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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

15
Jun09

Belgais

Jorge A.

O projecto pessoal da pianista Maria João Pires, a Associação de Belgais, vai fechar. Diz-nos o Público que o Ministério da Educação atribui anualmente 170 mil euros à Associação de Belgais para desenvolver o projecto escolar. Entre 2000 e 2006, a mesma associação havia recebido 1,8 Milhões de Euros. Apesar deste "pequeno" apoio, o projecto não tem, manifestamente, viabilidade financeira. A actual responsável pelo projecto, Joana Pires, filha da pianista que entretanto abandonou o projecto por troca com uma casa no Brasil, explica o problema: a autarquia não apoiou. Claro que a notícia explica que os patrocinios e os doadores para o projecto desapareceram, perante a falta de interesse no projecto dos privados, o contribuinte é que devia pagar. Está claro.

04
Jun09

Manobra de diversão

Jorge A.

Mail de Abdool Vakil para Oliveira Costa revela critério de recrutamento de figuras socialistas

 

Bem pode Vital Moreira tentar associar o BPN ao PSD que isso é mera diversão, certamente incentivada pelas sondagens mais recentes que não lhe são muito favoráveis. A criação do banco tinha o cunho de muitas figuras ligadas ao PSD, daí não é de estranhar que também tentassem estabelecer ligação com figuras do PS. É o centrão a funcionar e a identificação partidária a dar cartas no mundo das empresas privadas que, em Portugal, sobrevivem à custa do Estado e das boas ligações com quem detém o poder.

11
Jun08

Esquizofrenia

Jorge A.

Acho sempre uma certa graça aqueles que vêem no protesto dos camionistas um protesto contra o elevado peso dos impostos sobre os combustiveis (lembraram-se agora do elevado peso dos impostos nos combustiveis, foi?). Até pode ser verdade, mas não é menos verdade que esses mesmos camionistas também querem pagar um valor inferior de portagem. Querem uma coisa e o seu contrário, querem pagar menos ao Estado e ao mesmo tempo querem que o Estado lhes ofereça bens e serviços sem custo.

 

É o Estado paternalista no seu melhor. Os camionistas, os homens da pesca, os professores, os utentes dos centros de saúde, queixam-se dos governos e das suas politicas, mas proponham a esses mesmos grupos a diminuição da influência do Estado nos seus sectores e é o fim do mundo. Lá vem o papão do neoliberalismo, das injustiças do mercado. O Estado é mau, mas antes ser tutelado pelo Estado do que ser deixado à livre concorrência.

 

Deixamo-nos então arrastar na corrente. Enquanto povo, falamos mal do Estado e dos seus impostos, mas ao mesmo tempo mostramo-nos incapazes de nos libertarmos das teias deste. Estamos lixados.

29
Mar08

Tão perigosos que eles são*

Jorge A.

The Bene Gesserit Litany against Fear**

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain.

 

 

Um ataque aqui, outro acolá, e logo a espécie pode ser designada por raça perigosa. Mais, de tão perigosa que é, a sociedade aceita de bom tom que o poder central emita directivas cujo objectivo é acabar com a presença da espécie no território nacional. Os apaixonados por este tipo de animais é que não devem achar muita graça, e com razão. Eu, por mim confesso, não me sinto muito seguro ao pé de alguns destes bichos - tenho como pesadelo de infância um pastor alemão que me destruia as bolas de ténis no jardim público cá da rua, mas se for para acabar com raças perigosas, olhem, não sei, há por aí uma outra raça que costuma causar muitos mais danos do que os pobres dos animais.

 

*post inspirado nesta rábula do grande Herman

**retirado do livro de ficção cientifica: Dune

15
Fev08

Estado da Nação

Jorge A.
A nação está de rastos, mas quem ouve falar aquele que governa a nação mal nota. Entretanto, são milhares e milhares que se vergam ao governo português. O medo paira na relação entre o estado e os seus cidadãos, quer seja na relação dos pequeno comércio com a ASAE, quer na relação do pequeno contribuinte para com o fisco - mas a apatia do cidadão face à repressão estatal é total. O governo está imparável, e aqueles que querem parar o governo, levam.

Uma sociedade civil que não se mexe, que não se questiona, que acha tudo muito normal. O cidadão não exige que o governo central o deixe levar a sua vidinha tanto quanto possível, antes pelo contrário, exige que o governo lhe resolva a vida - e alguém que se sente dependente do governo não deve (pode) criticar o mesmo.

Ora, não é por mal, que os outros queiram viver dependentes do Estado, muito bem, é lá com eles, mas eu gostava de um pouquinho mais de autonomia para mim próprio, sff.
21
Jan08

Lei do Tabaco

Jorge A.
"A lei é muito clara", diz o drº Francisco George, director geral de saúde, no Prós e Contras de hoje à noite. Depois perde cerca de cinco minutos a tentar explicar os parâmetros da qualidade do ar que têm de ser respeitados pelos restaurantes na nova lei do tabaco (inclusive fazendo referência à lei francesa, que é igual à portuguesa, mas inclui uma cláusula que...). José Sá Fernandes resume a intervenção do carissimo director geral de saude: "grande confussão que vai por aí". Antes disso a segunda figura da ASAE (compreende-se a falta da primeira figura, não fosse vir à baila o caso do casino Estoril), referiu que a única coisa que poderão exigir a um restaurante que tenha o sistema de extracção montado é a garantia do técnico que montou tal sistema de que tudo está conforme - depois remete para uns parâmetros que serão aprovados em 2009 (!). Vinte e um dias de aplicação da lei e a bandalheira é geral - não admira que o drº Francisco George tenha iniciado o debate fazendo referência à pacatez na aceitação da lei do povo português. No entanto seria bom que o drº Francisco George viesse visitar o restaurante que eu normalmente frequento à hora de almoço, ia ver a pacatez do povo português na aceitação da lei in loco... extractor? nem vê-lo, mas numa das salas que corresponde a 70% do espaço total do restaurante quem quer pode fumar. E certamente para espanto do srº drº director geral da saúde, ninguém se queixa...
09
Jan08

O Distico Azul é um Mal a Abater

Jorge A.
Diz a noticia que a DGS quer ver protegidos dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores. Dizem os não fumadores (que não eu que também não fumo) que os fumadores mal educados e intolerantes raramente os respeitavam. Combate-se a intolerância com a intolerância. Mas está visto que com esta lei não é a liberdade do fumador que está a ser posta em causa, mas a dos proprietários... e são todas elas tão boas as intenções do drº Francisco George, até me emociono de tanta preocupação com a saúde dos trabalhadores e clientes.
02
Jan08

Noticias de um país que se não existisse tinha de ser inventado

Jorge A.
Outro auto foi levantado no Algarve, pouco antes de almoço, quando o proprietário de um café da Fuzeta, concelho de Olhão, chamou a GNR para autuar um cliente que se recusava a apagar o cigarro.

Chegada a patrulha, o prevaricador e seus cigarros já tinham partido e o proprietário do café não conseguiu identificá-lo para posterior autuação. Porém, os militares da GNR acabaram por multar o dono do estabelecimento, por não ter colado os obrigatórios dísticos de proibição de fumar.
O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco, segundo o “Diário de Notícias”. A Confederação para a Prevenção do Tabagismo diz ser lamentável mas desvaloriza impacto.

Em explicações ao “Diário de Notícias”, António Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco.

No entanto, um parecer da Direcção Geral de Saúde indica que os casinos e salas de jogo, "sendo locais fechados, não podem deixar de se incluir no âmbito da aplicação a lei", além de estarem abrangidos na lei por "serem locais de trabalho".

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