponha ao lume e mostre ao Mundo como este prato é veneno.
Só falta ao Daniel Oliveira explicar que também foi Israel quem democraticamente escolheu para a liderança do povo palestiniano o Hamas - um grupo terrorista armado que nunca reconheceu o direito de existência a Israel - pequenos pormenores. Tal como é um pequeno pormenor que o Hamas aparece armado dos pés à cabeça e não foi por certo armado pelo governo israelita ou americano. O Daniel também parece chatear-se com o facto de palestinianos eleitos democraticamente pelo seu povo estarem presos nas cadeias de Israel, diz que é uma forma de tornar a democracia numa farsa - ora, tenho cá para mim, que uma farsa seria os cidadãos só por serem democraticamente eleitos não serem responsabilizados pelos seus actos. Transformar a democracia numa farsa é não responsabilizar os cidadãos pelas escolhas que fazem democraticamente. Ao escolherem um partido como o Hamas a maioria dos palestinianos escolheram a via da confrontação à da negociação - os dirigentes do Hamas, presos pelos israelitas são apenas um reflexo dessa escolha. Mas à falta do Canadá, Blame Israel...

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publicado por Jorge A. às 21:32
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

Estado Maldito

Um excelente post no Combustões, que desmonta alguns dos mitos sobre um dos episódios do conflito israelo-palestiniano.

A guerra de Junho de 1967 não foi uma guerra de agressão: foi uma campanha preventiva. A guerra de 1967 não foi a causa do actual impasse no Médio Oriente, mas apenas confirmou a prevalência israelita num conflito que se iniciara em 1948, quando os países árabes circunvizinhos não aceitaram as disposições da ONU e atacaram o novo Estado hebraico. A guerra de 1967 ditou o início da contestação a regimes laicos socializantes satelizados pela URSS, implicou a radicalização do fanatismo e do integrismo islâmicos e veio confirmar o profundo corte existente entre o Ocidente e o mundo árabe. O mundo árabe escolhera o bloco de Leste. Derrotado e frustrado, virou-se para um passado glorioso mas morto. O mundo árabe fez e continua a fazer as piores escolhas: quis ser socialista quando não devia; quer ser anti-ocidental quando não pode.

Outro mito que tem-se vindo a espalhar é sobre a origem da criação do estado de Israel. A argumentação muitas vezes utilizada sobre a preponderância dos Estados Unidos na criação do novo estado e, especialmente, os seus propósitos, são totalmente contrários à realidade - o que não invalida que os americanos tenham sido um dos maiores apoiantes da causa do estado hebraico, mas esse apoio já vinha de há muito tempo atrás. Se houve país que tentou tirar proveito dum novo estado na região foi a União Soviética - apesar desta sempre ter seguido uma politica anti-sionista - mas que via naquele novo país uma forma de retirar rapidamente a influência do Reino Unido na região do médio oriente, e ambicionava tornar o estado hebraico numa nova república socialista. Só quando a União Soviética percebe que o estado recém formado adopta o modelo ocidental de sociedade, é que muda de lado, passando a apoiar o lado árabe. Já sobre as escolhas do mundo árabe, as más escolhas já vinham de trás. Desde o tempo em que os lideres religiosos palestinianos decidiram dar apoio ao regime nazi alemão, em troca da garantia de um estado palestiniano, tendo como contrapartida o exterminio do povo judeu da região. De facto, sempre se colocaram do lado errado da barricada.

publicado por Jorge A. às 11:36
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Domingo, 3 de Junho de 2007

Ahmadinejad

Ahmadinejad: contagem decrescente para a destruição de Israel já começou
O Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que os combatentes libaneses e palestinianos já iniciaram a "contagem decrescente" para o fim do Estado de Israel.

Lá para 10/10/2010, a tarefa deve estar terminada.
publicado por Jorge A. às 16:28
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

O Pequeno Satã


Israel declara "estado de excepção" no sul do país
Israel autoriza escalada militar contra a Faixa de Gaza
Israel ameaça matar primeiro-ministro palestiniano

Pode ter sido problema meu, mas ainda não dei conta na Última Hora do Público de que tenha morrido uma mulher israelita devido a um rocket palestiniano como refere a Helena Matos.

