6 comentários:
De Daniel João Santos a 21 de Agosto de 2009 às 10:21
Um país egoísta como os EUA, para não dizer outra coisa, evidentemente que prefere gastar biliões em armamento do que gastar milhões nas pessoas.
De António de Almeida a 21 de Agosto de 2009 às 11:56
Errado Daniel, não julgues 300 milhões de pessoas, a verdade é que em tempos te expliquei que ninguém está excluído, existe o Medicaid, a questão é manter a saúde no domínio privado, ou criar um SNS, eu prefiro mil vezes a primeira hipótese, reduz custos, anulando desperdício de recursos, por exemplo em burocracia.
De Daniel João Santos a 21 de Agosto de 2009 às 12:56
Ninguém está excluído...

lembrei-me daquele americano que teve um acidente e cortou três de doas, mas esse sistema "que ninguém está excluído" só lhe permitia reconstruir um deles... exacto, ninguém está excluído.
De Jorge Assunção a 21 de Agosto de 2009 às 16:20
Ninguém está excluído dos cuidados básicos. De resto, os 90% que têm acesso a óptimos cuidados de saúde, não estão dispostos a sacrificarem a qualidade da sua saúde para que os restantes 10% tenham igualdade de tratamento. Tu dizes: e como é que é com aquele rapaz que tinha três dedos para reconstruir e só lhe foi permitido reconstruir um? E eu digo: e como é que é com aquela velhota que precisa de um tratamento para viver mais uns anos, mas porque o Estado acha que tal tratamento não é prioritário, está destinada a morrer agora? Como é que é se não tivesse existido uma inovação médica que permitisse reconstruir dedos? E esta questão da inovação é fundamental: porque se ninguém inovar é fácil afirmar que todos devem ter direito ao que há? E ao que está para vir? E como é que se garante que o ritmo de inovação se mantenha elevado como está? Porquê que os Estados Unidos inovam muito mais que os restantes países? Será que tem algo a ver com a forma como funciona a sua saúde?
De jorge a 21 de Agosto de 2009 às 14:16
Por exemplo, com os alemães e com os franceses não existem médicos no privado e médicos no público. Existem médicos. Escolhe-se aquele a que se vai e o seguro (na Alemanha) ou o estado (na França) paga a conta. No caso alemão, pode-se escolher entre vários seguros disponíveis, desde os completamente gratuitos (AOK, por exemplo) àqueles em que se paga alguma coisa (com níveis de serviço diferenciado). Portanto, acabar com o actual SNS e a dicotomia público/privado não é o fim do mundo. Os dois exemplos apresentado têm a vantagem adicional de os médicos serem escolhidos pelo seu mérito em vez de ser por trabalharem no centro de saúde da área de residência do paciente. E a burocracia é bem menor, como diz o António.
De Jorge Assunção a 21 de Agosto de 2009 às 16:03
Curiosamente, os Estados Unidos gastam muito mais em saúde em percentagem do PIB que a maioria dos países europeus. E têm dois mecanismos públicos de apoio aos mais desfavorecidos e aos idosos: o Medicaid e o Medicare.

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