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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

20
Dez09

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Jorge Assunção

N’O Idiota, de Dostoiévski, o Principe Mishkin descobre o livro de Madame Bovary, de Flaubert, no quarto de Nastássia Filíppovna. Em Anna Karénina, de Tolstoi, no posfácio da autoria de Nabokov, são traçadas várias comparações com a história de Madame Bovary. Madame Bovary tornou-se então, para mim, objecto de leitura obrigatória, como peça de um puzzle que preciso urgentemente de completar. Nos últimos tempos, as minhas leituras têm seguido um caminho como que programado, como que guiado pelas influências entre escritores.

 

No A Sangue Frio, de Truman Capote, é engraçada aquela passagem que aqui assinalei. Antes dela, enquanto lia a cena do tribunal, que acabou com a condenação de Perry e Hickcock, era impossível não pensar no paralelismo com a cena do tribunal d’Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski. Capote faz uma homenagem ao escritor russo e, caso esta tivesse escapado aos seus leitores, naquele excerto confirma essa homenagem.

 

O Som e a Fúria, de Faulkner, foi-me sugerido por Aldous Huxley no seu Admirável Mundo Novo. Na obra de Huxley, o Selvagem responde frequentemente com recurso às obras de Williams Shakespeare. A certa altura faz referência a uma passagem da obra MacBeth: “Life is a tale / Told by an idiot, full of sound and fury, / Signifying nothing.” Presumi logo que era também a esta passagem que Faulkner tinha ido buscar o título do seu livro. Não me enganei. E também não estranhei quando logo no prefácio da obra de Faulkner, da autoria de António Lobo Antunes, descobri que Faulkner foi influenciado por Huxley.

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