Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

You Got the Silver

 

"O Papa em visita à França, republicana e laica, onde há apenas cerca de 10% de praticantes católicos foi um acontecimento." Assim inicia Mário Soares, na sua cómica coluna do DN, o comentário à visita do Papa a França, para no final concluir com "esqueceu-se que muito mais de 10% da população francesa é agnóstica ou mesmo ateia e, entre ela, seguramente, está a maioria dos segmentos sociais mais cultos e intelectualizados...". Claro que o facto de mais de 50% da população ser católica (praticante ou não), não irá demover Soares da identificação dos segmentos sociais mais "cultos" e "intelectualizados" da sociedade francesa.

publicado por Jorge A. às 12:31
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Domingo, 29 de Junho de 2008

A Excepção Francesa?

Na excepcional França há candidatos à liderança do partido socialista que fazem cópias menores do site de Barack Obama e revistas que fazem cópias menores do site de uma revista norte-americana. (via: Rue 89)

publicado por Jorge A. às 11:43
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

The Europe Delusion

Como não podia deixar de ser, entre os factores importantes para a vitória do "não" no referendo irlandês encontram-se os neoconservadores americanos (via Rabbit's blog).

publicado por Jorge A. às 00:43
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Pequenino

The Little Man Who Started These Great Wars
Napoleon’s Grand Army lost 370,000 men to death and another 200,000 to Russian captivity. When Bonaparte returned to Paris, a military bulletin cheerfully announced: “The Emperor’s health has never been better.” That was true enough, and Napoleon blithely began to rebuild his armies for the next campaign. Napoleon once said, “A man like me does not give a damn about the lives of a million men.” For a million people, however, the romance of the emperor’s adventures led simply to death.
The careful attention Napoleon paid to image-building is highlighted throughout Mr. Dwyer’s account, and will strike many readers as quite modern. It begins with the Battle of Arcola near Verona in November 1796, when Napoleon’s forces finally succeeded in crossing a bridge and taking the small village on the other side. Napoleon used this minor victory to help him win a reputation as a hero of the French Republic, immortalized by the painter Antoine-Jean Gros.
He would continually help construct his own image; “for him the truth never got in the way of a good story,” Mr. Dwyer writes. That story was of the military man who alone could save France.
The sections of “Napoleon” on the expedition to Egypt, with a good number of scientists along for the ride; on Napoleon’s fantasies of conquering India, and on the debacle in Syria — portrayed by Bonaparte as a glorious victory — are compelling (and perhaps may encourage some readers to make comparisons with a more recent invasion of a Middle Eastern state by a Western power).
Napoleão pode ter sido um bom general, mas acima de tudo era muito bom na arte da propaganda. Por muito que a visão predominantemente associada a Napoleão seja a sua capacidade enquanto general no campo de batalha, tenho presente na memória as guerras e os milhões de mortos que o homem provocou com os seus desejos megalómanos. Abomino Napoleão  e confesso todo o meu desprezo por todos os pequenos ditadores que povoaram o mundo. A única nota de ironia no meio de todo o mito que envolve Napoleão é a de que ele, um mestre na propaganda, ficará para toda a posterioridade visto como um tipo mais baixo do que o normal, facto mil vezes repetido pela propaganda inglesa da altura, e que ao que parece não corresponde à realidade dos factos. A história vive de fábulas, mais do que imaginamos...
publicado por Jorge A. às 23:37
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Dizem que sim

Futura primeira-dama francesa:
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publicado por Jorge A. às 22:59
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Domingo, 15 de Julho de 2007

Sobre a Revolução Francesa

"I cannot [...] give praise or blame to anything which relates to human actions, and human concerns, on a simple view of the object, as it stands stripped of every relation, in all the nakedness and solitude of metaphysical abstraction. Circumstances [...] are what render every civil and political scheme beneficial or noxious to mankind. Abstractedly speaking, government, as well as liberty, is good; yet could I, in common sense, ten years ago, have felicitated France on her enjoyment of a government (for she then had a government) without inquiring what the nature of that government was? [...] Can I now congratulate the same nation upon its freedom? Is it because liberty in the abstract may be classed amongst the blessings of mankind, that I am seriously to felicitate a madman, who has escaped from the protecting restraint and wholesome darkness of his cell, on his restoration to the enjoyment of light and liberty? [...] I should, therefore, suspend my congratulations on the new liberty of France until I was informed how it had been combined with government, with public force, with the discipline and obedience of armies, with the collection of an effective and well-distributed revenue, with morality and religion, with the solidity of property, with peace and order, with civil and social manners. All these (in their way) are good things, too, and without them liberty is not a benefit whilst it lasts, and is not likely to continue long."

la Terreur

Sobre o assunto, os textos de Pedro Arroja e do Rui A. são uma delicia, por ordem: I, II, III, IV, V, VI. Uma espreitadela a este post também não fica mal.

