Domingo, 25 de Outubro de 2009

A propósito do caso Obama/Fox News

Pergunta o Rui Pedro Nascimento, a propósito da guerra lançada pela administração Obama à Fox News:

 

A dúvida é: se o jornalista ou meio de comunicação social decide, no seu direito inalienável de Liberdade de Expressão, contestar uma pessoa, porque é que essa pessoa não tem o direito de Escolha de não falar a esse jornalista ou meio de comunicação?

 

Essa pessoa tem todo o direito, mas Obama (e Sócrates) não se representam só a si. São pessoas que ocupam um cargo institucional e quando estão a exercer tal cargo devem agir em função da responsabilidade inerente ao mesmo. Para mais, não foi Obama, a título pessoal, que entrou em guerra com a Fox News, mas a administração em peso, mesmo porque, não exercesse Obama o cargo em causa e a Fox News não se preocuparia minimanente com este.

publicado por Jorge Assunção às 13:45
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Pelo cano abaixo

 

A reforma da saúde prometida por Obama cada vez mais enfraquecida à medida que a popularidade do presidente vai desaparecendo (via: gallup).

publicado por Jorge Assunção às 23:42
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Domingo, 5 de Abril de 2009

Por outro lado

Na minha casa mando eu, por outro lado, Barack Obama teve hoje 20 mil pessoas nas ruas de Praga a ouvi-lo discursar. Dados os problemas de liderança dos checos, actualmente na liderança da UE, talvez fosse boa ideia naturalizar o homem, candidatá-lo a primeiro-ministro checo e pô-lo na presidência da UE.

publicado por Jorge A. às 18:15
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Novilingua na Casa Branca

They may be sending 21,000 more troops to Afghanistan, much as Mr. Bush did to Iraq, but it is not a “surge.” They may still be holding people captured on the battlefield at the prison at Guantánamo Bay, Cuba, but they are no longer “enemy combatants.” They may be carrying the fight to Al Qaeda as their predecessors did, but they are no longer waging a “war on terror.” So if not a war on terror, what then? “Overseas contingency operations.” And terrorist attacks themselves? “Man-caused disasters.” Every White House picks its words carefully, using poll-tested, focus-grouped language to frame issues and ideas to advance its goals.

publicado por Jorge A. às 19:00
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Recomendações

Em primeiro lugar recomendar o blogue O Valor das Ideias do Carlos Santos, onde os temas predominantes, nomeadamente a economia e a politica internacional (com foco especial na administração Obama), são analisados ao detalhe. Escusado será dizer que não concordo com tudo o que lá é dito, mas não concordar não significa não admirar e, muito menos, é impedimento para não recomendar e reconhecer o excelente trabalho que lá é desenvolvido. Se as ideias merecem ser valorizadas e discutidas, é certo que o Carlos faz por isso no blogue em questão. Em segundo lugar recomendar o livro E agora, Obama?, também da autoria do Carlos Santos e que traduz-se numa visão informada e bem estruturada sobre o que podemos esperar da administração Obama. Em terceiro lugar dizer que o Carlos é daquelas pessoas que, não tendo o prazer de o conhecer pessoalmente, tenho a satisfação de ter conhecido neste mundo virtual e fantástico, onde muito se aprende, que é a blogosfera.

publicado por Jorge A. às 02:02
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Prisma

Obama admits: "I screwed up"

"I'm frustrated with myself, with our team. ... I'm here on television saying I screwed up."

Barack Obama está a ter dificuldades em aprovar a sua equipa. Primeiro foi Bill Richardson, apontado para secretário de estado do comércio que teve de abdicar ainda antes de chegar à fase de aprovação pelo congresso, isto porque estava envolvido em suspeitas de favorecimento a empresas. Agora multiplicam-se os casos de pessoas que tiveram problemas com as suas declarações ao fisco, e se nesse aspecto o secretário de estado do tesouro escapou, ontem o apontado para secretário de estado da saúde, Tom Daschle, ficou pelo caminho. E mais coisas podiam ser apontadas à nova administração Obama, nomeadamente o plano de estimulo à economia defendido por Christina Romer, que em parte parece não levar em consideração conclusões de um estudo realizado por essa mesma Christina Romer, onde o impacto positivo da descida dos impostos no crescimento económico eram mais acentuadas do que agora estima. Ou o caricato que é o facto do agora apontado para secretário de estado do comércio, o republicano Judd Gregg, ter votado anteriormente a favor da extinção da agência que agora se prepara para dirigir. E agora compare-se estas noticias e atente-se ao que nos informavam os jornalistas de que o processo de escrutinio da administração Obama para com os apontados era a mais apertada alguma vez levada a cabo, imagino o que seria se não o fosse. Mas escrutinio que falta é o dos jornalistas, encantados com o novo presidente, o cão das filhas do novo presidente, a cor do novo presidente, e sabe-se lá mais o quê do novo presidente. Fosse George W. Bush a passar por estes problemas e seria engraçado saber o que se diria por estes lados do atlântico.

