De Livia Borges a 7 de Dezembro de 2009 às 01:40
E nesse exercício, onde entrariam as nossas colónias? Num regime democráticto tínhamo-nos visto livre delas de uma melhor maneira do que aquela que se fez?
Ou teríamos feito os mesmos erros?
Será que a diferença será Salazar ou não Salazar?
Ou será que não faria diferença nenhuma, porque aqui mandam sempre os mesmos, quer seja numa ditadura ou numa democracia?
"onde entrariam as nossas colónias?"
No exercício económico pouco entram. O impacto da guerra colonial na economia portuguesa foi reduzido (basta pensar que durante o século XX não houve período económico mais próspero que o da década de 60). Do ponto de vista humano são de uma relevância extraordinária, mas a guerra não é uma particularidade da ditadura.
"porque aqui mandam sempre os mesmos"
Não é bem assim. Na democracia é possível criar uma sociedade civil forte como não o será em qualquer ditadura. O problema português, e é um problema que, para mim, antecede em muito Salazar, é que a sociedade, por motivos culturais, deixa-se cair demasiado na dependência de quem governa. Isto daria uma longa conversa...
De Livia Borges a 9 de Dezembro de 2009 às 17:08
Pois dava uma longa conversa...
Quando eu falei das colónias, não estava pensar somente na guerra. Estava a falar de uma forma mais geral.
E qual teria sido o destino de Portugal sem o Estado Novo? Uma democracia ou uma ditadura comunista, face aos ventos que sopraram de Espanha antes da guerra civil?
Pois, António. É impossível pensar o Portugal ditatorial, sem pensar no pais vizinho. Talvez fosse melhor fazer o exercício para uma ibéria democrática ao longo de todo o século XX. Mas ai ainda entrávamos em suposições mais pantanosas e complexas, tendo em conta que a guerra civil espanhola foi uma antecâmara para a guerra mundial que se lhe seguiu.
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