Domingo, 30 de Março de 2008

Proibir o Telemóvel

Segundo esta noticia o telemóvel pode ser mais perigoso (no sentido de vir a provocar mais mortes) do que o tabaco ou a exposição ao amianto. Só resta esperar pela próxima directiva dos vários governos centrais preocupados com o bem estar das suas populações no sentido de proibir a utilização dos mesmos.

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publicado por Jorge A. às 00:57
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Rottweiller

A origem da raça remonta aos tempos das legiões romanas o que faz da mesma uma das mais antigas do mundo. No inicio do século XX a sua existência esteve ameaçada, mas com o rebentar da 1ª guerra mundial e a maior necessidade de cães policia, os rottweiller voltaram a estar na moda.

 

O nosso governo passadas centenas de anos descobriu a pólvora: a raça é perigosa. Proibe-se a sua importação, reprodução e criação e espera-se que os rottweiller desapareçam de vez do território nacional.

 

Sorte a nossa em termos um governo tão moderno e preocupado.

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publicado por Jorge A. às 00:56
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Sábado, 29 de Março de 2008

Tão perigosos que eles são*

The Bene Gesserit Litany against Fear**

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing.
Only I will remain.

 

 

Um ataque aqui, outro acolá, e logo a espécie pode ser designada por raça perigosa. Mais, de tão perigosa que é, a sociedade aceita de bom tom que o poder central emita directivas cujo objectivo é acabar com a presença da espécie no território nacional. Os apaixonados por este tipo de animais é que não devem achar muita graça, e com razão. Eu, por mim confesso, não me sinto muito seguro ao pé de alguns destes bichos - tenho como pesadelo de infância um pastor alemão que me destruia as bolas de ténis no jardim público cá da rua, mas se for para acabar com raças perigosas, olhem, não sei, há por aí uma outra raça que costuma causar muitos mais danos do que os pobres dos animais.

 

*post inspirado nesta rábula do grande Herman

**retirado do livro de ficção cientifica: Dune

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publicado por Jorge A. às 22:19
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Proibir... Obrigar...

PS quer proibir colocação de “piercings” na língua

O PS entregou hoje no Parlamento um projecto de lei que regula o funcionamento dos estabelecimentos que fazem tatuagens e aplicam “piercings”, passando a ser proibida a sua aplicação na língua. Para os menores de 18 anos, o projecto estabelece a total proibição da aplicação de “piercings”, tatuagens e de maquilhagem permanente. [...] Por último, passa ainda a ser obrigatório que o pessoal técnico informe o consumidor "previamente e por escrito", sobre todos os procedimentos, natureza dos produtos a cujo contacto será submetido temporária ou permanentemente e possíveis consequências da realização de uma tatuagem ou colocação de “piercings”, "dando-lhe oportunidade para que possa reflectir acerca do assunto".
Sete raças de cães perigosos vão ser proibidas

O Governo está a preparar a proibição de sete raças de cães consideradas perigosas e de todos os animais que resultem do seu cruzamento com exemplares de outras raças. Pretende-se proibir a importação, reprodução e criação destes cães, segundo a rádio TSF, que avançou com a notícia. Este ministério tem em preparação um despacho que obrigará os donos dos cães considerados perigosos a procederem à sua esterilização no prazo de dois meses, sob pena de multa que pode ir de 500 a 45 mil euros.
publicado por Jorge A. às 23:33
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Estado da Nação

A nação está de rastos, mas quem ouve falar aquele que governa a nação mal nota. Entretanto, são milhares e milhares que se vergam ao governo português. O medo paira na relação entre o estado e os seus cidadãos, quer seja na relação dos pequeno comércio com a ASAE, quer na relação do pequeno contribuinte para com o fisco - mas a apatia do cidadão face à repressão estatal é total. O governo está imparável, e aqueles que querem parar o governo, levam.

Uma sociedade civil que não se mexe, que não se questiona, que acha tudo muito normal. O cidadão não exige que o governo central o deixe levar a sua vidinha tanto quanto possível, antes pelo contrário, exige que o governo lhe resolva a vida - e alguém que se sente dependente do governo não deve (pode) criticar o mesmo.