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publicado por Jorge A. às 14:08
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Domingo, 6 de Maio de 2007

Como esperado


A convincing victory for Sarkozy in France
Em França, nada de novo. Tal como esperado, Sarkozy ganhou as eleições com relativa facilidade. O único factor que poderia ter impedido a vitória de Sarkozy teria sido a passagem de Bayrou à segunda-volta. Contra uma Segoléne Royal, que logo no principio da campanha, acabou com qualquer possibilidade de dinâmica eleitoral favorável às suas hostes, com as gaffes a propósito de politica internacional, Sarkozy lutou contra a vacuidade - e por isso, venceu. Com uma Angela Merkel em Berlim, e Nicolas Sarkozy em Paris, estão lançadas as bases para a reaproximação da Europa aos vizinhos do outro lado do Atlântico. Fica também dificultado o processo de adesão da Turquia à União Europeia. É aliás, no campo relativo à União Europeia, que mais dúvidas tenho sobre quais serão as pretenções de Sarkozy... fica para ver.

Madeira: projecção dá vitória ao PSD com mais de 67 por cento dos votos
Na Madeira, nada de novo. Tal como esperado, Alberto João Jardim ganhou as eleições com uma facilidade enorme. Não havia factor que pudesse impedir a vitória de Jardim. Contra um PS Madeira que teima em fazer-se passar por lacaio dos centralistas de Lisboa - defendendo medidas que vão obviamente contra aqueles que supostamente pretendem defender - Alberto João Jardim lutou contra a vacuidade - e por isso, venceu. O discurso que se segue é o do pedido para mais autonomia... acho bem - dêem-lhes a autonomia, não lhes dêem é o dinheiro do contribuinte do continente.
publicado por Jorge A. às 19:30
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Excepção Francesa



França conhece hoje o seu novo Presidente

«E nós, portugueses, que devemos desejar? Em primeiro lugar, que Sarkozy - o mais provável Presidente - clarifique que não é partidário do modelo de Directório para gerir a Europa. Depois, que a França se empenhe de forma determinada nas reformas da União Europeia. E, finalmente, que arrumem a casa sem com isso destruírem a especificidade francesa. Se a França se tornasse num pastiche da cultura anglo-saxónica, o mundo ficaria menos diverso e, por isso, mais pobre. A exception française é, também, uma parte da nossa possibilidade de continuarmos a ser diferentes. O que não quer dizer que sejamos melhores; mas também não que sejamos por isso piores.»

José Miguel Júdice - Público (03-05-07)

publicado por Jorge A. às 12:35
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Mal Disposta

Sarkozy increases his lead in France; Royal warns of unrest

PARIS: The French presidential campaign officially closed Friday with the Gaullist front-runner, Nicolas Sarkozy, looking ever more assured of winning Sunday and his Socialist rival, Ségolène Royal, predicting street violence if he is elected.

Her warning came after the two latest opinion polls suggested Sarkozy would beat her by a bigger margin than predicted a few days ago, before a combative debate on national television in which Sarkozy kept his cool under rhetorical fire from Royal.

Ségolène Royal diz que vitória de Sarkozy pode gerar violência em França

Confrontado com os comentários de Royal, que durante a campanha evitou referir-se directamente ao seu adversário, Sarkozy disse apenas: "Talvez ela tenha acordado hoje mal disposta. Deve ser dos resultados das sondagens".

E como estará a cara Ana Gomes:

Ela ganhou o debate.
Mostrou que tem o que é preciso para incutir confiança, tomar decisões e estimular reformas "sem brutalizar a França". Mostrou reflexão, convicção, humanidade, serenidade, bom senso, firmeza, abertura para fomentar consensos, capacidade argumentativa, controle, autencidade. Ah, e também audácia, energia e mesmo agressividade q.b.

Sim, para Ana Gomes - que julgo não votar nas eleições francesas - Royal é um poço de virtudes. Pena que o povo francês não pareça pensar assim... coisas estranhas, é o que é.
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publicado por Jorge A. às 21:42
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Domingo, 22 de Abril de 2007

Duelo Final

Presidenciais em França: Sarkozy vence e Royal passa à segunda volta
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publicado por Jorge A. às 20:19
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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

Nicolas Sarkozy

Ségo-Sarko (ultimamente mais Sarko que Ségo)

A revista The Economist traz na sua última edição um artigo sobre Segolène Royal, intitulado The Lady in Red. Neste traça um quadro negro sobre Ségo, reportando ao facto de para alguém que quer transparecer modernidade, frescura e originalidade, parece querer adoptar o mesmo tipo de politicas ultrupassadas de esquerda, já várias vezes apresentadas, já várias vezes fracassadas. Nesse aspecto, o actual primeiro-ministro Tony Blair, com a sua terceira via, que tanto irrita muita gente de esquerda, foi de longe o que conseguiu dar uma nova perspectiva à esquerda, e levá-la a caminhar para o futuro. Blair foi o último grande líder da Europa, que seguiu-se a nomes gigantes como Margaret Tatcher, François Miterrand, ou Elmut Kohl. A Espanha também teve líderes fortes, em Felipe González e José Maria Aznar - mas convenhamos, esta ainda não tem o peso politico dum Reino Unido, duma Alemanha, ou duma França. Em Itália, lideres fortes, só Silvio Berlusconi, mas este, tal é a teia de corrupção à sua volta, e o estilo abrupto e autoritário com que faz politica, que só denigre a sua credibilidade politica, e deixa mal vista uma certa direita europeia.

