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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

28
Nov09

Não falemos, pois então...

Jorge Assunção

Soube-se hoje que o Segredo de Justiça no caso Face Oculta foi violado no fim de Junho, 4 meses antes de a violação ter chegado aos jornais. Essa violação do Segredo de Justiça favoreceu os suspeitos e a classe política associada. Só mesmo seguindo o conselho de Passos Coelho de não falar no assunto é que se pode preservar a credibilidade das instituições. Note-se que algo semelhante já tinha acontecido no caso Casa Pia. Alguns dos suspeitos souberam que estavam a ser investigados através de circuitos de informação ligados às tais “instituições” dias antes de o assunto ter sido tornado público pelos jornais.

 

João Miranda, no Blasfémias. E em quantos outros casos aconteceu o mesmo. Não foi Pinto da Costa avisado das buscas a sua casa e do mandato de detenção? Pois...

27
Nov09

Paula Teixeira da Cruz e Passos Coelho

Jorge Assunção

Paula Teixeira da Cruz coordenará o programa de Passos Coelho. Ora, nem Paula Teixeira da Cruz é uma mulher de direita, como claramente deverá ser o próximo líder do PSD, nem se lhe conhecem simpatias pelo liberalismo, com as quais Passos Coelho se identificou na sua anterior candidatura. Para além disso, Paula Teixeira da Cruz representou o pior PSD dos últimos anos, um partido snob e cabotino, invocando sistematicamente distinções «classistas» internas (é dela a famosa referência à «fuga das elites» que a eleição de Meneses provocaria). Uma péssima escolha, só justificável pela eventual necessidade de Passos Coelho se «credibilizar», o que só o diminui. Agora, ou Marcelo resolve descer à terra, ou deixa de haver esperança para qualquer recuperação do PSD.

 

Rui Albuquerque, no Portugal Contemporâneo. Eu só não diria que são más notícias, diria antes que são as notícias esperadas.

26
Nov09

O Portugal de Sócrates

Jorge Assunção

A propósito do que li aqui e aqui, confirmo que publiquei esta crónica no Público a 12 de Novembro, quinta-feira e na segunda-feira da semana seguinte, dia 16 de Novembro, a 2 horas de entregar o meu texto pronto para ser publicado na edição de terça do Diário Económico, como sempre fiz desde o princípio de 2008, fui contactado pelo editor de opinião do jornal informando-me de que a minha colaboração era dispensada. Não obstante ter escrito imediatamente ao director do Diário Económico manifestando a minha surpresa por ter sido dispensado sem uma explicação no próprio dia em que iria entregar um artigo, não recebi qualquer resposta.

 

Pedro Lomba, aqui. Há muito que o Diário Económico não esconde o que é. Quem compra o jornal em causa leva com desinformação pura e dura a favor do governo socialista. O que vale, é que o jornal em causa não tem os problemas financeiros do Público ou do Sol.

25
Nov09

Vergonhosa

Jorge Assunção

Toda a actuação do governador do Banco de Portugal sobre a possível subida de impostos, quer pelo que diz agora, quer pelo que não disse anteriormente, é vergonhosa - agora dá guarida a uma possível subida de impostos por parte do governo, antes das eleições não soube introduzir a questão para não incomodar (afinal, este é um governador que, por mais do que uma vez, já mostrou que não gosta de incomodar certo poder político, o socialista, nem certo poder financeiro: BPN, BPP e BCP). O governador, pessoa competente que tem um cargo de vice-governador do Banco Central Europeu para assegurar, já tinha dado garantias ao actual governo que até 2011 podia gastar à fartazana, agora vem dar guarida a uma possível subida de impostos. Cortar despesa? Está quieto, que o governo não pode perder o apoio popular. Esta forma de olhar para as contas do país é sustentável? Não se preocupa Constâncio com o futuro do país? Constâncio preocupa-se com o futuro, certamente, mas com um futuro muito particular: o seu. Quando outros andarem atarantados com a lama nacional, espera andar Constâncio por outras paragens com remuneração à altura da sua competência.