Ora, não é por mal, que os outros queiram viver dependentes do Estado, muito bem, é lá com eles, mas eu gostava de um pouquinho mais de autonomia para mim próprio, sff.
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publicado por Jorge A. às 00:16
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Lei do Tabaco

"A lei é muito clara", diz o drº Francisco George, director geral de saúde, no Prós e Contras de hoje à noite. Depois perde cerca de cinco minutos a tentar explicar os parâmetros da qualidade do ar que têm de ser respeitados pelos restaurantes na nova lei do tabaco (inclusive fazendo referência à lei francesa, que é igual à portuguesa, mas inclui uma cláusula que...). José Sá Fernandes resume a intervenção do carissimo director geral de saude: "grande confussão que vai por aí". Antes disso a segunda figura da ASAE (compreende-se a falta da primeira figura, não fosse vir à baila o caso do casino Estoril), referiu que a única coisa que poderão exigir a um restaurante que tenha o sistema de extracção montado é a garantia do técnico que montou tal sistema de que tudo está conforme - depois remete para uns parâmetros que serão aprovados em 2009 (!). Vinte e um dias de aplicação da lei e a bandalheira é geral - não admira que o drº Francisco George tenha iniciado o debate fazendo referência à pacatez na aceitação da lei do povo português. No entanto seria bom que o drº Francisco George viesse visitar o restaurante que eu normalmente frequento à hora de almoço, ia ver a pacatez do povo português na aceitação da lei in loco... extractor? nem vê-lo, mas numa das salas que corresponde a 70% do espaço total do restaurante quem quer pode fumar. E certamente para espanto do srº drº director geral da saúde, ninguém se queixa...
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publicado por Jorge A. às 23:11
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

O Distico Azul é um Mal a Abater

Assim, para "promover o cumprimento da lei", a DGS anuncia que vai solicitar à ASAE "que desencadeie, prioritariamente, inspecções nos estabelecimentos de restauração e bebidas que tenham afixado o dístico azul". Francisco George aproveita ainda para sublinhar que "os equipamentos de ventilação e extracção de ar para o exterior só estarão em conformidade com os requisitos legais se forem autónomos em relação ao sistema geral e se garantirem a qualidade do ar interior de forma a protegerem dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores".
Diz a noticia que a DGS quer ver protegidos dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores. Dizem os não fumadores (que não eu que também não fumo) que os fumadores mal educados e intolerantes raramente os respeitavam. Combate-se a intolerância com a intolerância. Mas está visto que com esta lei não é a liberdade do fumador que está a ser posta em causa, mas a dos proprietários... e são todas elas tão boas as intenções do drº Francisco George, até me emociono de tanta preocupação com a saúde dos trabalhadores e clientes.
publicado por Jorge A. às 23:31
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Noticias de um país que se não existisse tinha de ser inventado

Pelo menos dois autos levantados por incumprimento da nova lei do tabaco

Outro auto foi levantado no Algarve, pouco antes de almoço, quando o proprietário de um café da Fuzeta, concelho de Olhão, chamou a GNR para autuar um cliente que se recusava a apagar o cigarro.

Chegada a patrulha, o prevaricador e seus cigarros já tinham partido e o proprietário do café não conseguiu identificá-lo para posterior autuação. Porém, os militares da GNR acabaram por multar o dono do estabelecimento, por não ter colado os obrigatórios dísticos de proibição de fumar.
Inspector-geral da ASAE fotografado a fumar com lei já em vigor

O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco, segundo o “Diário de Notícias”. A Confederação para a Prevenção do Tabagismo diz ser lamentável mas desvaloriza impacto.

Em explicações ao “Diário de Notícias”, António Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco.

