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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

17
Mar09

No Topo do Mundo

Jorge A.
And to hear anything in America comparable to the know-nothing diatribes of Germany’s finance minister you have to listen to, well, Republicans.

Há pelo menos um prémio nobel muito preocupado com a situação económica da Europa em geral e da Espanha em particular. No que toca à análise económica sobre a Espanha concordo, já quanto aos problemas da Europa, nomeadamente na falta de acção da Alemanha e na inexistência de uma liderança forte, discordo. O problema de Krugman é que à falta de Bush para criticar, teve de voltar os ponteiros para outro lado. Agora deu para escrever artigos a criticar os politicos alemães... porque, que coisa mais chata, os alemães discordam das receitas do grande economista americano. Que coisa mais chata!

01
Set08

Já os americanos adoram a administração Bush

Jorge A.

O Henrique Raposo diz que a "administração Bush é odiada na Europa, mas a Europa (já) não é sinónimo de mundo". E no final questiona se "japoneses, indianos e africanos têm de ser ensinados a odiar Bush, não é?" Ora, não querendo discordar do Henrique, acho apesar de tudo que primeiro é preciso ensinar os americanos a não odiar Bush, não é?

 

Depois, gostava de lembrar o Henrique que aos japoneses já não é preciso ensinar nada, veja-se o que diziam em 2004 aquando das eleições entre Kerry e Bush:

Some 57 percent of respondents said they don't back Bush while 13 percent voiced support for him, the Mainichi Shimbun said in its poll.
15
Ago08

Amor com amor se paga

Jorge A.

Geórgia: Washington avisa que crise terá consequências nas relações com Moscovo

 

Rússia fala de agravamento das relações com EUA devido a acordo com Polónia

 

A Europa (leia-se, França) fez de conta que negociou um cessar-fogo entre a Rússia e a Geórgia, mas o facto é que foram os Estados Unidos a forçar a aceitação do cessar-fogo por parte da Rússia. O acordo com a Polónia para a instalação dos misseis defensivos é só mais uma das respostas firmes americanas que se impunham à crise. Mas claro que parte do sucesso americano na resposta está dependente dos seus aliados. 

17
Nov07

Sonhos

Jorge A.
Os paises nórdicos são frequentemente apontados como o paraiso da social democracia europeia, e não raramente é apontado o seu exemplo como contraponto ao exemplo americano. Suécia, Noruega e Finlândia aparecem nos lugares cimeiros de praticamente todos os rankings económicos e sociais elaborados pelas mais diversas instâncias internacionais. Pergunto-me então, o que leva estes paraisos da social democracia a não atrairem imigrantes da mesma forma que estes são atraidos pelo sonho americano? O que falha no sonho nórdico?

Ora, em primeiro lugar o que falha é o clima. Convenhamos que o clima nórdico não é dos primeiros a vir à cabeça de boa parte das pessoas quando pensamos em qualidade de vida. Em segundo lugar, o que falha é o próprio do sistema nórdico. O estado social para sobreviver não se dá muito bem com a chegada em larga massa de imigrantes não qualificados - a propósito disso, recomendo o trabalho de Sheetal Chand e Martin Paldam (aqui). Assim sendo, é normal que os nativos sejam muito atreitos à chegada de outros povos com outras culturas - isto torna as sociedades nórdicas relativamente monoculturais. Tendo como base de partida isto, rapidamente fui verificar as estatisticas e percebi que na Finlândia só cerca de 2,2% da população é imigrante; na Suécia 1,1%; e na Noruega 1%.

Já nos Estados Unidos, a situação é a seguinte (com base nisto):
Mais de 10% da população nasceu noutra parte do mundo que não os Estados Unidos. A primeira imagem que acompanha este post também é ilustrativa, a mesma nasce desta noticia dos New York Times que dá conta do aumento crescente de população com apelido hispânico nos EUA. A acompanhar as previsões, não tarda e o apelido Garcia entrará no top 5 norte americano. Um verdadeiro paraiso multicultural estes Estados Unidos, e por isso também, na comparação os nórdicos saiem a perder. Quando confrontado com a necessidade de ir à procura de melhores condições de vida, os imigrantes terão em atenção não só o rendimento, a segurança, o clima, mas também onde terão mais facilidade de habituação cultural. É a diferença entre um sonho para alguns e um sonho para todos, e não é uma diferença pequena... com o sonho nórdico, só os nórdicos podem sonhar.
10
Jul07

Sobre a inveja II

Jorge A.
Artigo de Paul Johnson na Forbes em 21 de Julho de 2003 [negritos meus]:

Anti-Americanism is the prevailing disease of intellectuals today. Like other diseases, it doesn't have to be logical or rational.

