Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

I Haven't Left the Republican Party. It Left Me.

É pena que nem todos tenham a mesma clarividência (embora a avaliar pela última sondagem da CBS/New York Times que garante uma vantagem nacional para Obama de 14% face a McCain, as coisas estejam a caminhar no bom sentido), mas vale mesmo a pena ler o que diz  Christopher Buckley (filho do icon conservador William Buckley fundador da National Review e recentemente falecido) que concedeu o seu apoio a Obama:

My point, simply, is that William F. Buckley held to rigorous standards, and if those were met by members of the other side rather than by his own camp, he said as much. My father was also unpredictable, which tends to keep things fresh and lively and on-their-feet. He came out for legalization of drugs once he decided that the war on drugs was largely counterproductive. Hardly a conservative position. Finally, and hardly least, he was fun. God, he was fun. He liked to mix it up.

 

So, I have been effectively fatwahed (is that how you spell it?) by the conservative movement, and the magazine that my father founded must now distance itself from me. But then, conservatives have always had a bit of trouble with the concept of diversity. The GOP likes to say it’s a big-tent. Looks more like a yurt to me.

 

While I regret this development, I am not in mourning, for I no longer have any clear idea what, exactly, the modern conservative movement stands for. Eight years of “conservative” government has brought us a doubled national debt, ruinous expansion of entitlement programs, bridges to nowhere, poster boy Jack Abramoff and an ill-premised, ill-waged war conducted by politicians of breathtaking arrogance. As a sideshow, it brought us a truly obscene attempt at federal intervention in the Terry Schiavo case.

 

So, to paraphrase a real conservative, Ronald Reagan: I haven’t left the Republican Party. It left me.

É com tristeza que penso no que foi a National Review e ao que a mesma está remetida nos dias de hoje, como pode ser verifado pelo que vai sendo dito aqui. O apoio de Christopher Buckley junta-se ao de outros conservadores moderados conhecidos como Susan Eisenhower. Os republicanos estão dominados e minados por um pequeno grupo de fundamentalistas - e o actual candidato republicano nada fez para contrariar isso, antes pelo contrário, ficou refém das suas tácticas e técnicas argumentativas. John McCain perdeu-se no momento em que nomeou Palin, um golpe tão rude quanto aquele que Ferreira Leite deve esperar com a sua cedência perante Santana Lopes. Repare-se que digo que o candidato perdeu-se, mas a campanha por sí (mesmo tendo em conta as sondagens) não está perdida. O que já está é evidente a quem será prestada vassalagem em caso de vitória de McCain, só por isso, mais do que no inicio desta campanha, a mudança não só é desejada, mas obrigatória.

publicado por Jorge A. às 00:14
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Portuguese Socialist

O Nuno Gouveia que tem de longe, mas de muito longe, o melhor espaço luso para acompanhar as eleições norte-americanas, teve direito a citação no supra-sumo da blogosfera informativa, o The Huffington Post. Mais do que dar-lhe os parabéns, há que continuar a dar destaque ao espaço onde o Nuno tem desenvolvido o seu excelente trabalho, dêem uma vista de olhos se faz favor: Eleições Americanas de 2008.

publicado por Jorge A. às 00:21
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Sábado, 27 de Setembro de 2008

Failed State

Segundo consta, os americanos preferem Obama na economia e McCain na politica externa. Para mim os americanos estão equivocados e tem as preferências trocadas. No entanto as primeiras sondagens e algumas opiniões entre os comentadores mais moderados norte-americanos parecem indicar que do debate de ontem à noite sairá a percepção de Obama como vencedor. Junte-se a isto um possível fiasco no debate vice-presidencial já na próxima quinta-feira, entre um Joe Biden que ontem apareceu em todos os canais televisivos a fazer o spin do momento a favor de Obama, frente a uma Sarah Palin que teve uma entrevista embaraçosa com Katie Couric a meio da semana e que desde então continua desaparecida da imprensa (ontem, enquanto Biden apareceu em quase todos os canais, Palin nem vê-la), e a corrida presidencial pode estar a chegar ao momento de definição do vencedor. E não, contrariamente ao que McCain afirmou ontem no debate, o Paquistão não era um estado falhado em 1999 quando Pervez Musharraf chegou ao poder via um golpe de estado militar, e sim, os americanos tem as preferências trocadas, mas se por esse caminho Obama destronar este partido republicano do poder, ainda bem.

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publicado por Jorge A. às 15:34
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Isto é absolutamente fantástico

Sarah Silverman no seu melhor.

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publicado por Jorge A. às 23:43
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

A The Economist vira à esquerda?