No entanto, um parecer da Direcção Geral de Saúde indica que os casinos e salas de jogo, "sendo locais fechados, não podem deixar de se incluir no âmbito da aplicação a lei", além de estarem abrangidos na lei por "serem locais de trabalho".
publicado por Jorge A. às 19:56
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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Fica Avisado

Diz a Eo num comentário a este post:

Primeiro parece que o governo está mais preocupado em combater o tabaco do que por exemplo a droga, onde até já se equacionou fazer salas de chuto.
Nem a propósito, via O Insurgente, deparo-me com esta noticia do Público: Uso de pequenas quantidades de drogas está "liberalizado" em seis distritos
Se alguém for apanhado a fumar um charro ou a inalar cocaína em pequenas quantidades no distrito de Santarém pode ter que pagar uma coima ou ser mandado para tratamento, se o mesmo acontecer no distrito de Lisboa, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra e Faro nada acontece. Neste momento há seis distritos do país onde a compra, posse e consumo de droga em pequenas quantidades não tem consequências porque as comissões de dissuasão da toxicodependência (CDT)destes distritos estão sem poder decisório por falta de pessoal.
A partir do ano novo já sabe, antes ser apanhado a inalar droga do que tabaco. E não diga que não foi avisado. Assim vai este país.
publicado por Jorge A. às 15:53
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Ainda Bem

Tabaco: «A saúde está primeiro»
Comerciantes destacam as vantagens dos espaços sem fumo: benefícios para a saúde de clientes e funcionários, para os edifícios e poupam o dinheiro das obras de adaptação.

Além das preocupações económicas, já que António Fonseca diz que as obras de adaptação são «um investimento considerável», há a preocupação com a saúde. «É óbvio que caminhamos para a proibição total de fumar em espaços fechados e ainda bem, já que a saúde está acima de tudo e pode ser que as pessoas até deixem de fumar».
Se "ainda bem" que "caminhamos" para o "óbvio", ou seja, a "proibição total de fumar em espaços fechados" porque a "saúde está acima de tudo", e se são os comerciantes que dão destaque a tal, gostava de perceber o porquê de os comerciantes por sua própria iniciativa já não terem caminhado em direcção ao ainda bem do óbvio. É óbvio que há qualquer coisa aqui que me escapa...

Entretanto, há quem queira evitar o óbvio (ainda mal? será?):

«O meu restaurante é para fumadores»
António Gomes da Silva, proprietário do restaurante Solar do Pátio, no Porto, já decidiu: a partir de 1 de Janeiro, o restaurante será um espaço de fumadores. «Eu sou fumador, assim como 99 por cento dos meus clientes, por isso, só faz sentido que permita fumar». O responsável adianta que está a preparar o restaurante com extracção para o exterior e já tem o dístico de fumadores para colocar na porta.
publicado por Jorge A. às 01:53
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Um Feliz '08 para a Restauração Portuguesa

ASAE diz que metade dos restaurantes e cafés portugueses estão condenados a fechar
Metade dos restaurantes e cafés em Portugal “estão condenados a fechar” por não cumprirem a legislação comunitária ou por não terem viabilidade económica, disse hoje ao semanário “Sol” António Nunes, o inspector-geral da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica).

António Nunes referiu um relatório da Comissão Europeia, segundo o qual “o nível de aplicação das regras de higiene e de controlo oficial [em Portugal] não é satisfatório”.

Além disso, Portugal tem “três vezes mais restaurantes por habitante do que a média europeia”. A União Europeia tem “uma média de 374 habitantes por restaurante; em Portugal são 131. Isto não tem viabilidade económica”, afirmou.
A ditadura dos burocratas europeus chegou e está para durar. E acho "ternurenta" a preocupação do inspector-geral da ASAE para com a viabilidade económica dos restaurantes e cafés portugueses. Se os restaurantes e cafés não tem viabilidade económica deixemos o mercado funcionar que mais tarde ou mais cedo alguns fecharão, o que reduz a utilidade do excelentissimo inspector geral da ASAE nessa matéria a zero. Será que não passa pela cabeça do exmº senhor da ASAE que a média de restaurantes por habitante em Portugal é bastante superior à média europeia por questões culturais? E que, portanto, ao contrário do que está implicito nas declarações do excelentissimo senhor da ASAE, o elevado número de restaurantes por habitante em Portugal não revela necessariamente um problema de inviabilidade económica no sector, mas antes pelo contrário, que em Portugal há viabilidade para ser gerada tal situação.

