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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

30
Mar08

Rottweiller

Jorge A.

A origem da raça remonta aos tempos das legiões romanas o que faz da mesma uma das mais antigas do mundo. No inicio do século XX a sua existência esteve ameaçada, mas com o rebentar da 1ª guerra mundial e a maior necessidade de cães policia, os rottweiller voltaram a estar na moda.

 

O nosso governo passadas centenas de anos descobriu a pólvora: a raça é perigosa. Proibe-se a sua importação, reprodução e criação e espera-se que os rottweiller desapareçam de vez do território nacional.

 

Sorte a nossa em termos um governo tão moderno e preocupado.

29
Mar08

Tão perigosos que eles são*

Jorge A.

The Bene Gesserit Litany against Fear**

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain.

 

 

Um ataque aqui, outro acolá, e logo a espécie pode ser designada por raça perigosa. Mais, de tão perigosa que é, a sociedade aceita de bom tom que o poder central emita directivas cujo objectivo é acabar com a presença da espécie no território nacional. Os apaixonados por este tipo de animais é que não devem achar muita graça, e com razão. Eu, por mim confesso, não me sinto muito seguro ao pé de alguns destes bichos - tenho como pesadelo de infância um pastor alemão que me destruia as bolas de ténis no jardim público cá da rua, mas se for para acabar com raças perigosas, olhem, não sei, há por aí uma outra raça que costuma causar muitos mais danos do que os pobres dos animais.

 

*post inspirado nesta rábula do grande Herman

**retirado do livro de ficção cientifica: Dune

14
Mar08

Proibir... Obrigar...

Jorge A.
PS quer proibir colocação de “piercings” na língua

O PS entregou hoje no Parlamento um projecto de lei que regula o funcionamento dos estabelecimentos que fazem tatuagens e aplicam “piercings”, passando a ser proibida a sua aplicação na língua. Para os menores de 18 anos, o projecto estabelece a total proibição da aplicação de “piercings”, tatuagens e de maquilhagem permanente. [...] Por último, passa ainda a ser obrigatório que o pessoal técnico informe o consumidor "previamente e por escrito", sobre todos os procedimentos, natureza dos produtos a cujo contacto será submetido temporária ou permanentemente e possíveis consequências da realização de uma tatuagem ou colocação de “piercings”, "dando-lhe oportunidade para que possa reflectir acerca do assunto".
Sete raças de cães perigosos vão ser proibidas

O Governo está a preparar a proibição de sete raças de cães consideradas perigosas e de todos os animais que resultem do seu cruzamento com exemplares de outras raças. Pretende-se proibir a importação, reprodução e criação destes cães, segundo a rádio TSF, que avançou com a notícia. Este ministério tem em preparação um despacho que obrigará os donos dos cães considerados perigosos a procederem à sua esterilização no prazo de dois meses, sob pena de multa que pode ir de 500 a 45 mil euros.
15
Fev08

Estado da Nação

Jorge A.
A nação está de rastos, mas quem ouve falar aquele que governa a nação mal nota. Entretanto, são milhares e milhares que se vergam ao governo português. O medo paira na relação entre o estado e os seus cidadãos, quer seja na relação dos pequeno comércio com a ASAE, quer na relação do pequeno contribuinte para com o fisco - mas a apatia do cidadão face à repressão estatal é total. O governo está imparável, e aqueles que querem parar o governo, levam.

Uma sociedade civil que não se mexe, que não se questiona, que acha tudo muito normal. O cidadão não exige que o governo central o deixe levar a sua vidinha tanto quanto possível, antes pelo contrário, exige que o governo lhe resolva a vida - e alguém que se sente dependente do governo não deve (pode) criticar o mesmo.

Ora, não é por mal, que os outros queiram viver dependentes do Estado, muito bem, é lá com eles, mas eu gostava de um pouquinho mais de autonomia para mim próprio, sff.
21
Jan08

Lei do Tabaco

Jorge A.
"A lei é muito clara", diz o drº Francisco George, director geral de saúde, no Prós e Contras de hoje à noite. Depois perde cerca de cinco minutos a tentar explicar os parâmetros da qualidade do ar que têm de ser respeitados pelos restaurantes na nova lei do tabaco (inclusive fazendo referência à lei francesa, que é igual à portuguesa, mas inclui uma cláusula que...). José Sá Fernandes resume a intervenção do carissimo director geral de saude: "grande confussão que vai por aí". Antes disso a segunda figura da ASAE (compreende-se a falta da primeira figura, não fosse vir à baila o caso do casino Estoril), referiu que a única coisa que poderão exigir a um restaurante que tenha o sistema de extracção montado é a garantia do técnico que montou tal sistema de que tudo está conforme - depois remete para uns parâmetros que serão aprovados em 2009 (!). Vinte e um dias de aplicação da lei e a bandalheira é geral - não admira que o drº Francisco George tenha iniciado o debate fazendo referência à pacatez na aceitação da lei do povo português. No entanto seria bom que o drº Francisco George viesse visitar o restaurante que eu normalmente frequento à hora de almoço, ia ver a pacatez do povo português na aceitação da lei in loco... extractor? nem vê-lo, mas numa das salas que corresponde a 70% do espaço total do restaurante quem quer pode fumar. E certamente para espanto do srº drº director geral da saúde, ninguém se queixa...
09
Jan08

