Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

24
Out09

Frases literárias

Jorge Assunção

O socialismo não é só o problema do operariado, ou seja, do assim chamado quarto estado, mas, em primeiro lugar, uma questão ateísta, uma questão da encarnação moderna do ateísmo, a questão da Torre de Babel sem Deus e sem pretender atingir os céus a partir da terra, mas para fazer descer os céus à terra.

 

Fiódor Dostoiévski, Os Irmãos Karamazov

22
Out09

Rita Rato

Jorge Assunção

Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?

- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.

 

Evidente. Se a deputada estudasse e aprendesse alguma coisa com a História, dada a sua idade, não seria militante do Partido Comunista Português. Na legislatura anterior, o PCP tinha como deputada uma jovem, de seu nome Margarida Botelho, que todas as semanas vinha passear a sua ignorância num programa da RTP (O Corredor do Poder, se não me engano), agora, aparece esta tal de Rita Rato, que imediatamente alcançou a fama, não propriamente pelos seus encantos intelectuais. Percebo que o PCP, agastado pelas constantes referências ao envelhecimento do seu eleitorado, queira transparecer jovialidade, mas com jovens destes não vai longe. Enfim, com as ideias do partido julgo que será difícil encontrar outros jovens que não estes.

08
Set09

The logic of human messiness

Jorge Assunção
04
Abr09

O único totalitarismo condenável é o da extrema-direita

Jorge A.

A Resolução do Parlamento Europeu, de 2 de Abril de 2009, sobre a consciência europeia e o totalitarismo, infelizmente não contou com o voto de apoio dos dois deputados europeus eleitos pela CDU. O deputado europeu Pedro Guerreiro, na sua declaração de voto, afirma que o relatório "pretendeu branquear o nazi-fascismo e condenar o comunismo" e teve como objectivo "apagar o contributo decisivo dos comunistas e da União Soviética para a derrota do nazi-fascismo". Se alguém tenta branquear alguma coisa não é o relatório em causa, em que nada do que é dito é mentira, mas sim o senhor deputado europeu: tenta branquear os crimes do regime soviético.

 

Publicado no Eleições 2009.

11
Dez08

Those who cannot remember the past are condemned to repeat it *

Jorge A.

O Nuno Gouveia tem um texto dedicado aos derrotados da história, com o qual eu concordo em traços gerais, mas existem dois pontos que gostava de fazer sobre o mesmo. O primeiro sobre a conclusão:

Quem nunca teve o sentido da história nunca perceberá que foi ultrapassado por ela. Estamos em 2008, não em 1929.

É certo que a grande depressão estará associada à ascenção dos movimentos de extrema-direita ao poder, mas a Revolução de Outubro na Rússia deu-se em 1917, por isso não faria a associação da ascenção do comunismo necessariamente à grande crise do século XX (claro que ajudou a consolidar o poder de Estaline na União Soviética, mas isso é muito diferente de ter-lhe dado origem ou ter permitido a sua ascenção, para isso encontramos melhor explicação na primeira Grande Guerra). Já o que a crise de 1929 deu origem foi a uma cedência das forças de mercado à adopção de alguns principios socialistas na organização da sociedade e dessa situação parece-me que com esta crise também não escapamos. E isso leva-me imediatamente ao segundo ponto, quando no texto é afirmado:

Mas não vejo grandes razões para preocupação. A França também chegou a ter quase 20% da população a votar na extrema-direita, e o país não capitulou perante o radicalismo.

Discordo em absoluto. Em primeiro lugar porque o fenómeno por trás do radicalismo de extrema-direita (mais em concreto o francês) é de natureza diferente daquele que está por trás do radicalismo de extrema-esquerda. A crise será sempre terreno fértil para os extremistas alargarem as suas ambições, sejam eles de esquerda ou de direita, mas os motivos invocados para a crise e o sentimento geral da população perante a crise é neste momento favorável às forças radicais da esquerda. Na década de trinta do século XX era fácil motivar as pessoas para um movimento como o fascismo em Itália ou o nazismo na Alemanha com base num teor claramente patriótico e nacionalista, hoje em dia não me parece ser esse o caso (tirando um ou outro caso muito concreto onde tal pode acontecer, de onde a Áustria se destaca, mas que mesmo aí parece residual e que deverá ter ficado limitado com a morte de Haider). Mas ficando-me por Portugal, quer a retórica anti-mercado e anti-empresas, quer as condições históricas (na europa ocidental deu-se uma crucificação do fascismo que porventura não ocorreu em relação ao comunismo), favorecem que numa situação de dificuldades económicas as pessoas possam voltar-se para os primeiros demagogos que apresentem as propostas mais estapafúrdias rumo a um mundo "melhor". Eu acho que o Nuno Gouveia não vê grandes preocupações porque também não deve imaginar um cenário de crise acentuada prolongada no tempo em que os principais partidos portugueses, entretidos como andam, não consigam responder devidamente (para os distraidos, a nossa crise não começou este ano com a crise "mundial", mas vem desde o ano 2000 e não damos mostras de recuperar dela). Mas se as coisas não melhoram, eu acho que há mesmo razões para nos preocuparmos.

