2 comentários:
De António de Almeida a 23 de Setembro de 2009 às 21:47
Pois Jorge, mas Passos Coelho apareceu em Vila Real não sendo muito bem recebido, se não aparecesse seria criticado pela ausência. Pacheco Pereira continua a ignorar Miguel Relvas, agora procura culpabilizar Cavaco Silva, quem teve a peregrina ideia de apostar tudo na asfixia? Quem prestou as declarações sobre a Madeira? Passos Coelho? Falas nos apoiantes de Passos Coelho, por onde andam Rui Rio? António Borges? Quem incluiu António Preto e Helena Lopes da Costa?
De Jorge Assunção a 23 de Setembro de 2009 às 22:22
"Pois Jorge, mas Passos Coelho apareceu em Vila Real não sendo muito bem recebido, se não aparecesse seria criticado pela ausência."

Seria criticado, António? Ou a direcção do PSD é que seria sempre criticada? Ele apareceu, critica-se a direcção do PSD porque não lhe deu destaque. Ele não aparece, criticaria-se a direcção do PSD na mesma linha que criticas Pacheco Pereira por ignorar Miguel Relvas. Passos Coelho, ao contrário do que eu supunha, começou a minar a liderança deste PSD desde o primeiro dia, o rapaz, que tanto defende a privatização da CGD como poucos meses depois diz o seu contrário, com a ânsia do poder, mais a tralha toda que tem do seu lado (entre os quais Mendes Bota é destacado acólito), começou logo a mexer cordelinhos para chegar ao poder o mais depressa possível. Ora, a vitória de MFL relegaria o rapaz para um percurso no deserto de alguns anos. O eternamente jovem mais os seus acólitos não querem tal coisa. É por isso que neste PSD, ao contrário do que é regra, habitual e normal, mesmo o cheiro do poder não foi suficiente para unir o partido. Havia um lado que sabia-se afastado do poder, mesmo que o partido lá chegasse. Vai dai, toca a minar a campanha por dentro propositadamente (as notícias recentes de compra de votos na distrital do PSD talvez ajudem a explicar onde quero chegar).

Eu posso criticar a direcção do PSD por não distribuir parte do bolo do poder por Passos Coelho e os seus apoiantes (afinal, essa era obviamente o desejo de boa parte das bases do partido). Mas não desculpo Passos Coelho e os seus apoiantes por fazerem campanha contra o próprio partido só porque não tiveram parte do bolo. E parece-me óbvio que é isso que se passa.

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