Quantos se lembrarão de Gerhard Schröder? E de Jacques Chirac? Bem, deste último lembrarão-se com certeza, mas não tanto por ter contribuido por algo mais na politica internacional, somente por se ter imposto à politica americana, e tentado fazer transparecer na França um contraponto aos Estados Unidos. A Itália, cheia de instabilidade politica, também não será com Romano Prodi que voltará a fazer ouvir a sua voz no mundo. E a Espanha garantiu a um Zapatero uma vitória imerecida, e a esperança que dali vinha algo de bom, parece ter caido finalmente por terra com os atentados da ETA. A Alemanha substituiu um Schröder por uma Merkel, mas dada a forma governamental que a Alemanha foi obrigada a adoptar, uma coligação entre esquerda e direita, a força de Merkel ficou minada, e não me parece que esta vá trazer nada de especial à Europa. Em Inglaterra já se sabe que será entre Cameron e Brown que se disputará a próxima eleição... mas não tenho muitas dúvidas, nenhum deles convence-me, e quem quer que se siga a Blair, terá enormes dificuldades em singrar. Vem aí um novo John Major.

Neste clima de uma Europa sem liderança, não é de estranhar a forma como Vladimir Putin aparece no terreno, tentando voltar a pôr a Rússia no terreno. Esta Europa da conversação, que já não vê nos Estados Unidos um aliado natural, mas que ao mesmo tempo não apresenta alternativa à politica deste que não sejam as conversações, que resultam invariavelmente num fracasso, fica sem força e é normal que outros ocupem o espaço vazio que esta deixou ficar. O mundo ficará certamente um lugar mais perigoso, se deixarmos a luta contra os radicais somente para os Estados Unidos. E o problema é que muitos na Europa, falo do povo está claro, gostavam de ver os Estados Unidos a perder a sua batalha, tal é o ódio que nutrem por estes - muitos à espera de uma vingança após a queda da União Soviética. É por isso que só com lideres fortes na Europa o mundo poderá voltar a ficar mais seguro. Convenhamos, Angela Merkel por exemplo, bem se esforça por reforçar as relações da Alemanha com os Estados Unidos, mas se boa parte do seu povo é contra tal politica, de que lhe serve seguir essa politica se não consegue levar o seu próprio povo a aceitá-la.

Isto tudo para dizer que vejo em Nicolas Sarkozy um líder forte. E vejo nele uma vontade de alterar a relação França-Estados Unidos. O homem não é só virtudes, tenho aliás, muitas dúvidas em relação a algumas das ideias que expressa, mas considero que é talvez uma das últimas esperanças da Europa dar a volta por cima à situação de agonia a que chegou. Se Royal vencer... bem... não é o fim do mundo, mas talvez seja o fim do mundo como o conhecemos - ainda para mais, quando a senhora, parece não convencer pela inteligência - it's all in the look.
publicado por Jorge A. às 12:51
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

França

Diz o Pedro Arroja no Blasfémias:

A tradição cristã é uma tradição aberta à critica, frequentemente até ao insulto. [...] Os países que, na conjuntura actual, melhor representam estes activos da tradição cristã são, na minha opinião, países da Europa continental - e a França à frente de todos os outros. Por isso, eu sou um adepto de que a opinião pública internacional - e a europeia em particular -, se coloque fortemente por detrás da diplomacia e da política externa francesa. Porque, se o problema do Médio-Oriente fôr capaz de ter uma solução pacífica, e a ameaça nuclear sobre a humanidade puder ainda ser dissipada, a minha opinião é a de que a França será, muito provavelmente, o seu autor principal.
É essa mesma tradição de abertura à critica tão presente em França que leva ao surgimento do fenómeno Le Pen, à falta de apoio à globalização por parte da direita francesa, e à queima de carros todas as noites nos arredores de Paris por parte de marginalizados na sua maioria muçulmanos. Curioso será notar que Pedro Arroja também diz: "Pelo contrário, parece que na tradição judaica, quem ouse, vindo de fora, às vezes meramente invocar o seu nome - mais ainda se pretender questioná-la - corre o risco de ser recebido com uma barragem de acusações, invectivas e demonstrações de superioridade que tornam todo o diálogo impossível.". Demonstrações de superioridade que tornam todo o diálogo impossível, quase que julguei que estivesse a falar das demonstrações de superioridade moral que os franceses teimam em querer dar.
PS: e já agora, cada vez gosto mais do Carlos Abreu Amorim, um dos que mais põe em causa o estado geral de bovinidade.
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publicado por Jorge A. às 01:02
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