A revista britânica The Economist está a realizar uma sondagem única e exclusivamente dirigida aos seus subscritores para averiguar qual o candidato preferido na corrida à casa branca. Uma das particularidades da sondagem é que procura distinguir os vontantes por nacionalidade. A votação decorrerá até 1 de Novembro e até agora, surprise, surprise, nem um único país apresenta uma maioria para McCain. Obama tem a maioria das preferências junto dos subscritores da The Economist de todas as nacionalidades.

 

O facto aqui é que não são só os subscritores que preferem Obama a McCain, a própria linha editorial da revista tem revelado essa mesma preferência. A The Economist à muito percebeu que as eleições nos Estados Unidos não podem ser somente vistas sobre o prisma da esquerda versus direita, o principal objectivo terá de ser o de cortar com o legado de George W.Bush.

 

Não é a The Economist que virou à esquerda, foi George Bush e os Republicanos (incluindo McCain) que nos últimos anos ficaram reféns de uma certa direita.

 

Foi por ceder a essa mesma direita que McCain escolheu Sarah Palin. E isto, é só mais um truque. E o objectivo começa a ficar claro. Mas da campanha de McCain, após a escolha vergonhosa de Palin, a pouco mais podiamos ambicionar.

publicado por Jorge A. às 23:26
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Partido das Ideias

Em 2004 esboçei um sorriso com a vitória de George Bush sobre John Kerry, nos States sempre preferi o partido Republicano ao partido Democrata. Nestas eleições não tenho problemas em preferir os democratas aos republicanos. Porquê? Bem, em parte porque as politicas de Bush foram tudo menos liberais, no que mais importa as suas politicas representaram um alargamento do peso do estado sobre a sociedade norte-americana, peso esse ampliado com a guerra, que possibilitou o alargar do polvo a um nível não imaginado. Os republicanos não só aumentaram a despesa, como restringiram a liberdade individual dos seus cidadãos e usaram do poder do Estado para praticar actos de tortura em Guantanamo, o que só por si seria motivo mais que suficiente para eu ficar de pé atrás perante o governo Bush. Para acrescentar ao legado mais do que negativo, fizeram desenvolver muitas das suas politicas e práticas através de narrativas fantasiosas e do medo - por falar nele, não consigo imaginar governo americano que possa inspirar mais receio a qualquer amante da liberdade do que este.

 

Em parte McCain podia ser uma última esperança face ao pesadelo que foi George W.Bush. Mas em nada o tem sido e a nomeação de Palin representou o fim da minha já curta paciência para com os republicanos. A forma como McCain vem fazendo campanha indica claramente que não terá problemas em seguir a mesma lógica de Bush (não quer dizer que a siga, mas permite perceber que não terá problemas em fazé-lo). O objectivo tem sido muito pouco o de afirmar McCain pelo que este vale, mas muito mais o de usar do medo para afastar os eleitores de Obama - claro que parte do medo só consegue ser induzido com o recurso a mentiras (sim, parte dos apoiantes de Obama também usaram do medo e de mentiras para com a escolha de Palin, mas nada disso veio directamente da campanha de Obama, pelo contrário, McCain tem permitido que do seu lado as mentiras e o recurso ao medo partam da própria campanha). Eu gosto de pensar no partido republicano como o partido das ideias, designação a que ganharam merecidamente direito durante os governos de Reagan, mas vale a pena ler o que diz agora o Ross Douthat: 

Instead, the McCain campaign decided that they didn't want to take the kind of risks that real ideological experimentation would entail - that despite the difficulties, short and long-term, facing the GOP as a whole, there's was too much potential downside in trying to imitate Bill Clinton in 1992 and George W. Bush in 2000 (both of whom ran genuinely creative campaigns at a time when their parties desperately needed them). I had hoped that the Sarah Palin pick was a sign that they were open to rolling the dice a bit more on policy; at the moment, though, it looks like Palin herself was the roll of the dice, and it's just going to be down-and-dirty politics from here on out. There's no question that anti-Obama hardball makes sense as a strategy given the limitations of McCain's message; it's just that a lot of those limitations are self-imposed.

A minha opinião? A esperança é deixar o partido republicano cair, talvez assim seja permitida a renovação das ideias do partido, hoje totalmente corrompidas pelo poder. Por outro lado, se Obama for um novo Carter, como alguns o acusam, é preciso lembrar que a seguir a Carter sucedeu Reagan, daí que não veja nenhum problema no facto. Mas pode também dar-se o caso de Obama ser um novo Clinton, e nesse caso poderemos dar-nos por satisfeitos, será um enorme progresso face ao que é hoje Bush.

