5 comentários:
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 26 de Outubro de 2009 às 16:21
Jorge
O problema é que a ministra má afastou uma grande parte dos melhores professores (em fim de carreira, com mais experiência) e promoveu para "titulares" boa parte dos maus (viste os critérios para a promoção?)
Agora já haverá pouco a fazer, a não ser retomar o processo de raíz com instrumentos de avaliação credíveis. A classe entretanto ficou dividida em duas fatias sem qualquer critério pedagógico. Tratou-se de uma pontuação administrativa discutível.
Quanto à "autonomia escolar" foi uma tremenda mentira: nunca os professores tiveram de pedir licença para tanta iniciativa e nunca como agora deixaram de se poder pronunciar sobre decisões escolares. Digamos que nunca foram tão "irrelevantes".
De Jorge Assunção a 26 de Outubro de 2009 às 16:39
Ana,

independentemente de tudo o que afirmas ter fundamento, o estado paupérrimo da educação em Portugal não é, nem nunca poderia ser, culpa desta ministra. O mau estado da educação antecede esta ministra em muitos anos. E, afirmo-o convicto, acho impossível que a ministra tenha deixado o ensino pior do que estava quando chegou ao ministério. E os professores, que tanto protestaram contra Maria de Lurdes Rodrigues, há muito deviam andar a protestar era contra o estado a que o ensino chegou (especialmente esses com experiência que indentificas como bons professores). Como nunca protestaram - e ficou provado que quando protestam podem ser agentes de mudança - chego à conclusão que são eles próprios, os professores, culpados pelo estado a que isto chegou. Muito mais culpados do que a ministra que agora vai embora. Porque a ministra durou cinco anos, os professores estão lá desde sempre.

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