Feliz Ano Novo

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Que não terminemos o próximo ano com técnicos estrangeiros a gerir a política económica nacional. Embora seja certo que terminaremos o ano com menos empresas em mãos nacionais – quando existe o défice na balança de pagamentos constante que caracteriza a nossa economia, o que os estrangeiros fazem é ficar com os nossos anéis. Que não nos levem os dedos.
Que para o ano tenhamos a tecnologia das ondas a funcionar, quer para justificar o milhão de euros que o contribuinte depositou em tão arrojado projecto, quer para aproveitar situação de temporal no fim de ano. Pode ser que assim, a EDP, em vez de não conseguir fornecer electricidade para determinadas zonas geográficas, tenha electricidade para dar e vender.
Que os portugueses paguem mais impostos, mas fiquem com mais nos bolsos. Por outras palavras, que o valor colectado de impostos não tenha origem num qualquer aumento das taxas, mas no aumento dos lucros das empresas e dos salários dos trabalhadores.
Que Portugal não acorde um dia sem dinheiro para construir rodovias, ferrovias e aeroportos. É que parece que o país não sobrevive sem isso.
Que o contribuinte não meta nem mais um tostão em empresas falidas, mal geridas e que prestam um péssimo serviço. Sejam essas empresas o BPN, a RTP ou a TAP.
Que o processo Casa Pia chegue ao fim. O facto de podermos manifestar este desejo para o ano de 2010, tantos anos após o ínicio do processo, é vergonhoso.
Que os jornalistas não descubram nenhum outro caso para prolongar durante meses a fio nos telejornais e programas da manhã/tarde deste país, que envolvam raparigas menor de idade que desapareceram, foram raptadas ou deslocaram-se para o país dos seus progenitores. É que já não há pachorra.
Que não tenhamos um ano mais quente que o de 1998, apesar do dióxido de carbono, do aquecimento global, do Bush e coisa e tal.
Que o Porto seja campeão nacional e a selecção nacional, com César Peixoto a titular na lateral esquerda, traga o caneco da África do Sul.
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