Mas se o objectivo é trasnformar-nos um tanto ou quanto mais anglo-saxónicos, mais MacDonald's, mais Pan's & Company, resumindo e concluindo, mais fast food, estamos no bom caminho. Ficamos é dia para dia, um bocadinho menos portugueses...
publicado por Jorge A. às 15:27
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Um Feliz '08 para os Fumadores Portugueses

Vida dos fumadores portugueses muda a partir de 3ª feira
A partir de terça-feira a vida dos fumadores portugueses vai mudar com a entrada em vigor da nova lei do tabaco, que genericamente proíbe o fumo em todos os espaços destinados a utilização colectiva.
publicado por Jorge A. às 14:30
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Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Esperança da Direita Liberal?

"[T]o proclaim spiritual sisterhood with lesbians... is so repulsive a set of premises from so loathsome a sense of life that an accurate commentary would require the kind of language I do not like to see in print." Ayn Rand

"involves psychological flaws, corruptions, errors, or unfortunate premises" idem

"is immoral, and more than that; if you want my really sincere opinion, it's disgusting."
idem
Ora, isto é para citar alguém cujo pensamento filosófico julgo que o CAA aprecia - CAA esse que na sequência deste post do Tiago Mendes - que casca forte e feio no André Azevedo Alves - refere que ainda "há esperança para a direita liberal em Portugal". Espero que o CAA liberte-se de vez do pensamento de Rand, não vá as esperanças desvanecerem por aqueles lados. O debate em torno do "eu sou mais liberal do que tu" é coisa que não me empolga, e já o Tiago Mendes tinha enveredado por esse caminho nas suas últimas palavras: Se me indicarem uma escola filosófica (a Bobone não vale, tenham lá paciência) onde a educação se sobreponha liminarmente a tudo o resto (incuindo os “restos” que ao visado dizem nada) e uma tradição liberal que simpatize com tão guerreira e visceral intolerância, vergo-me perante vós.

Mas não é nada que não tenha sucedido antes na blogosfera liberal. Assim sucedeu (e sucede) com Pedro Arroja, que sempre que debita um post onde o nome judeu aparece escrito é vilipendiado a torto e a direito - curiosamente, um dos maiores patrocinadores da sua saida do Blasfémias foi, se não ele quem mais, CAA.

Tenho cá para mim que as opiniões de Ayn Rand sobre a matéria da homossexualidade eram tão legitimas como a minha, que tenho opinião diferente. Com Pedro Arroja também não concordo em quase nada do que escreve sobre os judeus e com o André Azevedo Alves discordo a maior parte das vezes do seu lado "beato" (se é que me entendem). Mas não contesto o facto de serem liberais de corpo e alma só porque tem uma opinião diferente da minha - parece-me, aliás, uma má ideia (e nada liberal) a promoção do pensamento uniformizado.

O que me importa a mim, no Pedro Arroja, no AAA, no Tiago Mendes, no CAA, e em todos os outros que se dizem liberais, é que independentemente dos seus pontos de vista pessoais, no fim consigam fazer como Ayn Rand:
"I do not approve of such practices or regard them as necessarily moral, but it is improper for the law to interfere with a relationship between consenting adults."
E mais não digo...
publicado por Jorge A. às 00:06
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

Democracia - what are you good for?

Os americanos, sob o comando de George W. Bush júnior, tem tido como posição "implementar" a democracia no médio oriente - forçaram a imposição de uma democracia para a palestina, e agora, forçam a imposição de uma democracia no Iraque. É como se a partir do momento em que as populações expressam a sua posição pelo voto, todos os problemas ficassem resolvidos. Parece-me a mim, que partem de um equívoco.

Durante anos, uma das diferenças apontada entre israelitas e palestinianos era que os primeiros tomavam as suas posições de forma democrática (a maioria do povo decidia), e os segundos eram liderados por uma fracção ditatorial representada por Arafat. Chegada a hora da democracia falar na Palestina o que aconteceu? O povo elegeu o Hamas, que não deixava de ser mais radical que a Fatah do entretanto falecido Arafat. Do "levar" a democracia ao médio oriente, começou-se a minar lentamente, e de forma encaputada, o resultado democrático palestiniano, de tal forma, que a Fatah, derrotada eleitoralmente, tem agora o apoio americano e europeu no terreno.

Em Timor, foi visível o contentamento dos portugueses para com as primeiras eleições timorenses que contaram com uma participação elevada por parte da comunidade local. E agora, o que há? O governo de Timor é liderado por um partido que não aquele que teve a maioria dos votos nas últimas eleições. Faz sentido? Por razões que não vou explicitar agora, faz.

