Sábado, 18 de Abril de 2009

Brasil

Sobre a emergência do Brasil enquando potência regional, um excelente artigo na Newsweek: The Crafty Superpower.

publicado por Jorge A. às 23:14
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Democracia vs Liberdade

(Foto: Fernando Llano/Associated Press)

 

Hugo Chávez vence referendo que lhe permite permanecer no poder para além de 2012

 

Ontem, não foi a limitação ou falta dela de mandatos para Chávez que foi a votos na Venezuela, mas sim a ideia de que uma parte da população pode impôr restricções à liberdade individual de outra. A Venezuela afigura-se como um bom exemplo de situação em que a democracia e a liberdade não andam de mãos dadas e é por esta última que torço.

publicado por Jorge A. às 11:48
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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Ingrid Betancourt

Colômbia: Ingrid Betancourt e três réféns americanos resgatados pelo Exército

 

A Colômbia vive atormentada pelo terrorismo das FARC, que surgiu enquanto braço armado do Partido Comunista Colombiano, desde a década de 60. Para o governo cubano e venezuelano as FARC não são terroristas, são insurgentes contra um poder opressor do povo. O Partido Comunista Português demonstra até algum carinho pelas FARC - e quando confrontado com as atrocidades que estes praticam, refugia-se sempre na falta de virtudes do actual governo colombiano. Para o leitor que queira divertir-se um pouco, poderá sempre ler os artigos de Miguel Urbano Rodrigues no Avante! (Guerrilheiras das FARC / A pequenez do CDS e a grandeza das FARC), autênticas delicias humoristicas, não fossem aquelas ilusões tomadas por verdade por alguns que as lêem.

 

Entretanto, Ingrid Betancourt foi libertada hoje numa acção de resgate do exército colombiano. Não se trata de uma vitória das forças armadas colombianas, mas de uma vitória para o mundo.

publicado por Jorge A. às 22:07
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Tratado de Caracas

Hugo Chávez perdeu o referendo, mas não perdeu tempo em destacar a vitória do não ao socialismo do século XXI como uma vitória "de mierda". Também não deixou de afimar aquilo que só não seria expectável para os mais desatentos, mandando os venezuelanos prepararem-se "para uma nova ofensiva com a proposta, a mesma ou uma transformada ou simplificada, mas já estou seguro. Chegaram-me cartas do povo, porque o povo sabe que se se recolherem assinaturas essa reforma pode submeter-se a referendo de novo, em outras condições, em outro momento."

Ora, onde é que eu já ouvi isto. Com uns golpes de cosmética a proposta pode ser tão simplificada, tão simplificada, que o melhor será nem sequer ir a referendo. É a democracia europeia a dar cartas à democracia venezuelana.
publicado por Jorge A. às 23:43
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Da Democracia na Venezuela II

No próximo dia 2 de Dezembro, os venezuelanos vão referendar uma nova constituição que alarga ainda mais os poderes do Presidente. Terão outra vez o direito de eliminar limites constitucionais ao abuso de poder. Já não restam muitos para eliminar. Por isso, o próximo referendo pode ser o último. Pode-se argumentar que se o povo venezuelano votar pela instituição definitiva de um ditador, tem o que merece. Mas tem se se ter em conta que a minoria não merece ser conduzida à ditadura pela maioria.
João Miranda, no DN.
publicado por Jorge A. às 15:13
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Da Democracia na Venezuela

"If, on the other hand, a legislative power could be so constituted as to represent the majority without necessarily being the slave of its passions, an executive so as to retain a proper share of authority, and a judiciary so as to remain independent of the other two powers, a government would be formed which would be democratic while incurring scarely any risk of tyranny." Alexis de Tocqueville

Os Venezuelanos preparam-se para ir a votar a nova constituição proposta por Hugo Chávez que, entre outras coisas, reduzirá o horário de trabalho a seis horas diárias e permitirá a Chávez a reeleição para todo o sempre. Certa esquerda anda em polvorosa... e se a nova constituição for aprovada pela maioria, não toma o rumo traçado por Chávez tão legitimo como qualquer outro, dizem eles. Poderemos apelidar Chávez de ditador? Ora, esta merda, como é óbvio, fez-me imediatamente recordar o capitulo daquele livrinho de Alexis de Tocqueville (cujo nome é qualquer coisa como Democracy in America), e que inclui, entre outras coisas, uma secção sobre a tirania da maioria - se a democracia não for controlada por mecanismos que permitam a defesa das minorias, valerá de muita coisa a democracia? Tenho para mim que não.