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publicado por Jorge A. às 22:17
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Domingo, 14 de Setembro de 2008

Les Miserables e a criatividade ao serviço da politica

publicado por Jorge A. às 01:41
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Assim até eu começo a gostar de Sarah Palin

Diz Mário Soares no DN sobre a candidata a vice-presidente pelos republicanos (a minha coluna cómica favorita da imprensa nacional):

É uma neocon radical. Reclama mais armas, mais política de força, intensificação das guerras, mais pena de morte, mais petróleo, sem a mínima preocupação com a defesa do planeta ameaçado. É religiosa fanática, contra o aborto, contra os gays, criacionista, subscreve os desvarios anticientíficos contra a teoria da evolução, unilateralista, está convencida que a América, com a bênção de Deus, poderá governar o mundo. Ignora as crises, o desemprego, o déficit astronómico, e quanto à política externa, zero. Quer dizer, se fosse eleita, a América teria mais quatro anos do mesmo... ou pior. Um pesadelo e um desastre para o Ocidente - nomeadamente para a União Europeia - e para o mundo.

Sinceramente que gostava de ver a justificação para todos os rótulos que Soares cola à senhora. Mais armas? Que eu saiba a única coisa que ela defende é o direito ao porte de arma, muito diferente da forma quantitativa como Soares apresenta a questão. Intensificação das guerras? o pouco que a mulher disse do Iraque é que queria saber se existia um plano de retirada dos soldados americanos do campo de batalha, e ainda disse achar que a mesma era motivada por interesses energéticos, teoria certamente acarinhada pelo drº Soares. Contra os gays? Curiosamente o curriculo da senhora nesse aspecto não anda muito longe do curriculo do partido socialista português, pelo que se depreende... Fanática religiosa? Tanto quanto o srº Soares demonstra ser um ambientalista fanático. Criacionista? E isso interessa? Ou o que interessa é se tal posição influenciaria a sua actuação pública? Ora, na actuação politica os dados que existem demonstram que o facto de ser criacionista não se nota na sua acção enquanto governadora. Unilateralista? Como se vê pela retórica de Soares, este será pluralista desde que do outro lado não estejam pessoas com pensamento semelhante ao de Palin. Ignora o déficit astronómico? De facto ignora, uma vez que o orçamento do Alasca tem um dos maiores superavits dos Estados Unidos, mas com gente pouco séria como o senhor Soares, que tal como os republicanos baseia mais no medo o avanço das suas posições do que na argumentação lógica, pouco há a debater. Resta manter a minha leitura cómica da coluna do drº Soares ao mesmo tempo que entristece-me saber que há gente que lê estas coisas e toma-as como verdades adquiridas.

publicado por Jorge A. às 23:25
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

The Economist Nails It

The Woman From Nowhere

The Palin appointment is yet more proof of the way that abortion still distorts American politics. This is as true on the left as on the right. But the Republicans seem to have gone furthest in subordinating considerations of competence and merit to pro-life purity. One of the biggest problems with the Bush administration is that it appointed so many incompetents because they were sound on Roe v Wade. Mrs Palin’s elevation suggests that, far from breaking with Mr Bush, Mr McCain is repeating his mistakes.
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publicado por Jorge A. às 22:03
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

John Stewart no seu melhor II

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publicado por Jorge A. às 23:05
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A ler

Obama: a escolha certa, por Ricardo Arroja. Embora não concorde com tudo o que por lá é dito, no fundamental estou de acordo. Daí que, decididamente, Obama.

publicado por Jorge A. às 22:34
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Withdrawn

 

No Intrade, a desistência de Sarah Palin enquanto vice de John McCain merece um valor de 17,4 a favor da tese. Apesar de tudo, eu aproveitava agora e vendia.

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publicado por Jorge A. às 23:51
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Para ir acompanhando...

...a convenção republicana vista pelos olhos de quem lá está.

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publicado por Jorge A. às 00:21
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Relações Amorosas

É só para avisar que a relação amorosa não é exclusiva da Europa:

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publicado por Jorge A. às 23:50
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Domingo, 31 de Agosto de 2008

John Stewart no seu melhor

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publicado por Jorge A. às 19:55
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Cinha Jardim

A experiência em segurança nacional de Sarah Palin? A Cindy McCain explica:

Alaska is the closest part of our continent to Russia.

É o grau zero na argumentação, mas o que se podia esperar de uma campanha que escolhe Sarah Palin para a vice-presidência.

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publicado por Jorge A. às 18:39
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Change

Vale a pena reler o que o João Miranda disse sobre a escolha de Carme Chacón para ministra da defesa do governo de Zapataro:

 

Bibelots

Zapatero subiu na consideração de todas as mentes progressistas. As mulheres estão a chegar à política e já descobriram a sua vocação. Dão um belo objecto de decoração ao serviço primeiros-ministros com gosto pelo efémero, o simbólico, o moderno e o inconsequente. Suspeito, no entanto, que desta vez o efeito acabará por se esvaziar muito rapidamente.

