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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

31
Dez07

Ainda Bem

Jorge A.
Tabaco: «A saúde está primeiro»
Comerciantes destacam as vantagens dos espaços sem fumo: benefícios para a saúde de clientes e funcionários, para os edifícios e poupam o dinheiro das obras de adaptação.

Além das preocupações económicas, já que António Fonseca diz que as obras de adaptação são «um investimento considerável», há a preocupação com a saúde. «É óbvio que caminhamos para a proibição total de fumar em espaços fechados e ainda bem, já que a saúde está acima de tudo e pode ser que as pessoas até deixem de fumar».
Se "ainda bem" que "caminhamos" para o "óbvio", ou seja, a "proibição total de fumar em espaços fechados" porque a "saúde está acima de tudo", e se são os comerciantes que dão destaque a tal, gostava de perceber o porquê de os comerciantes por sua própria iniciativa já não terem caminhado em direcção ao ainda bem do óbvio. É óbvio que há qualquer coisa aqui que me escapa...

Entretanto, há quem queira evitar o óbvio (ainda mal? será?):

António Gomes da Silva, proprietário do restaurante Solar do Pátio, no Porto, já decidiu: a partir de 1 de Janeiro, o restaurante será um espaço de fumadores. «Eu sou fumador, assim como 99 por cento dos meus clientes, por isso, só faz sentido que permita fumar». O responsável adianta que está a preparar o restaurante com extracção para o exterior e já tem o dístico de fumadores para colocar na porta.
01
Nov07

Sacrifice

Jorge A.
"It only stands to reason that where there's sacrifice, there's someone collecting the sacrificial offerings. Where there's service, there is someone being served. The man who speaks to you of sacrifice is speaking of slaves and masters, and intends to be the master." Ayn Rand

Vem isto a propósito do comentário da Tina a este post do João Miranda. Diz a Tina:

O que a experiência prova é que as más companhias são sempre prejudiciais enquanto a convivência com bons exemplos é sempre benéfica. Não adianta tirar atalhos na vida. Uma sociedade egoísta que abandona os mais fracos acabará por pagar mais tarde. Acho que os cheques-ensino só funcionarão bem em sociedades mais evoluídas com menos desigualdades sociais. Nós ainda temos algum trabalho a fazer até lá.

A Tina propõe então a mescla entre bons e maus alunos, como forma dos primeiros beneficiarem os segundos, apesar dos segundos prejudicarem os primeiros. É pretender sacrificar um grupo em prol de outro. Claro que a parte sacrificada, se contra a sua vontade (como é quase sempre), conspira... e mesmo que hipoteticamente o ganho para o mau aluno fosse superior à perda para o bom aluno, não suporto a ideia de dar primazia à sociedade sobre o individuo. Recorrendo novamente a Ayn Rand:

Individual rights are not subject to a public vote; a majority has no right to vote away the rights of a minority; the political function of rights is precisely to protect minorities from oppression by majorities (and the smallest minority on earth is the individual).

Adenda: a Tina queixou-se que eu estou a simplificar o que ela disse. De facto, atendendo ao comentário seguinte percebo que ela não quer sacrificar ninguém. Mas eu continuo a achar que ela está errada... a mescla, mesmo que atendendo a uma distribuição equilibrada, entre bons e maus alunos, será prejudicial para os primeiros.

18
Jun07

Sobre a Individualidade

Jorge A.
Excertos do capitulo III - Sobre a individualidade como um dos elementos do bem estar do livro Sobre a Liberdade de John Stuart Mill:

"É desejável, resumidamente, que em coisas que não dizem primariamente respeito a outros, a individualidade se imponha. Quando a regra de conduta não é o próprio carácter da pessoa, mas sim as tradições ou costumes de outras pessoas, está a faltar um dos principais ingredientes da felicidade humana, e o principal ingrediente do desenvolvimento individual e social."

"Quem deixa que o mundo, ou a sua parte do mundo, escolha o seu plano de vida por si, não necessita de qualquer outra faculdade além da faculdade simiesca da imitação."

"Estar sujeito a regras rígidas de justiça para bem dos outros desenvolve os sentimentos e capacidades que têm por objecto o bem dos outros. Mas ser restringido em coisas que não afectam o bem dos outros, simplesmente porque essas coisas são desagradáveis, nada desenvolve de valioso, excepto uma força de carácter que se possa desenvolver através da resistência ao constrangimento."

"Se a resistência esperar até a vida estar quase reduzida a um tipo uniforme, todos os desvios em relação a esse tipo virão a ser considerados ímpios, imorais e até monstruosos e antinaturais. As pessoas tornam-se rapidamente incapazes de conceber a diversidade quando perderam durante algum tempo o hábito de a ver."
04
Mai07

f. de fundamentalismo

Jorge A.
Diz a carissima f. (por vezes também conhecida por Fernanda Câncio) algures no seu blog a propósito de um post com o titulo "fundamentalismos":

de cada vez que se discutem restrições ao tabaco e à sagrada liberdade dos fumadores de poderem fumar onde, quando e ao lado de quem lhes apetece, espera-se um impagável chorrilho de dislates. a enésima proposta de uma lei restritiva, hoje em debate no parlamento, não desiludiu.

Só para que conste, eu gostaria de esclarecer a caríssima f., que para mim o que está em causa não é a liberdade dos "fumadores de", é mais a liberdade dos "proprietários de".

A liberdade dos proprietários de alguns estabelecimentos (especialmente no caso dos detentores de bares/restaurantes/discotecas), de imporem eles próprios as suas regras.

PS: não sou fumador.

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