E na Venezuela, não é pela via democrática que Chávez impõe a sua ditatura? É. Deve-se então aceitar o que se passa na Venezuela como certo, só porque é o resultado expresso pela maioria da população venezuelana? Para mim, a resposta é um redondo não.

Não é a democracia que os americanos deviam estar interessados em levar para o resto do mundo, mas sim a protecção dos direitos inalienáveis de cada individuo, em suma, a liberdade. Mas claro que a liberdade é mais dificil de implementar do que a democracia - especialmente em povos não habituados a ela.

E uma das boas formas de implementar a liberdade é através do exemplo - e os Estados Unidos, nesse campo, costumavam ser líderes no panorama internacional. Mas nisso, esta América liderada por George Bush não tem sido grande exemplo, pois não? Coisas como Guantanamo e o Patriot Act não tem servido de bons exemplos à causa da liberdade, o que é uma pena.
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publicado por Jorge A. às 19:35
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

The Radical Candidate



É para mim verdadeiramente impressionante - e diz muito sobre o país em causa - que um candidato com as ideias de Ron Paul consiga ter alguma visibilidade mediática. A coisa (ainda) é apresentada como radical - e até certo ponto o será - mas começa a fazer mossa na "normalidade" politica norte-americana. Num só dia, 5 de Novembro de 2007, o candidato Ron Paul amealhou via internet 4,3 milhões de dólares - contribuição essa que partiu de 36 672 pessoas. Mais interessante, é que a ideia desta contribuição mega gigantesca concentrada num só dia não partiu do candidato:

James Sugra posted an online video proposing a big day of fund-raising for Paul, and Trevor Lyman separately created a site that featured the video.

Dia 16 de Novembro há mais, juntem-se para a tea party 2007:

On December 16th, 1773, American colonists dumped tea into the Boston Harbor to protest an oppressive tax. This December 16th, American citizens will dump millions of dollars into the Ron Paul presidential campaign to protest the oppressive and unconstitutional inflation tax - which has enabled a flawed foreign policy, a costly war and the sacrificing of our liberties here at home.

Para mais, há sempre o blog de apoio português a Ron Paul: Portugal for Ron Paul. Boas leituras.

publicado por Jorge A. às 13:02
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Da Democracia na Venezuela II

No próximo dia 2 de Dezembro, os venezuelanos vão referendar uma nova constituição que alarga ainda mais os poderes do Presidente. Terão outra vez o direito de eliminar limites constitucionais ao abuso de poder. Já não restam muitos para eliminar. Por isso, o próximo referendo pode ser o último. Pode-se argumentar que se o povo venezuelano votar pela instituição definitiva de um ditador, tem o que merece. Mas tem se se ter em conta que a minoria não merece ser conduzida à ditadura pela maioria.
João Miranda, no DN.
publicado por Jorge A. às 15:13
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Da Democracia na Venezuela

"If, on the other hand, a legislative power could be so constituted as to represent the majority without necessarily being the slave of its passions, an executive so as to retain a proper share of authority, and a judiciary so as to remain independent of the other two powers, a government would be formed which would be democratic while incurring scarely any risk of tyranny." Alexis de Tocqueville

Os Venezuelanos preparam-se para ir a votar a nova constituição proposta por Hugo Chávez que, entre outras coisas, reduzirá o horário de trabalho a seis horas diárias e permitirá a Chávez a reeleição para todo o sempre. Certa esquerda anda em polvorosa... e se a nova constituição for aprovada pela maioria, não toma o rumo traçado por Chávez tão legitimo como qualquer outro, dizem eles. Poderemos apelidar Chávez de ditador? Ora, esta merda, como é óbvio, fez-me imediatamente recordar o capitulo daquele livrinho de Alexis de Tocqueville (cujo nome é qualquer coisa como Democracy in America), e que inclui, entre outras coisas, uma secção sobre a tirania da maioria - se a democracia não for controlada por mecanismos que permitam a defesa das minorias, valerá de muita coisa a democracia? Tenho para mim que não.

