Uma boa notícia para a Europa
Na Alemanha tudo aponta para o fim do bloco central. O motor da economia europeia vira à direita o que pode permitir a Merkel coligar-se com os liberais.
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Na Alemanha tudo aponta para o fim do bloco central. O motor da economia europeia vira à direita o que pode permitir a Merkel coligar-se com os liberais.
And to hear anything in America comparable to the know-nothing diatribes of Germany’s finance minister you have to listen to, well, Republicans.
Há pelo menos um prémio nobel muito preocupado com a situação económica da Europa em geral e da Espanha em particular. No que toca à análise económica sobre a Espanha concordo, já quanto aos problemas da Europa, nomeadamente na falta de acção da Alemanha e na inexistência de uma liderança forte, discordo. O problema de Krugman é que à falta de Bush para criticar, teve de voltar os ponteiros para outro lado. Agora deu para escrever artigos a criticar os politicos alemães... porque, que coisa mais chata, os alemães discordam das receitas do grande economista americano. Que coisa mais chata!
"In certain quarters of Europe, you can be popular by blaming every Middle Eastern problem on Israel. Or you can be popular by joining the International Criminal Court. I guess I could have been popular by accepting Kyoto" George W.Bush
O Henrique Raposo diz que a "administração Bush é odiada na Europa, mas a Europa (já) não é sinónimo de mundo". E no final questiona se "japoneses, indianos e africanos têm de ser ensinados a odiar Bush, não é?" Ora, não querendo discordar do Henrique, acho apesar de tudo que primeiro é preciso ensinar os americanos a não odiar Bush, não é?
Depois, gostava de lembrar o Henrique que aos japoneses já não é preciso ensinar nada, veja-se o que diziam em 2004 aquando das eleições entre Kerry e Bush:
Some 57 percent of respondents said they don't back Bush while 13 percent voiced support for him, the Mainichi Shimbun said in its poll.
Geórgia: Washington avisa que crise terá consequências nas relações com Moscovo
Rússia fala de agravamento das relações com EUA devido a acordo com Polónia
A Europa (leia-se, França) fez de conta que negociou um cessar-fogo entre a Rússia e a Geórgia, mas o facto é que foram os Estados Unidos a forçar a aceitação do cessar-fogo por parte da Rússia. O acordo com a Polónia para a instalação dos misseis defensivos é só mais uma das respostas firmes americanas que se impunham à crise. Mas claro que parte do sucesso americano na resposta está dependente dos seus aliados.
Os alemães preparam-se para eleger o seu próximo presidente. Numa demonstração de vitalidade da democracia alemã, duzentas mil pessoas sairam à rua para ouvir um dos candidatos na disputa discursar.
Os paises nórdicos são frequentemente apontados como o paraiso da social democracia europeia, e não raramente é apontado o seu exemplo como contraponto ao exemplo americano. Suécia, Noruega e Finlândia aparecem nos lugares cimeiros de praticamente todos os rankings económicos e sociais elaborados pelas mais diversas instâncias internacionais. Pergunto-me então, o que leva estes paraisos da social democracia a não atrairem imigrantes da mesma forma que estes são atraidos pelo sonho americano? O que falha no sonho nórdico?
Mais de 10% da população nasceu noutra parte do mundo que não os Estados Unidos. A primeira imagem que acompanha este post também é ilustrativa, a mesma nasce desta noticia dos New York Times que dá conta do aumento crescente de população com apelido hispânico nos EUA. A acompanhar as previsões, não tarda e o apelido Garcia entrará no top 5 norte americano. Um verdadeiro paraiso multicultural estes Estados Unidos, e por isso também, na comparação os nórdicos saiem a perder. Quando confrontado com a necessidade de ir à procura de melhores condições de vida, os imigrantes terão em atenção não só o rendimento, a segurança, o clima, mas também onde terão mais facilidade de habituação cultural. É a diferença entre um sonho para alguns e um sonho para todos, e não é uma diferença pequena... com o sonho nórdico, só os nórdicos podem sonhar.
Batalha da Normandia (Dia D) iniciada em 6 de Junho de 1946. A tropa imperialista americana, coadjuvada por canadianos e ingleses, invade a costa continental europeia a norte da França. Vêm com o objectivo de conquistar a Europa - embora usem recorrentemente a ideia de que vem para nos libertar da dominação nazi. Metade da Europa rapidamente cai sobre dominio americano e imeditamente, num brilhante golpe de marketing que apelidam de Plano Marshall, os europeus submetem-se à vontade do imperador. A restante metade europeia, ajudada pela União Soviética, descobre o que é viver em liberdade - e durante todos os anos em que conseguem viver em liberdade, o maior opositor dos regimes que os governam, são sempre os americanos. Porém, em 9 de Novembro de 1989, a metade ainda livre é conquistada pelo império do mal e mais as suas leis do mercado. A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.