Bibelots II

- a atitude dos que reconhecem que a cena da parada militar (e a forma como Zapatero usa as suas ministras para se promover) constitui uma forma de utilizar as mulheres na política como bibelots e por isso nem se deram ao trabalho de o contestar;

- a atitude dos que acham que uma mulher por ser competente não pode ser ainda assim usada como bibelot;

 

- a atitude dos que consideram que a critica ao uso das mulheres na política como bibelots é uma forma de misoginia.

Falta-me dizer que concordei com o João Miranda na altura e acho que a critica do João Miranda aplica-se que nem uma luva à escolha de Sarah Palin por John McCain agora. Já agora vale a pena ler este post do Andrew Sullivan sobre o assunto (e aproveitar, embora tendo sempre em atenção que Sullivan é totalmente pró-Obama, para ler todas as recentes entradas no Daily Dish sobre a escolha de Palin).

publicado por Jorge A. às 03:15
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Identity Politics

Palin booed for metioning Hillary Clinton

Palin quickly recovered, promising the audience that female candidates weren’t yet finished, and that she and McCain were on their way to victory in November.

A gender card jogada de forma descarada, se ainda dava algum beneficio da dúvida a John McCain, a escolha de Palin retirou-lhe a pouca credibilidade que tinha.

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publicado por Jorge A. às 01:37
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Conservadorismo

Hoje alguém comentava comigo que a escolha de Sarah Palin era negativa porque a mesma ainda era mais conservadora do que McCain (tinha sabido da má nova num debate ontem na sic noticias com o Rui Tavares, o Luis Costa Ribas e o Luis Delgado). Começei então por lhe perguntar se achava que os homossexuais deviam poder casar? A resposta foi um imediato e sem pestanejar, não. Por mim, eu gosto muito do conservadorismo fiscal de Palin, mas não concordo com a visão social conservadora que tem da sociedade, mas não se deve dar uma conotação negativa a uma palavra (e ao que a mesma se refere) só porque certos opinion makers de televisão lhe dão essa mesma conotação e se mostram muito indignados com o conservadorismo de alguns.

publicado por Jorge A. às 15:05
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

A Escolha para Vice-Presidente de McCain

Qual o principal objectivo da existência de um vice-presidente norte-americano? O de assumir a presidência caso algo aconteça ao presidente. Como encarar assim a escolha de Sarah Palin por McCain para o posto da vice-presidência? O objectivo é claro, ir atrás do eleitorado de Clinton. Diria mais, a candidata sendo uma ex-miss tem tudo para ser alvo de ataques misóginos, ataques esses que a campanha de McCain aproveitará para aquecer o eleitorado feminino a seu favor.

 

Mas que mais tem Sarah Palin a oferecer? O Bruno Gonçalves diz que é uma excelente escolha, nos comentários ao post explica em parte os motivos e eu subscrevo alguns, mas alguém imagina Sarah Palin como presidente dos Estados Unidos da América? Eu não imagino. E alguém dúvida que o principal motivo da sua escolha é o de ser mulher? Tal como a escolha de Biden em muito se deve aos cabelos brancos que acrescenta ao ticket democrata?

 

Se a escolha de Palin serve de alguma coisa é como evidência em como as campanhas - e a de McCain não é a excepção que o candidato apregoa - não são movidas pelo interesse geral, mas sim pelo interesse de cada candidato (e a sua ambição de atingir o posto mais alto da nação). John McCain escolheu quem lhe deu mais garantias de poder ganhar a presidência, não quem melhor se adequava efectivamente à função.

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publicado por Jorge A. às 18:59
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Jesus Christ Down to Earth

Se há coisa que o "sonho americano" nunca precisou foi da necessidade de um governo central que o alimentasse. O discurso de aceitação da nomeação por parte de Obama ontem à noite foi bem conseguido, o orador é forte e a retórica bem elaborada, mas boa parte das ideias que subjazem daquele texto têm muito pouco de inovadoras, têm muito pouco de mudança, e não representam muito mais - para citar Obama em relação a Bush júnior - do que as ideias falhadas do passado.

 

De certa forma tenho pena que uma pessoa com as qualidades politicas de Obama defenda as ideias que defende e não esteja do meu lado da barricada, por outro lado provoca-me um arrepio na espinha ver um politico capaz de transformar parte dos seus apoiantes em pouco mais do que cordeiros, capazes de irem atrás das propostas do candidato e a acreditarem em tudo o que este lhes diz sem a minima hesitação.

 

Obama promete o que não pode cumprir, mas provoca a lágrima entre parte dos seus apoiantes que parecem absolutamente convencidos que as promessas actuais são certezas futuras. A América não precisa de um novo Bush, não precisa de um McCain, mas também não precisa de um Obama. A América terá o que não precisa...

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publicado por Jorge A. às 09:31
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Motivos para gostar de Obama

Rosario Dawson, que acabei de vislumbrar na plateia do Invesco Stadium.

publicado por Jorge A. às 01:42
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