25
Nov09

Contentores de Alcântara

Jorge Assunção

Parece que, na Assembleia da República, os partidos da oposição (com excepção, até agora, do CDS) pensam apresentar um projecto de lei que tem como objectivo impedir o prolongamento do contrato da Mota-Engil na exploração dos contentores de Alcântara. Recorde-se que a extensão do prazo foi uma decisão do governo anterior, na altura com maioria absoluta, e que originou um relatório verdadeiramente demolidor do Tribunal de Contas a contestar o negócio. O problema é que mesmo aceitando que a decisão foi péssima (e eu estou convencido que foi), uma proposta que leve à anulação de tal extensão do contrato dará origem, sem grandes dúvidas, a uma reclamação judicial por parte da Mota-Engil e, provavelmente, até a uma indemnização. E é aqui que a porca torce o rabo, para recorrer a linguagem popular. É que por muito má que seja a decisão, está tomada, e se o valor esperado da indemnização superar o valor do ganho esperado com a reversão do contrato, mais vale deixar tudo como está e não embarcar em populismos demagógios só para satisfazer o jogo político-partidário. O mesmo é dizer que esperava (mas eu já sei que espero mais do que devia) que qualquer partido político sério que apresentasse uma proposta no sentido de anular o aditamento ao contrato agora em vigor tivesse 1) previsto a possibilidade de uma indemnização e 2) em caso de possibilidade de indemnização, tivessem feito contas para apurar se mesmo assim justificava-se levar tal projecto de lei para a frente. Eis quando, para surpresa minha (já sei que não tenho idade para me surpreender com estas coisas), aparece um jovem do PCP (para o caso suspeito que o partido até não seja propriamente relevante) que, quando confrontado com a possibilidade de o projecto de lei que o seu partido apresenta poder levar a uma indemnização à Mota-Engil, refere que pensa que se esta vier a ocorrer não deverá ultrupassar o ganho que a reversão do contrato dará origem. Pareceu-me matéria de fé, mas quero crer que estou enganado...

23
Nov09

Plano Inclinado

Jorge Assunção

O programa da SIC Noticias, com a moderação de Mário Crespo e a presença de Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato, é um dos melhores programas da televisão portuguesa. Até agora, os assuntos predominantes tem sido económicos e para quem quiser perceber foi lá dito o essencial sobre o estado da economia portuguesa. No programa do último sábado, foram ao ponto que faltava e que, de forma simplificada, explica o motivo porque ainda existem para ai uns economistas optimistas: os que não duvidam que a União Europeia, sobretudo com o esforço dos contribuintes alemães, irá ajudar a economia nacional. Basicamente, eles são optimistas não porque ignorem que estão a atirar para alto mar alguém que não sabe nadar, mas porque contam que, quando estivermos perto de afogarmo-nos, um tipo alto e loiro virá atirar a bóia e levar-nos para terra. Claro que continuaremos sem saber nadar. Mas, enfim, que tristeza de povo e de economistas.

22
Nov09

No país faz de conta

Jorge Assunção

Anda tudo num alvoroço porque existem umas escutas que confirmam que o primeiro-ministro mentiu na Assembleia da República quando se pronunciou sobre o caso TVI. Peço desculpa, meus caros, mas a mentira era evidente há muito. Só compreendo o barulho como manobra para manter o tema escutas ao primeiro-ministro à tona de água, mesmo porque, aparentemente, o conteúdo destas vai muito para além da descoberta que o primeiro-ministro mentiu. Ainda sobre a mentira, não é de negar a sua gravidade, mas o que nego é que o assunto só mereça atenção agora.

 

Em segundo lugar, também anda tudo em alvoroço porque a Sábado fez uma investigação onde apurou que os orgãos de comunicação sociais, nomeadamente o Público e o Sol, foram prejudicados pela publicidade feita por entidades de capital público. Ora, meu caros, mas alguém não sabia que assim era? Mais uma vez, não nego a gravidade do assunto, nego é que o assunto só mereça atenção agora.

 

No fundo, este é o país do faz de conta. Todos (ou quase todos, há sempre um ou outro mais ingénuo) sabemos o que se passa, mas ficamos à espera da confirmação do óbvio para abordarmos as coisas tal como elas são e para atribuir-lhes a gravidade de que se revestem. Outros há que, mesmo perante a descoberta do óbvio, continuam a tratar o assunto com pinças, não porque não saibam a gravidade do assunto em causa, mas sabem que o visado, o actual governo, mais propriamente o primeiro-ministro, é da sua área, e suspeitam que outro que lá vá parar, de outra área política, deixará tudo na mesma, por isso, mal por mal, antes este que outro. Estes últimos rapidamente evoluem para os que já nada de grave vêem nestas coisas: porque as coisas são o que são e sempre foram assim.

 

Portanto, meus caros, deixemos o primeiro-ministro descansar. Como não podem compreender essa primeira garantia que a sociedade portuguesa nos reserva: as coisas são o que são e sempre foram assim. Sempre foram assim e assim hão-de ser no futuro. Qualquer luta contra isso é uma luta inglória.

21
Nov09

Orçamento redistributivo

Jorge Assunção

Diria que o nome cosmético com que o governo pretende mascarar a segunda rectificação no orçamento do Estado quase que é apropriado. Aquilo que este governo mais faz é redistribuir. Chega até a redistribuir o rendimento que não existe, das gerações jovens e ainda por nascer, pela geração actualmente no poder (há, para todos os efeitos, uma expropriação de rendimento futuro de pessoas que não podem manifestar a sua opinião sobre o assunto). Os socialistas aparentam pensar que a capacidade de endividamento do país é eterna. Não fiquem admirados quando os mais capazes entre as gerações jovens e vindouras, perceberem que o melhor e mais prático neste país é abandoná-lo.

20
Nov09

Sanfona safou-se

Jorge Assunção

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