Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Progresso

Segundo uma entidade ambientalista brasileira é passar a fazer 'xixi no banho'. Isto porque poupamos nas descargas de água da sanita (história com vídeo da campanha publicitária aqui). Foi impossível não me lembrar da solução engenhosa de Bernie Focker (Dustin Hoffman) no filme Meet the Fockers: "If its yellow let it mellow, if its brown flush it down".

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publicado por Jorge Assunção às 15:05
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Aversão do Ambientalismo ao Capitalismo

Via Miguel Noronha:
The world’s cheapest car - a runabout costing just £1,300 - was unveiled in New Delhi to protests from environmentalists but delirious excitement from millions of ordinary Indians.
Gostava de ouvir sinceramente os argumentos dos ambientalistas a desfavor do novo carro barato - e mais que isso, qual a sua solução? Proibe-se a sua venda e veda-se o acesso de milhares de pobres a um automóvel? É isso, não é... é o capitalismo o promotor de desigualdades sociais? Ainda alguém acredita nisso?

A propósito disto a The Economist trazia um artigo interessante na sua edição passada, o mesmo referia o facto de que apesar de o fosso no rendimento entre mais ricos e mais pobres nos Estados Unidos ter aumentado durante o século XX, a verdade é que se no inicio do século um rico podia ter um carro e um pobre não, hoje um rico pode ter um carro topo de gama, mas o pobre não deixa de poder ter um carro - mesmo que dos baratos. E variados exemplos deste tipo encontramos na economia actual quando comparada com a de há 100 anos atrás. O capitalismo, mesmo que aumente o fosso entre ricos e pobres (o que numa visão absoluta não significa aumento da pobreza, repare-se), generalizou o consumo de determinados bens a todos os extractos populacionais... seria melhor a situação antiga? Não me parece...
publicado por Jorge A. às 02:09
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Outros Protagonistas, Mesmo Discurso

Na cimeira da Universidade de Lisboa a star figure Muammar Kadhafi exigiu uma indemnização dos países "colonizadores" aos paises "colonizados". Ao que parece, nas palavras de Kadhafi, a existência de colonizadores e colonizados poderia levar a actos de terrorismo, afirmando em jeito de ameaça que "hoje os fracos também conseguem-se vingar". Kadhafi fala por experiência própria, ou não tenha sido a Libia a patrocinar o atentado ao avião da companhia norte-americana da Pan Am em 1988.

Mas Muammar Kadhafi devia começar a reformular o discurso - bem sei, deve ser complicado a um líder que está desde 1969 no poder manter-se actualizado com todos os avanços no mundo - mas o discurso dos "colonizadores" versus "colonizados" já não pega. Devia, sei lá, ir aprender alguma coisa com a malta de Bali (não haveria melhor lugar para uma cimeira sobre alterações climáticas?). Por lá, o discurso já sofreu uma variação de forma a abordar a questão actual mais pertinente. Segundo consta "centenas de pessoas manifestaram-se hoje em Bali para insistir na “dívida” dos países ricos, largamente responsáveis pelas alterações climáticas, para com os países pobres."

publicado por Jorge A. às 00:23
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Outras Leituras

The threat to capitalism from the worldwide green movement is formidable, and Lal’s chapter “The Greens and Global Disorder” is the best short analysis of it I have read. He exposes the misanthropy underlying green philosophy. I have yet to meet a classical liberal who does not appreciate a healthy and diverse environment. However, the questions are: What can we preserve, and how can we preserve it without inflicting greater harm on ourselves? The green movement grows by preying on people’s natural fears of ecological catastrophe. Greens object to life-saving chemicals such as DDT, low-emission nuclear energy, genetically modified crops that save millions from malnutrition and starvation, harvesting of renewable resources, wind farms, geoengineering, and innumerable other initiatives worldwide that threaten their idyllic and static view of the world. They seek to employ the precautionary principle to veto any enterprise that bureaucratic scientists do not declare to be environmentally risk free. Civilization cannot exist in such a regime. The great green trump, of course, is climate change. The facts that the climate changes without human causation, that its fluctuations over long periods are well known, that the human contribution to climate change is speculative, that there are enormous costs in trying to stop climate change, that there are actual gains from climate change, that adaptation to climate change is feasible, and that there are technological and market-based alternatives to the Kyoto scheme do not deter green fundamentalists.
publicado por Jorge A. às 23:50
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Sem Limite