publicado por Jorge A. às 12:36
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Retórica

N'O Insurgente um post com atenção para o artigo do Wall Street Journal que aponta o novo secretário do tesouro norte-americano, Timothy Geithner, como o "Secretary of Bailouts", o Francisco Almeida Leite no Corta-Fitas diz que o homem "é um defensor acérrimo do intervencionismo do Estado" e que para quem está agora espantado "não foi por falta de aviso". Ora, sobre bailouts e intervencionismo de estado acho que a referência ao nome do actual secretário do tesouro republicano Hank Paulson devia arrumar o assunto de vez - porque pensar que os republicanos são nesse aspecto muito diferentes dos democratas é pura ilusão (especialmente com McCain a liderar uma administração republicana). Ao contrário do que o Francisco Almeida Leite sugere no seu post, se alguns devem mostrar-se admirados com as escolhas de Obama e agradavelmente surpreendidos é por estas indicarem  uma aposta na competência e aptidões técnicas, sendo do ponto de vista ideológico muito mais viradas para o centro do que para a esquerda (embora de alguém que tivesse Austan Goolsbee e Jason Furman como conselheiros económicos avisados já nós estávamos). E vale a pena dar uma vista de olhos pelo que algum pessoal de direita insuspeito têm dito das escolhas de Obama para a área económica:

"The Dow is up 6.5 percent. And Tim Geithner will be Treasury Secretary. That's the two pieces of good news." Tyler Cowen

"Christina Romer to chair the CEA. She understands the Great Depression very well. I can't vouch for her managerial or political abilities one way or the other, but intellectually this is a very good pick." Tyler Cowen

 

"Obama has named his economics team. Marquee names: Christina Romer at the CEA, Larry Summers to head the NEC, and Tim Geithner of the New York Fed for Treasury Secretary. All of these people are sterling choices... except for Geithner. And Geithner is wrong not because he won't be a good Treasury Secretary, but because he's such a very good president of the New York Fed." Megan McArdle

 

"President-elect Obama plans to name Christina Romer... to chair his Council of Economic Advisers. An excellent choice." Greg Mankiw (convém referir que Mankiw exerceu tal cargo durante a presidência de George Bush)

 

"Christina Romer’s appointment to the chair of the President’s Council of Economic Advisors is excellent news." Will Wilkinson

Já agora, para quem quer perceber o porquê do entusiasmo da direita americana com a escolha de Christina Romer, o estudo desta em cojunto com o marido onde chegavam a conclusões como esta talvez ajude (via. Hit & Run):

"Our estimates suggest that a tax increase of 1% of GDP reduces output over the next three years by nearly 3%. The effect is highly statistically significant."

Eu gostava de saber é o quê que o Daniel Oliveira e o Rui Tavares tem a dizer sobre tais escolhas.

publicado por Jorge A. às 20:46
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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Ler os Outros

O Pedro Correira tem feito um óptimo apanhado de algumas das coisinhas que à esquerda se foi escrevendo sobre Barack Obama subordinado ao tema para mais tarde recordar. E é um trabalho interessante porque estou absolutamente convencido que, salvo com a manutenção de uma qualquer ilusão, praticamente todos à esquerda (falo dos socialistas na verdadeira acepção da palavra e não dos sociais-democratas - ler a propósito o último tópico deste artigo do Alberto Gonçalves) irão mais tarde ou mais cedo desapontarem-se com Obama (a questão do médio oriente é uma boa aposta para motivo da primeira grande desilusão). Esta noticia do New York Times é particularmente relevante para perceber o que espera certa esquerda que se reviu em Obama: Obama Tilts to Center, Inviting a Clash of Ideas. Escuso de mencionar o quanto o "centro" na politica norte-americano anda muito próximo do que por cá se chamaria direita neoliberal. Por outro lado também vale a pena recordar o que o Pedro Correia dizia em Setembro de 2008:

Enquanto Obama não ganhou um voto com a péssima escolha de Joe Biden, enquanto deixava Hillary Clinton à margem. A qualidade de um político mede-se também por estas escolhas: quem está seguro da sua capacidade de liderar não receia designar um número dois que possa fazer-lhe sombra...

