Obama Wants "Buy American" Out Of Stimulus Bill
CHARLES GIBSON: A couple of quick questions. There are "Buy America" provisions in this bill. A lot of people think that could set up a trade war, cost American jobs. You want them out?
PRESIDENT OBAMA: I want provisions that are going to be a violation of World Trade Organization agreements or in other ways signal protectionism. I think that would be a mistake right now. That is a potential source of trade wars that we can't afford at a time when trade is sinking all across the globe.
CHARLES GIBSON: What's in there now? Do you think that does that? Do you want it out?
PRESIDENT OBAMA: I think we need to make sure that any provisions that are in there are not going to trigger a trade war.
A verificar-se, uma boa noticia.
American Hypocrisy in Auto Rescue Spurs Me-Too Trade Ire
A U.S.-triggered spate of global carmaker-bailout proposals may spark trade disputes over whether the Americans are unfairly trying to subsidize their industry or just making up for state aid foreign rivals already enjoy.
Em tempo de crise a tentação proteccionista dos governos face às indústrias nacionais é dos sentimentos que mais devem ser evitados. Muitos dos que na Europa defendem o bailout norte-americano à sua indústria automóvel só o fazem porque esperam replicar as mesmas soluções para as empresas com problemas nos seus países. Por todos e mais alguns motivos, é precisamente nesta altura de crise que o comércio livre deve ser mais preservado e a concorrência internacional valorizada, sob pena da crise prolongar-se. Na ânsia de salvarem indústrias nacionais ineficientes, os governos impedem a renovação do tecido produtivo e o ajuste natural das economias às novas condições de mercado. Com vista a salvar alguns no imediato, a maioria sai prejudicada. Não perceber isto é não perceber o essencial.
O Arnold Kling explica em parte porquê que a indústria automóvel norte-americana vê-se em risco de declarar falência:
The market is telling the American auto industry that it has too much capacity. It needs to shrink. A big reason that the auto industry is in trouble financially is that many of its current and past workers have retirement benefits (including medical care) that are defined benefits. That is, the benefits are promised regardless of whether enough money was contributed to provide for them. Under these circumstances, if the industry shrinks, it may not be able to cover the fixed costs represented by those defined benefits. In that case, the market is telling the auto companies to declare bankruptcy, with the proceeds from the sale of the auto plants going to creditors, including pension beneficiaries.
E o Greg Mankiw tem óptima recomendação para o novo presidente americano:
Economic isolationism is not in the national interest. A high point of the Clinton presidency was the enactment of the North American Free Trade Agreement, which passed both the House and Senate with a majority of Republicans and a minority of Democrats. Last Tuesday, many people voted for Mr. Obama hoping that he would achieve the kind of economic success that Mr. Clinton enjoyed in the 1990s. The best chance of delivering what they want requires abandoning some positions and pursuing a more moderate, bipartisan course.
E isto tem algum interesse para Portugal e os portugueses? Como Sarah Palin não diria melhor, you betcha - a começar no simples plano do debate de ideias, a acabar nas implicações que a adopção de um caminho mais proteccionista norte-americano terá na economia global enquanto um todo. E nós sabemos o quanto somos afectados pelo clima internacional.
Para além da crise no sector financeiro, o outro grande sector em crise nos Estados Unidos é o da indústria automóvel. Os três grandes de Detroit, General Motors, Ford e Chrysler, passam por um mau período. A primeira garante que a continuar assim ficará sem dinheiro para funcionar em meados de 2009; a segunda recentemente apresentou três biliões de dólares em prejuizo operacional e parece óbvio que se a GM falir a Ford vai atrás; a terceira, depois de falhadas as conversações para ser adquirida pela GM, está em negociações com a companhia sul-coreana Hyundai para o efeito. O motivo para esta quebra daquelas que são das maiores companhias automóveis do mundo? Bem, em primeiro lugar podemos começar pela protecção a que os trabalhadores destas empresas estão sujeitos pelos fortes sindicatos que os representam (e natural perda de competitividade que isso implica para a indústria no comércio global) - a United Auto Workers é um desses exemplo, não sendo de estranhar que recentemente tenham gasto três milhões de dólares na campanha para eleger Barack Obama para a presidência (lá, como cá, os sindicatos estão sempre dispostos a mamar do estado à custa de todos os restantes membros da sociedade). Em segundo lugar, a culpa é dos gestores bem remunerados destas empresas que tomaram decisões ruinosas, nomeadamente na decisão de apostar forte e feio no segmento dos SUV's. Não bastante o facto de estarem a levar uma coça dos modelos mais baratos e eficientes da Toyota (e o surpreendente dominio do Pryus no segmento ecológico), os gestores das grandes empresas americanas responderam, não apostando na eficiência, mas sim na potência e grandeza do carro (diziam eles que o consumidor americano tinha preferência por essas caracteristicas). A subida do preço do petróleo, como é óbvio, veio dar uma machadada nessa estratégia.
Ora, o quadro anterior procura demonstrar que o problema das grandes empresas automóveis americanas no seu próprio mercado não se trata só de um problema de quebra de vendas, as vendas tem diminuido para praticamente todas as empresas, mas é acima de tudo um problema de perda de quota de mercado. À medida que o consumidor americano cada vez mais prefere (seja pelo preço, pela eficiência, pela elegância, etc...) os carros de fabricantes asiáticos, as três grandes marcas americanas continuam a exercer pressão para ir ao bolso do contribuinte americano e assim salvarem-se.
Observação: qual a quota de mercado de empresas chinesas na indústria automóvel? Há historietas populistas que não colam tão bem com Japão e japoneses ou Coreia do Sul e sul coreanos. Mas a solução simples já se sabe qual é, diabolizar tudo o que é estrangeiro e proteger o que é nacional, tarifas para o que vem de fora, ou apoios estatais para o que é de dentro. O efeito, prolongar da crise para os americanos e os seus parceiros comerciais...
Na SIC Noticias dá uma reportagem que é para mim perturbante. E é perturbante pela ideia que lá tenta-se passar, uma espécie de diabolização da China e dos trabalhadores chineses que roubam emprego aos trabalhadores americanos. É uma forma engraçada de atribuir responsabilidades à crise e incapacidade americana à China. Faz lembrar a diabolização que os soviéticos faziam dos americanos.
Freer Trade Could Fill the World’s Rice Bowl
The reality is that many of today’s commodity shortages, including that for oil, occur because ever more production and trade take place in relatively inefficient and inflexible countries. We’re accustomed to the response times of Silicon Valley, but when it comes to commodities production, many of the relevant institutions abroad have only one foot in the modern age. In other words, the world’s commodities table is very far from flat.
Poor rice yields are not the major problem. The United Nations Food and Agriculture Organization estimates that global rice production increased by 1 percent last year and says that it is expected to increase 1.8 percent this year. That’s not impressive, but it shouldn’t cause starvation.
The more telling figure is that over the next year, international trade in rice is expected to decline more than 3 percent, when it should be expanding. The decline is attributable mainly to recent restrictions on rice exports in rice-producing countries like India, Indonesia, Vietnam, China, Cambodia and Egypt.
Lately, it’s become fashionable to assert that, in this time of financial market turmoil, the market-oriented teachings of Milton Friedman belong more to the past than to the future. The sadder truth is that when it comes to food production — arguably the most important of all human activities — Mr. Friedman’s free-trade ideas still haven’t seen the light of day.
Adapted from "The Tyranny of Controls" in Free to Choose: A Personal Statement, by Milton Friedman and Rose Friedman
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