A propósito recomendo a leitura deste post, ainda dos tempos em que o Rui Albuquerque escrevia no Blasfémias.
publicado por Jorge A. às 22:36
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Uma espécie de repost

"Se todos os seres humanos, menos um, tivessem uma opinião, e apenas uma pessoa tivesse a opinião contrária, os restantes seres humanos teriam tanta justificação para silenciar essa pessoa como essa pessoa teria justificação para silenciar os restantes seres humanos, se tivesse poder para tal. Caso uma opinião constituísse um bem pessoal sem qualquer valor excepto para quem a tem, e se ser impedido de usufruir desse bem constituísse apenas um dano privado, faria alguma diferença se o dano estava a ser infligido apenas sobre algumas pessoas, ou sobre muitas. Mas o mal particular em silenciar a expressão de uma opinião é que constitui um roubo à humanidade; à posteridade, bem como à geração actual; àqueles que discordam da opinião, mais ainda do que àqueles que a sustentam. Se a opinião for correcta, ficarão privados da oportunidade de trocar erro por verdade; se estiver errada, perdem uma impressão mais clara e viva da verdade, produzida pela sua confrontação com o erro - o que constitui um beneficio quase igualmente grande." John Stuart Mill, Sobre a Liberdade

Gosto particularmente deste excerto do livro Sobre a Liberdade de Stuart Mill, livro esse que para mim seria interessante ter sido lido e compreendido por muito boa gente. Não é que exista uma obrigatoriedade de aceitar a posição defendida no livro, especialmente no que toca ao princípio do dano, mas a vertente da defesa da liberdade de expressão e opinião é muito forte e de dificil contraditório. Que se diga que "o lugar da mulher é na cozinha"; "a homossexualidade é uma doença"; "os negros são menos inteligentes que os brancos"; "o holocausto não aconteceu", etc... etc... pode não se enquadrar no pensamento dominante - e pode ser mesmo que o pensamento dominante seja baseado na verdade - mas não devem ser silenciados aqueles que digam o contrário.

Querer colocar à margem da sociedade aqueles que encaram a homossexualidade como algo ruim, é tão mau quanto colocar à margem da sociedade aqueles que são homossexuais. Acredito piamente que se a sociedade não silenciar ninguém, e permitir a confrontação saudável entre diferentes pontos de vista, mais facilmente se alcança a verdade - e aqueles que acreditam piamente na veracidade da sua posição não devem temer o confronto com a posição contrária.

Da mesma forma, não faz sentido que o Estado neste dominio tome posição por nenhum lado da questão, sobre forma de procurar usar da sua influência para alterar a sociedade a favor da opinião das pessoas que dominam o Estado (sejam eles conservadores, liberais ou progressistas).

Claro que neste momento o que se verifica é uma batalha entre diferentes sectores pelo controlo da influência do Estado sobre a sociedade. Por exemplo, no caso da homossexualidade, o Estado esteve durante muitos anos (e ainda está) claramente de um lado do debate.

Parece-me a mim que a solução não passa pelo Estado adoptar a agenda LGBT como sua, mas antes por deixar de adoptar a agenda conservadora (defesa da familia tradicional). A solução não passa pela aceitação do Estado do casamento entre homossexuais, mas pelo fim do casamento com o patrocinio do Estado.

No que diz respeito à partilha de direitos e deveres entre duas pessoas que se amam, que tal seja possível qualquer que seja a orientação sexual das mesmas, mas através de outro mecanismo que não o casamento (e repare-se que para os mais conservadores a instituição casamento não desapareceria, manteria-se viva através das várias Igrejas).

publicado por Jorge A. às 22:26
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Exacto

The real price of freedom

When liberals put the case for civil liberties, they sometimes claim that obnoxious measures do not help the fight against terrorism anyway. The Economist is liberal but disagrees. We accept that letting secret policemen spy on citizens, detain them without trial and use torture to extract information makes it easier to foil terrorist plots. To eschew such tools is to fight terrorism with one hand tied behind your back. But that—with one hand tied behind their back—is precisely how democracies ought to fight terrorism.

Human rights are part of what it means to be civilised. Locking up suspected terrorists—and why not potential murderers, rapists and paedophiles, too?—before they commit crimes would probably make society safer. Dozens of plots may have been foiled and thousands of lives saved as a result of some of the unsavoury practices now being employed in the name of fighting terrorism. Dropping such practices in order to preserve freedom may cost many lives. So be it.