Espero agora que a the right woman in the right place lhe traga mais confiança nas qualidade politicas de Obama, que aliás sempre foram conhecidas por quem acompanhou o seu percurso desde o principio, ler a propósito o que diz David Axelrod agora sobre o novo presidente-eleito:

"I think it's fair to say that all of these appointees will have the full backing of the president. That's why he's selecting them. And the one thing I can tell you from working for six years with Barack Obama - that he is someone who invites strong opinions. He enjoys that - he thinks it's an important element of leadership."
publicado por Jorge A. às 17:00
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Hopemonger?

Obama Sweeps 3 States, Virgin Islands
publicado por Jorge A. às 03:53
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Obama Anthem



Para quem visionar o video (e convém explicar que este não é um video patrocinado pela campanha de Obama, mas nascido da participação de vários artistas sem que nada lhes fosse pedido), perceberá que entre os muitos argumentos para se gostar de Obama, outro de incalculável valor se impõe:
publicado por Jorge A. às 20:08
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Yes. They. Can.

And as we leave this state with a new wind at our backs, and take this journey across the country we love with the message we've carried from the plains of Iowa to the hills of New Hampshire; from the Nevada desert to the South Carolina coast; the same message we had when we were up and when we were down – that out of many, we are one; that while we breathe, we hope; and where we are met with cynicism, and doubt, and those who tell us that we can't, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people in three simple words: Yes. We. Can.
publicado por Jorge A. às 14:20
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

Stand-Up Comedy Act

Obama takes the gloves off, tries comedy

publicado por Jorge A. às 00:04
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Reagan, RFK e Obama

A primeira é com dedicatória especial para a Livia Borges (texto retirado daqui):

Watching Senator Barack Obama on Meet the Press last Sunday, I suddenly understood how so many people felt about Robert Kennedy in 1967 and 1968. Here is an enormously talented political figure with the capacity to inspire Americans and remind us of why America is the world's hope. Yet Obama, like Robert Kennedy in 1968, is a freshman senator for whom convention wisdom holds that a presidential run should be another cycle away. Many of Robert Kennedy's advisors pleaded for him to wait until 1972, when the field would be clear for him.

Robert Kennedy died before I was born, but he is my political hero because of his capacity for growth, because of his idealism, because of his toughness, and not the least because he chose to run for the presidency when it was difficult rather than preordained. He heeded the call to run at a time when our country was mired in an ill-conceived and and badly executed war.

RFK declared his candidacy at a time when Americans had come to distrust the words of the occupant of the Oval Office. And when Kennedy finally decided to run for the presidency, he chose to appeal to the better angels of America's nature.

Robert Kennedy famously quoted George Bernard Shaw: "Some men see things as they are and ask 'Why?' I dream things that never were and ask 'Why not?'"

Today I find myself hoping that Barack Obama will think of running for the presidency and say to himself, "Why not?"
A segunda uma afirmação de Obama sobre a influência e importância de Reagan na sociedade americana (texto retirado daqui):
But I think, when I think about great presidents, I think about those who transform how we think about ourselves as a country in fundamental ways so that, that, at the end of their tenure, we have looked and said to ours — that's who we are. And, and our, our — and for me at least, that means that we have a more expansive view of our democracy, that we've included more people into the bounty of this country. And, you know, there are circumstances in which, I would argue, Ronald Reagan was a very successful president, even though I did not agree with him on many issues, partly because at the end of his presidency, people, I think, said, "You know what? We can regain our greatness. Individual responsibility and personal responsibility are important." And they transformed the culture and not simply promoted one or two particular issues.
Tudo isto e muito mais no The Daily Dish de Andrew Sullivan.
publicado por Jorge A. às 21:54
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