Parece que a chanceller Angela Merkel resistiu às pressões dos ambientalistas para acabar com as auto-estradas alemãs sem limite de velocidade. A tradição saiu por cima da agenda verde. Viva a velocidade ilimitada e, já agora, a Alemanha, um dos poucos países do mundo onde comprar um Lamborghini Gallardo faz sentido:

Já agora, e sobre o Top Gear, aconselho vivamente o teste ao Toyota Prius (what is a prius good for?).
publicado por Jorge A. às 21:44
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Entretanto...

...por terras nórdicas: Nobel da Paz para Al Gore e Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. Al Gore ganha por passar uma mensagem que agrada à comissão nomeada pelo parlamento norueguês para avaliar quem merecia ser o vencedor. Isto independentemente da mensagem passar fazendo uso de mentiras, embora seja de considerar que o cheque atribuido seja útil para Gore pagar a conta de electricidade da sua casa.
publicado por Jorge A. às 21:23
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Sábado, 25 de Agosto de 2007

It's getting cold in here

Manhã de Inverno em Agosto provoca chuvas intensas no Algarve

"Houve muitas saídas de carros, mas tudo por pequenas coisas, não há danos materiais nem pessoais", garantiu, acrescentando que este "é como se fosse um dia de Inverno normal".
Hoje acordei ao som da trovoada. O céu cinzento anuncia um dia mau para sair de casa. O aquecimento global deve andar chateado comigo pelas coisas que digo dele, e decidiu brindar-me com um dia destes neste sábado. Praias desertas e centros comercias a abarrotar de gente - vale que o glorioso joga às 19:15. Que o Benfica ganhe. E volta aquecimento global, estás perdoado... tá?!?
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publicado por Jorge A. às 14:55
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Enquanto não me incomodar...

Flying and climate change

Britons do seem to regard climate change as a problem, but there is little appetite for big lifestyle changes. One recent poll by Ipsos MORI found that most respondents were doing nothing to reduce their carbon emissions. In another survey, for the Sunday Times, 70% of people reckoned that greenery would drop right down the political agenda if economic growth stalled.

That latter result will be particularly worrying for the climate campers. The government believes economic growth is the strongest driver of demand for air travel. The protesters think so too, and conclude that economic growth must therefore come to an end. That view has the virtue of being admirably clear-eyed, but as a political sell, it looks rather tricky.
Leitura recomendada: Não há almoços grátis
publicado por Jorge A. às 22:15
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Sábado, 18 de Agosto de 2007

Good Night and Good Luck

Maradona regressa de férias ao seu melhor:

Eu pagava para estar em Silves quando isto aconteceu. Poder encher de porrada as trombas alternativas da esquerda ambientalista é o cenário mais próximo do paraiso que imagino.

publicado por Jorge A. às 20:29
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Limite da Lei - Ganho Social - Conflitualidade Não Violenta

Através do jcd chego a este texto de Miguel Portas a propósito da recente invasão de um um campo de milho transgénico cá no Algarve por parte de um bando de terroristas eco-fanáticos, de onde destaco:
Pelo contrário, simpatizo com movimentos que sejam capazes de fazer saltar para o debate público os “pontos negros” da nossa civilização ínovando nas acções, se necessário nos limites da lei. [...] O que surge como condenável é a queima de 1 hectare de milho transgénico. Lamento dizê-lo, mas esse aspecto deve ser colocado na balança do ganho social que o gesto induziu. [...] A nossa sociedade tem que aprender a conviver com novas formas de conflitualidade não-violenta.
publicado por Jorge A. às 13:49
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Não há almoços grátis