Recorro ao IHT: Eight dead in Israeli airstrike aimed at Hamas lawmaker

Israeli-Palestinian violence escalated dangerously Monday when Israel killed five militants in airstrikes and indicated that Hamas political leaders could be their next target, and a rocket fired from Gaza killed an Israeli woman, inviting a harsh Israeli response.

The rocket fired at the battered town of Sderot hit a car, setting it on fire. Both Hamas and Islamic Jihad claimed responsibility.

Officials said the woman, who was hit while approaching the car, died on the way to the hospital. Two other people were wounded.

Verifica-se que os palestinianos só atiram rockets para se defenderem. De tal forma, que quando morre uma civil israelita, todos querem ser os autores de tal proeza. Com os misseis israelitas também morrem civis palestinianos? Em maior número até? Sim. Os israelitas fazem disso um orgulho? Dúvido... mas isto se calhar sou só eu, que devo ter para aqui um qualquer enviezamento ideológico.

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publicado por Jorge A. às 22:56
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007

Ficção

Unity rule in doubt as Hamas and Fatah clash
With Hamas and Fatah fighters killing each other again for a third day Tuesday, any serious effort at seeking peace now between Israel and the Palestinians seems quixotic.

The fighting - on the day that all Palestinians commemorate as the "Nakba," or the "catastrophe" that overtook them after Israel's independence - is the best sign that the new Palestinian unity government, put together under Saudi auspices at the end of March, is a fiction.
A noticia do IHT diz que o governo de unidade nacional palestiniano é pura ficção. Tenho dúvidas sobre o que é ficção e o que é real. Se fosse um missil israelita largado sobre a cabeça dos palestinianos - era real, tinha destaque na imprensa. Já um "simples arrufo" entre facções palestinianas - posso falar em guerra cívil? - mal merece qualquer destaque da imprensa nacional e dos "especialistas tradicionais" nas questões do médio oriente - deve ser ficção. Os israelitas são civilizados, democratas, poderosos, ricos - logo não há que ter clemência com qualquer acto de agressão por parte dos israelitas - há que colocá-los logo no topo da ameaça à paz mundial, como bem se viu na guerra do Libano. Já os palestinianos são bárbaros, ingovernáveis, fracos, pobres - há que relativizar todas as suas acções porque estas tem origem na sua condição social. Se pelo meio conseguirmos explicar que a condição social a que os palestinianos estão submetidos explica-se pela acção dos israelitas e americanos (envolver estes últimos é o orgasmo), temos o prato principal servido.
publicado por Jorge A. às 23:08
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

I want to fight

"I don't want to be a secretary," said Cohen, who enters the army in 18 months. "I want to fight."

Esta frase sai da boca de uma rapariga israelita de 16 anos e dá que pensar. E esta forma de pensar não será muito diferente da forma de pensar de uma rapariga de 16 anos palestiniana. A forma de luta assumida por cada uma é que poderá ser drasticamente diferente.

A esta forma de pensar não será alheio o facto do povo israelita saber, por experiência própria bastante penosa, que só lutando é que poderão manter-se livres. Mas também do lado palestiniano, não estarei muito enganado se dizer que estes, só lutando, é que poderão tornar-se livres (o que não implica concordar com a forma como lutam, nem contra quem lutam).

Representará isto uma espiral sem solução para o conflito israelo-palestiniano? Espero que não, mesmo porque a situação seria facilitada se os palestinianos percebessem que é nas potências árabes da região, que sempre quiseram expulsar os israelitas da região à força, que se encontra o principal adversário à sua verdadeira liberdade. Enquanto o estado de Israel se sentir ameaçado, não só pelos palestinianos, mas por todos os que o rodeiam, dificilmente as tréguas poderão ser alcançadas.

Mas na Europa só culpamos um lado: os israelitas e os seus aliados americanos. A Siria e o Irão por exemplo, raramente são apontados como culpados pela situação vivida na região. É que na Europa, ao contrário da jovem israelita Cohen, ninguém want to fight. E por isso o melhor é não criar ondas e não identificar inimigos. Culpemos os amigos, e esperemos que estes resolvam a situação dos outros, daqueles que não ousamos identificar. Pena que os nossos amigos, como se viu no Iraque, na ânsia de resolverem os problemas, ainda criam outros... e nós, do alto da nossa superioridade intelectual, olhamos de cima e apontamos os erros... até nos damos ao prazer de sorrir com os problemas deles... como se o problema não fosse também nosso.

publicado por Jorge A. às 14:12
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