A propósito recomendo a leitura deste post, ainda dos tempos em que o Rui Albuquerque escrevia no Blasfémias.
publicado por Jorge A. às 22:36
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Ao contrário

Ao contrário do que diz o Daniel Oliveira neste post, o rei espanhol é dos que mais legitimidade tem para criticar Chávez. Juan Carlos assegurou a transição pacifica da ditadura franquista para o actual regime democrático espanhol, já Chávez está a fazer a transição de um regime democrático para uma ditadura na Venezuela.
publicado por Jorge A. às 13:39
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Cimeira Ibero-Americana

Le Petit Dictador monta sempre o espectáculo para telespectador ver. No primeiro dia deu espectáculo:

Muito poucos saíram ilesos da meia hora de discurso de Hugo Chávez, ontem, na XVII Cimeira Ibero-Americana, em Santiago do Chile. [...] A regra dos cinco minutos de palavra por chefe de Estado não foi cumprida por Chávez, mas ninguém teve coragem de o interromper, dando tempo ao líder "bolivariano" para discorrer as suas propostas alternativas à agenda oficial do encontro entre os 22 chefes de Estado e de Governo ibero-americanos.

Hoje continuava a festa:
O actual chefe do Governo de Madrid, José Luis Rodríguez Zapatero, usou da palavra para insistir – já o tinha feito de manhã, em conferência de imprensa – no “respeito” por Aznar. [...] Chávez tentou interrompê-lo e, apesar de que o microfone se mantinha desligado, continuou, não longe da delegação espanhola, a reclamar o seu direito à liberdade de expressão.
O rei Juan Carlos de espanha é que não foi na cantiga e mandou Chávez calar-se. Quem não se curva ao pequeno ditador merece todo o meu respeito (hoje sou um bocadinho monárquico), mas claro que a festa continuou:
Em seguida, claramente perturbada, a anfitriã do encontro, a Presidente chilena, Michelle Bachelet, deu a palavra ao seu homólogo da Nicarágua, Daniel Ortega. Que recusou os “três minutos”, avisou que falaria o tempo que lhe apetecesse e, em nome da liberdade de expressão e da diversidade democrática, ofereceu primeiro a palavra a Chávez, para que pudesse responder a Espanha. [...] Daniel Ortega falou durante 20 minutos, apoiando as apreciações de Chávez sobre Aznar, criticando a “aliança político-militar” que aquele teceu com os EUA. Sempre olhos nos olhos com Zapatero e Juan Carlos, o líder da Nicarágua defendeu o “direito à liberdade de expressão” de Chávez, que apenas criticou “o cidadão” Aznar, que “fez e continua a fazer campanha contra a Venezuela”. “Se nós temos que vos respeitar, vocês têm de se dar ao respeito”, reclamou. Irritado, Juan Carlos acabou por abandonar a sala, tendo voltado ao plenário apenas após o hino, para a sessão de encerramento.
De cimeira só no nome, porque aquilo tem sido mais um circo. Os pequenos ditadores sul-americanos lidam mal com a democracia e o respeito pelos outros. Um total desprezo pelas regras de conduta. A habituação a terem um palco só para si, leva-os a confundirem liberdade de expressão com poderem dizer tudo o que lhes passa pela cabeça, em qualquer lugar, em qualquer momento, e durante quanto tempo achem necessário. Há um palhaço de serviço e alguns bobos da corte, e os restantes não se dão ao respeito. Curvam-se à palhaçada chávista. Daí que a tirada de rei Juan Carlos - Por qué no te callas? - acaba por ser das poucas coisas boas que aconteceram nesta cimeira. Afinal, sempre há quem não se curve e se dê ao respeito.
publicado por Jorge A. às 19:12
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