Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

O pensamento colectivista dos críticos de cinema

O critico Armond White chocou alguns utilizadores do Rotten Tomatoes por causa da sua crítica a propósito do filme District 9 (um filme que promete), isto porque o filme estava com um rating de 100% (na altura com 49 criticas) e foi a critica deste a primeira que era negativa para o filme, o que lhe retirou o score perfeito no site de avaliação de filmes (entretanto, o rating já desceu para 88%). Outro crítico, Roger Ebert, saiu, e bem, em sua defesa. Contudo, passadas poucas horas, Ebert decidiu acrescentar esta adenda na defesa que havia feito de White:

On Thursday night I posted in entry in defense of Armond White's review of "District 9." Overnight I received reader comments causing me to rethink that entry, in particular this eye-popping link supplied by Wes Lawson. I realized I had to withdraw my overall defense of White. I was not familiar enough with his work. It is baffling to me that a critic could praise "Transformers 2" but not "Synecdoche, NY." Or "Death Race" but not "There Will be Blood." I am forced to conclude that White is, as charged, a troll. A smart and knowing one, but a troll.

Para Robert Ebert, afinal, White perdeu valor enquanto critico porque, repare-se, valorizou mais o Transformers 2 ou o Death Race do que o Synecdoche, NY ou o There Will be Blood. Isto diz muito sobre o mundo dos criticos de cinema: o que se pode retirar do texto de Ebert é que alguém que tenha as preferências de White deve ser automaticamente desqualificado pelos colegas de profissão. Talvez isto explique o porquê que, como refiro várias vezes, os críticos pareçam ser uma escola colectiva de pensamento, em vez de terem um pensamento individualizado e original. Quem pensa fora do círculo, perde prestigio e é enxovalhado. O sinal aqui dado é: se queres ser um de nós, pensa como nós.

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publicado por Jorge Assunção às 17:21
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3 comentários:
De commonsense a 20 de Agosto de 2009 às 09:53
Meu Caro,
É mesmo assim, e não só entre os críticos de cinema.
Pensa-se o que «se» pensa. É uma espécie de pronto a vestir de ideias feitas.
Tem razão, já há muito pouco pensamento e opinião individuais e pessoais. É a atracção do mainstream.
De Jorge Assunção a 20 de Agosto de 2009 às 17:17
Exactamente. Os críticos de cinema são um exemplo entre muitos. É a mediocridade no pensamento levada ao expoente máximo.
De Marco A. a 1 de Setembro de 2009 às 10:36
Concordo.

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