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publicado por Jorge A. às 23:49
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Liberdade

By liberty I mean the assurance that every man shall be protected in doing what he believes is his duty against the influence of authority and majorities, custom and opinion. Lord Acton

A liberdade, enquanto valor, é na minha opinião o que de mais importante há a defender na sociedade actual. Não sem que a essa liberdade não esteja bem associado o conceito de responsabilidade.

Ao longo dos anos as mais variadas sociedades passaram por periodos de maior ou menor liberdade. Como realça Friedrich Hayek no seu The Road to Serfdom, uma das formas de convencer as pessoas a abdicar de parte da sua liberdade é com a identificação de um inimigo comum e perigoso para todos. Se na Alemanha de Hitler esse inimigo foram os judeus, nos EUA, em menor escala certamente, é hoje em dia o terrorismo - que leva necessariamente a coisas como o Patriot Act ou os actos de tortura em Guantanamo. Não é a primeira vez que tal fenómeno acontece nos EUA, já havia acontecido no período das perseguições de Joseph McCarthy aos comunistas (o inimigo comum na altura). Se tais fenómenos são mais cedo ou mais tarde ultrupassados nos Estados Unidos, tal deve-se à força da sociedade civil neste país e à sua cultura liberal (no sentido clássico do termo).

A inspiração para tal, remonta certamente aos founding fathers da nação americana, passando por Thomas Jefferson (I predict future happiness for Americans if they can prevent the government from wasting the labors of the people under the pretense of taking care of them.) ou por Benjamin Franklin (Those who would give up essential liberty to purchase a little temporary safety deserve neither liberty nor safety.).

Para a liberdade individual impôr-se na sociedade actual não é necessário o fim do Estado (dúvido até que tal seja possível), no entanto, e recorrendo às palavras de Henry David Thoreau, é preciso notar que "there will never be a free and enlightened State until the State comes to recognize the individual as a higher and independent power, from which all its own power and authority are derived, and treats them accordingly."

No fim, a batalha pela liberdade é uma batalha sem fim à vista. Se há dúvidas, a história da humanidade está aí para prová-lo - tal como prova que é entre aqueles que mais de perto conheceram a sensação da liberdade que mais dificilmente a conseguem retirar.
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publicado por Jorge A. às 00:01
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Sobre a Individualidade

Excertos do capitulo III - Sobre a individualidade como um dos elementos do bem estar do livro Sobre a Liberdade de John Stuart Mill:

"É desejável, resumidamente, que em coisas que não dizem primariamente respeito a outros, a individualidade se imponha. Quando a regra de conduta não é o próprio carácter da pessoa, mas sim as tradições ou costumes de outras pessoas, está a faltar um dos principais ingredientes da felicidade humana, e o principal ingrediente do desenvolvimento individual e social."

"Quem deixa que o mundo, ou a sua parte do mundo, escolha o seu plano de vida por si, não necessita de qualquer outra faculdade além da faculdade simiesca da imitação."

"Estar sujeito a regras rígidas de justiça para bem dos outros desenvolve os sentimentos e capacidades que têm por objecto o bem dos outros. Mas ser restringido em coisas que não afectam o bem dos outros, simplesmente porque essas coisas são desagradáveis, nada desenvolve de valioso, excepto uma força de carácter que se possa desenvolver através da resistência ao constrangimento."

"Se a resistência esperar até a vida estar quase reduzida a um tipo uniforme, todos os desvios em relação a esse tipo virão a ser considerados ímpios, imorais e até monstruosos e antinaturais. As pessoas tornam-se rapidamente incapazes de conceber a diversidade quando perderam durante algum tempo o hábito de a ver."
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publicado por Jorge A. às 20:52
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Citações do Dia

"Quanto maior o "planeamento" do Estado, mais dificil torna-se a cada individuo planear a sua própria vida." Friedrich von Hayek

"Toda esta conversa o Estado deve fazer isto e aquilo, reduz-se ao seguinte: a policia deve forçar os consumidores a comportarem-se de outra forma do que não aquela que seria o seu comportamento espontâneo." Ludwig von Mises

União Europeia admite proibir publicidade à "fast food"
publicado por Jorge A. às 20:40
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