The U.S. is the world's most successful democracy. The right of voters to elect more than 80,000 public officials, the length and thoroughness of electoral campaigns, the pervasiveness of the media and the almost daily reports by opinion polls ensure that government and electorate do not diverge for long and that Washington generally reflects the majority opinion in its actions.

It is this feature that intellectuals--especially in Europe--find embittering. They know they must genuflect to democracy as a system. They cannot openly admit that an entire people--especially one comprising nearly 300 million, who enjoy all the freedoms--can be mistaken. But in their hearts these intellectuals do not accept the principle of one person, one vote. They scornfully, if privately, reject the notion that a farmer in Kansas, a miner in Pennsylvania or an auto assembler in Michigan can carry as much social and moral weight as they do. In fact, they have a special derogatory word for anyone who acts on this assumption: "populist."

In the jargon of intellectual persiflage, populism is almost as bad as fascism--indeed, it's a step toward it. Hence, the argument goes, the U.S. is not so much an "educated democracy" as it is a media-swayed and interest-group-controlled populist regime.

Second, anti-Americanism is a function of cultural racism. An astonishingly high proportion of European elites know very little about U.S. history or culture and even deny that they have a separate existence apart from their European roots.

You might think, therefore, that European elites would seek to learn something from such a successful process. Not at all: The view is that sophisticated, civilized Europe has nothing to learn from "adolescent" America.

Third, European elites tend to look at Americans as a subcivilized mass, whose function is to be obedient consumers in a system run by big business. The role of competition in U.S. economic life--and in every other aspect of life--is ignored, because competition is something Continental Europeans like to keep to a minimum and under careful control.

Although Americans are seen as highly materialistic consumers, they are also despised and feared for their spiritual interests, their participation in religious worship and their subscription to creeds of morality. Europeans see no inconsistency in their condemnation of the U.S. for being at one and the same time paganly unethical and morally zealous.

The truth is, any accusation that comes to hand is used without scruple by the Old World intelligentsia. Anti-Americanism is factually absurd, contradictory, racist, crude, childish, self-defeating and, at bottom, nonsensical. It is based on the powerful but irrational impulse of envy--an envy of American wealth, power, success and determination. It is an envy made all the more poisonous because of a fearful European conviction that America's strength is rising while Europe's is falling.
06
Jun07

Intervencionismo

Jorge A.
Batalha da Normandia (Dia D) iniciada em 6 de Junho de 1946. A tropa imperialista americana, coadjuvada por canadianos e ingleses, invade a costa continental europeia a norte da França. Vêm com o objectivo de conquistar a Europa - embora usem recorrentemente a ideia de que vem para nos libertar da dominação nazi. Metade da Europa rapidamente cai sobre dominio americano e imeditamente, num brilhante golpe de marketing que apelidam de Plano Marshall, os europeus submetem-se à vontade do imperador. A restante metade europeia, ajudada pela União Soviética, descobre o que é viver em liberdade - e durante todos os anos em que conseguem viver em liberdade, o maior opositor dos regimes que os governam, são sempre os americanos. Porém, em 9 de Novembro de 1989, a metade ainda livre é conquistada pelo império do mal e mais as suas leis do mercado.

Dizem-me que a Coreia do Sul também perdeu a oportunidade de ser como a Coreia do Norte por causa do império americano - mas a triste data de tal acontecimento, em que um país vê-se invadido por outro com a justificação de uma suposta libertação, só fará 57 anos lá para 25 de Junho.

Já em Cuba, dizem-me que em 1961 os imperialistas também tentaram impedir a felicidade do povo com a chamava invasão da Baia dos Porcos, sorte a dos cubanos que triunfaram sobre tal demonstração maligna do império americano.

O mundo estaria tão melhor sem o poder intervencionista americano. Vá lá, não façam mais iraques... please.

PS: a minha última frase não invalida que a politica norte americana para o Iraque tenha resultado num autêntico fracasso, mas também sei que quem muito aponta o dedo, pouco tem feito para tornar o mundo num lugar melhor... já os americanos, com todos os erros que cometem, tem um saldo positivo que vai da terra à lua - como se costuma dizer: só erra quem faz. Foi exactamente o facto da Europa não ter tido coragem de fazer nada contra Hitler logo quando este anexou a Áustria que levou a que anos mais tarde tenhamos ficado dependentes do auxilio americano.

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