 

* George Santayana (The Life of Reason, Volume 1, 1905)

15
Ago08

Pontos de Vista

Jorge A.

Leio o comunicado do Partido Comunista Português "Sobre o conflito militar no Cáucaso". A palavra "Rússia" consta seis vezes no documento. O país onde se realizam os confrontos, a "Geórgia", é mencionado meras três vezes no documento. Os "EUA" tiveram direito a seis referências e, grande surpresa, a "Nato" tem direito ao maior número de referências, nada mais, nada menos, do que oito. Ainda sobram duas referências para o "Governo português" e tantas para a "União Europeia" como para a "China", o "Iraque", o "Kosovo" e a "Sérvia", ou seja, uma. Cada um tire as conclusões que quiser sobre o que incomoda o PCP, mas talvez por isso nesta guerra, ao contrário de outras, não se convocaram as manifestações anti-guerra da praxe. As guerras são igualmente más, mas há umas mais más que as outras.

04
Ago08

Soljenitsine na blogosfera

Jorge A.

Na morte de Soljenitsine, por Pedro Correia:

Quando outros calaram, por cobardia ou conveniência, ele expôs-se - servindo-se de um papel e de uma caneta para denunciar um regime iníquo. Estaline mandou deportá-lo para um campo de concentração siberiano, Brejnev deu-lhe ordem de expulsão do país.

Solzhenitsyn, RIP, por Andrew Sullivan: 

His accounts of what torture and dehumanization do to people - the enforcers and the victims - helped me better understand the utter incompatibility of freedom and torture of any kind, anywhere. If I had to point to one author who inspired my horror at what Cheney and Bush have done to America's integrity these past few years, it would be Solzhenitsyn.

Aleksandr Solzhenitsyn dies at 89, por Tyler Cowen: 

He did not in every way favor liberty, but he did more for liberty than almost any other person of the late 20th century.

The Best of Solzhenitsyn, por Bryan Caplan: 

But if any writer can make future generations of Russians look on the Soviet era with the horror it deserves, it's the man who stared down the Soviet Union at the height of its power - and outlived it by 17 years.
03
Ago08

Arquipélago Gulag

Jorge A.

Alexander Solzhenitsyn Is Dead at 89 

Solzhenitsyn's unflinching accounts of torment and survival in the Soviet Union's slave labor camps riveted his countrymen, whose secret history he exposed. They earned him 20 years of bitter exile, but international renown. And they inspired millions, perhaps, with the knowledge that one person's courage and integrity could, in the end, defeat the totalitarian machinery of an empire.

No livro onde relata as atrocidades dos campos de concentração soviéticos, Alexander Solzhenitsyn faz a dedicação em honra "a todos aqueles que não viveram para o contar". O livro é uma narrativa do autor sobre a sua experiência enquanto prisioneiro de um desses campos, e em honra de Solzhenitsyn e da história que tantas vezes é esquecida, em nome daqueles que não viveram para contar, mas também para que no futuro não haja nada do género para contar e pessoas que percam a vida antes de o poderem fazer, recomendo a leitura de Arquipélago Gulag.

02
Jul08

Ingrid Betancourt

Jorge A.

Colômbia: Ingrid Betancourt e três réféns americanos resgatados pelo Exército

 

A Colômbia vive atormentada pelo terrorismo das FARC, que surgiu enquanto braço armado do Partido Comunista Colombiano, desde a década de 60. Para o governo cubano e venezuelano as FARC não são terroristas, são insurgentes contra um poder opressor do povo. O Partido Comunista Português demonstra até algum carinho pelas FARC - e quando confrontado com as atrocidades que estes praticam, refugia-se sempre na falta de virtudes do actual governo colombiano. Para o leitor que queira divertir-se um pouco, poderá sempre ler os artigos de Miguel Urbano Rodrigues no Avante! (Guerrilheiras das FARC / A pequenez do CDS e a grandeza das FARC), autênticas delicias humoristicas, não fossem aquelas ilusões tomadas por verdade por alguns que as lêem.

 

Entretanto, Ingrid Betancourt foi libertada hoje numa acção de resgate do exército colombiano. Não se trata de uma vitória das forças armadas colombianas, mas de uma vitória para o mundo.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • Outras Casas

  •  
  • Blogs

  •  
  • Em Inglês

  •  
  • Think Tank

  •  
  • Informação

  •  
  • Magazines

  •  
  • Desporto

  •  
  • Audiovisual

  •  
  • Ferramentas

    Arquivo

    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2009
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2008
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2007
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2006
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D