Relatório interno sugere a Londres que contorne fracasso do país nas energias renováveis

O Reino Unido, um dos auto-proclamados líderes do movimento europeu pró-climático, afinal não deverá cumprir a meta da União Europeia para as renováveis até 2020. Em vez dos 20 por cento, os britânicos vão ficar-se pelos nove por cento. Para remediar a situação, um relatório interno propôs aos ministros uma nova interpretação estatística para escamotear o fracasso em vez da aplicação de novas medidas, denuncia hoje o jornal “The Guardian”.
Os receios apocalipticos dos eco-fanáticos (expressão retirada directamente do léxico da insurgentologia) levam os governos a traçar planos irrealisticos. Face à impossibilidade de cumprir tais metas, os governos recuam e começam a procurar soluções para o beco em que se encontram. Uma opinião pública que já se deixou envolver pelo mito do fim do mundo, tal como o conhecemos, caso o dióxido de carbono continue a alargar à atmosfera, mas opinião pública essa que, apesar de em maioria, não consegue fazer por ela própria a mudança - diz que precisa da ajuda do poder do estado. Mas a mesma pessoa que advoga as teorias dos eco-fanáticos e que profeticamente diz ser necessário adoptar uma vida mais pró-ambiental, é a mesma pessoa que não muda o seu estilo de vida, e continua a viajar de avião e a usar o carro para ir para o emprego. É a mesma pessoa que consome larga energia para o computador, televisão, aparelhagem, ar-condicionado de que já não abdica, sem os quais já não sabe viver (exemplo acabado no supra-sumo dos defensores da nova religião, Al Gore). Na prática, é a mesma pessoa que recusa - e na minha opinião muito bem - a retroceder . Essa pessoa pensa que o preço por um suposto mundo melhor é barato - mas quando lhe atinge o estilo de vida, protesta. Os governos sabem isso. Sabem que enquanto o custo da mudança estiver indirectamente imputados nos impostos que pagamos ou no preço mais alto dos produtos que consumimos, a maior parte das pessoas lá vai vivendo a sua vida, advogando o "suposto" mundo melhor. Quando verdadeiramente perceberem que a coisa está-lhes a ir à carteira, ou a influenciar o seu estilo de vida, as queixas não tornarão a chegar.

Em 1798 Thomas Malthus advogava o seu famoso principio da população, segundo o qual qualquer melhoria de vida de determinada população seria minado pelo crescimento dessa mesma população. De 1798 até hoje, a população mundial não parou de crescer, e que eu saiba, não me parece que as condições de vida tenham piorado. Estaria tentado a dizer que melhoraram. Malthus cometera o grave erro de não perceber a importância da evolução tecnológica para o progresso da humanidade.

No inicio do século XX estimava-se que por meados do século seria insuportável viver em Lisboa, tal a quantidade de excremento de cavalo que existiria nas ruas. Estariam longe de imaginar o impacto que essa maravilhosa invenção que foi o automóvel iria ter nas nossas vidas.

Os eco-fanáticos, continuam a sua batalha contra o avanço tecnológico e o progresso da humanidade. Basta ver os protestos junto ao aeroporto de Heathrow:

Heathrow protesters 'may stage bomb hoax'
A hard core of anarchist demonstrators are drawing up plans to bring Heathrow to a standstill using an array of tactics including disguising themselves as ordinary holidaymakers to cause havoc in the airport terminals.
Os que fazem estas manifestações buscam o retrocesso. Lutam, portanto, contra aquilo que é a história da humanidade - e a aspiração de todo o ser humano. Estão longe de imaginar que é com o progresso, e não contra ele, que "o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança."

PS: por enquanto, e à falta de melhor, prefiro verificar que os governos preferem mentir sobre a impossibilidade de cumprirem metas irreais, do que cumprirem as metas até ao fim, e depois mentirem sobre as causas dos problemas que daí advirão.
publicado por Jorge A. às 00:15
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