O Distico Azul é um Mal a Abater

Jorge A.
Diz a noticia que a DGS quer ver protegidos dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores. Dizem os não fumadores (que não eu que também não fumo) que os fumadores mal educados e intolerantes raramente os respeitavam. Combate-se a intolerância com a intolerância. Mas está visto que com esta lei não é a liberdade do fumador que está a ser posta em causa, mas a dos proprietários... e são todas elas tão boas as intenções do drº Francisco George, até me emociono de tanta preocupação com a saúde dos trabalhadores e clientes.
02
Jan08

Noticias de um país que se não existisse tinha de ser inventado

Jorge A.
Outro auto foi levantado no Algarve, pouco antes de almoço, quando o proprietário de um café da Fuzeta, concelho de Olhão, chamou a GNR para autuar um cliente que se recusava a apagar o cigarro.

Chegada a patrulha, o prevaricador e seus cigarros já tinham partido e o proprietário do café não conseguiu identificá-lo para posterior autuação. Porém, os militares da GNR acabaram por multar o dono do estabelecimento, por não ter colado os obrigatórios dísticos de proibição de fumar.
O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco, segundo o “Diário de Notícias”. A Confederação para a Prevenção do Tabagismo diz ser lamentável mas desvaloriza impacto.

Em explicações ao “Diário de Notícias”, António Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco.

No entanto, um parecer da Direcção Geral de Saúde indica que os casinos e salas de jogo, "sendo locais fechados, não podem deixar de se incluir no âmbito da aplicação a lei", além de estarem abrangidos na lei por "serem locais de trabalho".
31
Dez07

Fica Avisado

Jorge A.
Diz a Eo num comentário a este post:

Primeiro parece que o governo está mais preocupado em combater o tabaco do que por exemplo a droga, onde até já se equacionou fazer salas de chuto.
Nem a propósito, via O Insurgente, deparo-me com esta noticia do Público: Uso de pequenas quantidades de drogas está "liberalizado" em seis distritos
Se alguém for apanhado a fumar um charro ou a inalar cocaína em pequenas quantidades no distrito de Santarém pode ter que pagar uma coima ou ser mandado para tratamento, se o mesmo acontecer no distrito de Lisboa, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra e Faro nada acontece. Neste momento há seis distritos do país onde a compra, posse e consumo de droga em pequenas quantidades não tem consequências porque as comissões de dissuasão da toxicodependência (CDT)destes distritos estão sem poder decisório por falta de pessoal.
A partir do ano novo já sabe, antes ser apanhado a inalar droga do que tabaco. E não diga que não foi avisado. Assim vai este país.
31
Dez07

Ainda Bem

Jorge A.
Tabaco: «A saúde está primeiro»
Comerciantes destacam as vantagens dos espaços sem fumo: benefícios para a saúde de clientes e funcionários, para os edifícios e poupam o dinheiro das obras de adaptação.

Além das preocupações económicas, já que António Fonseca diz que as obras de adaptação são «um investimento considerável», há a preocupação com a saúde. «É óbvio que caminhamos para a proibição total de fumar em espaços fechados e ainda bem, já que a saúde está acima de tudo e pode ser que as pessoas até deixem de fumar».
Se "ainda bem" que "caminhamos" para o "óbvio", ou seja, a "proibição total de fumar em espaços fechados" porque a "saúde está acima de tudo", e se são os comerciantes que dão destaque a tal, gostava de perceber o porquê de os comerciantes por sua própria iniciativa já não terem caminhado em direcção ao ainda bem do óbvio. É óbvio que há qualquer coisa aqui que me escapa...

Entretanto, há quem queira evitar o óbvio (ainda mal? será?):

António Gomes da Silva, proprietário do restaurante Solar do Pátio, no Porto, já decidiu: a partir de 1 de Janeiro, o restaurante será um espaço de fumadores. «Eu sou fumador, assim como 99 por cento dos meus clientes, por isso, só faz sentido que permita fumar». O responsável adianta que está a preparar o restaurante com extracção para o exterior e já tem o dístico de fumadores para colocar na porta.

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