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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

28
Jun09

O manifesto do bloco

Jorge A.

A lista das assinaturas é quase tão grande como o texto do manifesto, pois inclui não só os nomes, claro, como a classificação profissional. Ele é professor isto, professor aquilo. Para além disso, inclui a filiação institucional. Ora, isso para mim não é legal (no sentido brasileiro do termo).

 

O manifesto de contra-resposta (ou talvez não) ao manifesto dos 28 é muito interessante. Tanto académico e o principal argumento que usam para sustentar o seu texto é o argumento de autoridade. Mas para mim o mais interessante é outra coisa: entre os economistas que assinam o documento está muito académico do ISEG e do ISCTE. Por outro lado não está um único da FEUNL ou da Católica de Lisboa. As tribos académicas no campo da economia expostas de forma clara.

26
Mar09

Apesar do Magalhães

Jorge A.

No The Global Information Technology Report, Portugal desceu dois lugares no ranking global. O Gabinete do Plano Tecnológico logo emitiu um comunicado onde apresenta uma visão positiva do relatório. A redacção do Portugal Diário comeu a nota de imprensa do gabinete, Tecnologia: Portugal nos cinco melhores, já o Diário de Noticias não, Portugal tecnológico pior classificado. Quem fica pelos títulos das noticias, terá certamente dificuldade em perceber que referem-se à mesma coisa. Entretanto, há pais das crianças que andam a vender Magalhães no mercado negro. Nada que não fosse esperado, ao menos, se o Magalhães não serve para o ensino das novas tecnologias às crianças, que sirva como demonstração da importância dos incentivos económicos. Tão novinhos e já andam a ter aulas de economia - que país tão avançado o nosso.

22
Jul08

Exemplos de Excelência

Jorge A.

Tribunal de Contas aponta falhas na gestão de quatro Universidades

 

O relatório completo pode ser encontrado aqui, onde poderemos descobrir coisas tão interessantes como:

"No âmbito da circularização bancária, verificou-se que as quatro universidades eram, em 31/12/2005, titulares de 613 contas bancárias, cujo saldo global ascendia a 13.985.031,39€, das quais 299 sem relevação contabilística, com um saldo conjunto de 246.856,19€."

 

"A despesa global realizada pelas 4 entidades, nos anos de 2003 a 2005, foi de 507.938.775€, tendo registado um aumento de 12,2%."

 

"Constatou-se na UA, UE e UTAD a realização de despesas com a aquisição de bens e serviços, as quais ascenderam a 1.538.348,28€, sem a existência de qualquer acto de autorização."

 

"As compras estão descentralizadas por diferentes unidades, isto é, não existe uma agregação das compras de bens de consumo corrente, o que tem como consequência uma variação de preços unitários"

 

"Em 31/12/2005, as dívidas a fornecedores da UA, UBI, UE e UTAD, ascendiam a 6.375.888€, sendo que apenas 2.488.095€, ou seja, 39,0% das mesmas, se encontravam reflectidas contabilisticamente enquanto tal." 

Acho que sim, as universidades tem efectivamente de ver aumentado os apoios financeiros por parte do Estado. Como é facilmente notório, são um exemplo de boa gestão e tem de ser recompensadas.

27
Jun08

Da subsidio dependência

Jorge A.

Em Portugal, os reitores andam a pedir por mais uns trocados ao governo para fazer face às "graves" questões financeiras que as suas universidades enfrentam (se bem que gostasse de saber se os "graves" problemas financeiros afectam todas as universidades por igual e se em caso negativo, como eu suspeito, o porquê de existirem umas que se dão melhor que as outras na gestão dos seus orçamentos), o que leva o João Miranda a perguntar se os lideres intelectuais de uma sociedade não conseguem equilibrar um orçamento, quem o poderá conseguir? Um leitor não identificado replica com outra pergunta: quem poderá conseguir equilibrar um orçamento com pouco poder para controlar a despesa e nenhum para controlar a receita?

 

Ora, partindo do pressuposto que o leitor tem razão, a primeira coisa que os reitores deviam reclamar era por mais poder e não por mais dinheiro do Estado - porque assim, como o próprio leitor reconhece com a sua pergunta, os reitores são sempre passíveis de serem desresponsabilizados pela sua gestão. Por outro lado, muitos reitores tiveram à sua disposição uma forma de controlo da receita na fixação da proprina da instituição, mas muitos optaram por uma propina mais baixa do que a máxima permitida - espero agora que não sejam estes mesmos reitores que se queixem de problemas de tesouraria.

 

Ao mesmo tempo, do outro lado do Atlântico, há universidades que andam a ser confrontadas com a possibilidade de parte das suas receitas serem taxadas. Cá, as universidades querem dinheiro do governo. Lá, o governo (do estado de Massachusetts) quer o dinheiro das universidades. É toda uma diferença cultural. Ah, quase que deixava passar, por lá contribuir para engordar as contas do Estado não é uma coisa que fique sem resposta.

07
Abr07

Chutar para a frente

Jorge A.

José Pacheco Pereira no Abrupto:
Quem não quer que haja referendo sobre a chamada Constituição Europeia não quer democracia na União Europeia. Tão simples e tão grave como isto. Parece, a julgar pelo Expresso, ser o caso de Durão Barroso que está a pressionar o governo para romper com o compromisso referendário do PS e do PSD.

Paulo Gorjão no Bloguitica:
Eis uma pequena amostra da linha de argumentação que nos poderão querer vender em breve: caros portugueses, afinal não será necessário submeter a referendo o texto do tratado em (re)negociação porque, na realidade, tudo não passa de questões técnicas e de simples fórmulas de funcionamento.

E qual é a novidade deste desenvolvimento face à "Nova" Constituição Europeia? Pouca ou nenhuma. Afinal de contas, as coisas sempre foram assim - porque haveriam de mudar? Da mesma forma que nunca submeteram o Tratado de Maastricht à aprovação dos portugueses, e por essa via, aderimos ao Euro sem qualquer consulta referendária aos portugueses, os governantes não vêem nenhum motivo de interesse em levar o novo projecto europeu à discussão pública - o risco é grande, e eles, como sempre, não querem correr o risco de constatarem que o povo não está do seu lado - embora depois - mesmo que a resposta do povo ao novo projecto seja negativa - sempre se ensaiem as respostas do costume: é um voto de descontentamento com a situação interna - pois claro, com a UE todos tem de andar satisfeitos.

Em Portugal o espirito critico é pouco. O considerar que os governantes decidem melhor por nós do que nós decidimos por nós mesmos há muito que é regra generalizada na cabeça de grande parte do povo português - isto apesar de recorrentemente falarem mal daqueles que os governam. O governo também ajuda, o programa curricular do ensino secundário é pró-União Europeia - não favorece praticamente em nada o espirito critico em relação ao projecto europeu - procura levar-nos a aceitar a UE como um dado certo. As poucas questões que coloca na cabeça dos jovens estudantes é como vai a UE evoluir, em que sentido deveremos caminhar, mas nada diz sobre o processo evolutivo já caminhado. E o não questionar o que já se fez, é o primeiro passo para não questionar o que aí vem.

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