22 comentários:
De Anónimo a 21 de Julho de 2009 às 18:24
Fónix!!
De Carlos Santos a 21 de Julho de 2009 às 21:16
Se me permites, um homem que teve também o brilhantismo de achar que se deveriam descer os salários....assim como um subscritor do manifesto dos 28. O que imagino tenha sido irrelevante na sua escolha.
CS
De Jorge Assunção a 22 de Julho de 2009 às 19:33
Pois é, Carlos. E uma pessoa da sociedade civil, sem colagem a partidos políticos.

"brilhantismo de achar que se deveriam descer os salários..."

Acho que na mesma linha do que escrevia o Paul Krugman, esse perigoso neoliberal, sobre Espanha não há muito tempo:

"So what can Spain do? It needs to become more competitive — but it can’t have a devaluation, because it’s a euro country. So the only alternative is wage cuts, which are desperately hard to achieve (and create big problems for debtors.)"

E Vitor Bento também dizia que se não baixássemos os salários, o desemprego subiria. Era, aliás, o desemprego a sua preocupação. Convém explicar o quadro todo. Quanto ao manifesto dos 28, é verdade que foi, não só subscritor, mas um dos seus promotores. Também por isso, na minha opinião, uma óptima escolha. Nesse aspecto, segundo as sondagens, conta mesmo com o apoio da maioria da população portuguesa. Mas eu já sei que para ti, pelo menos no que toca à opinião que emites publicamente, Vitor Bento é um perigoso neoliberal.

Um abraço.
De Carlos Santos a 22 de Julho de 2009 às 20:46
1)Terás a gentileza de me dizer onde foi que eu juntei os adjectivos "perigoso" e "neoliberal"? Mas assinado por mim, não por gente que crie personagens fictícias em meu nome, ou que impute frases que eu não tenha dito. Seria interessante descobrir onde está o meu nome associado a essa dupla adjectivação.
2) Comparar a situação do desemprego em Portugal com a de Espanha foi coisa que o Krugman nunca terá feito. Até porque muito do desemprego espanhol resulta de um bolha no imobiliário que ao rebentar estagnou a construção (reconhecidamente um secor mão de obra intensivo?). Se há coisa que até o José Manuel Fernandes ficou a saber (espero) é que não houve uma bolha do imobiliário em Portugal. Nem há. O nosso problema é do tipo germânico: crise de crédito e quebra da procura global. Não há uma bolha imobiliária na Alemanha como saberás. E contudo o PIB caiu mais.
3) A fundamentação da preocupação do Vítor Bento curiosamente tinha a ver com os custos unitários do trabalho, e portanto com o andamento da produtividade versus custos salariais. Não me recordo de ele ter apresentado um argumento sólido sobre o desemprego. Um, que fosse.
4) Já agoa, uma nota uma Voodoo Economics: saberás tão bem como eu, que aquilo é brincadeira. Como escrevi ontem no meu blogue, o Vitor Bento sabe que os intangíveis têm valor. Toda a reforma do POC tem a ver com isso. Mas mesmo no antigo POC, existia imobilizado incorpóreo e uma coisa chamada "chave". Como se determina o goodwill? Também é subjectivo?
Ele sabe que há técnicas de valorimetria ambiental, designadamente, análise contingente, que os próprios engenheiros aprendem. Pretender que os benefícios intangíveis da TTT são especulativos, é pouco sério da parte dele. Eu não sei (porque não tenho os dados da RAVE) se os valores estão certos ou errados. Mas sei que o cáculo é possível com técnicas que não foram inventadas nem ontem, nem há 10 anos.
Abraço,
Carlos
De José Gomes André a 22 de Julho de 2009 às 21:29
Se calhar o Jorge não consegue encontrar, mas eu consigo. Há 4 meses escreveste: "Apesar de tudo há os que são consequentes mas mais perigosos. Os chamados neoliberais que querem arrasar a indústria europeia". Aqui: http://www.activismodesofa.net/2009/03/espitualidade-anti-off-shore.html

Ainda vais continuar a dizer que personagens inventadas é que falaram em "perigosos neoliberais"? As tuas mentiras não têm emenda.
De Carlos Santos a 22 de Julho de 2009 às 21:56
Caro José,

Admitirás que há duas partes no teu argumento.
1)Quanto às personagens inventadas, não provaste nada. E elas existem, sendo que de todas as pessoas me parece mais estranho que sejas tu a insistir nessa tecla. Agora, o que diz no blogue do JRV é assinado por mim. Não por qualquer personagem inventada.

Incomodam-me pouco as personagens inventadas ou os blogues fictícios. Dizem mais de quem os cria do que se supõe. Mas faço fé, que não és exactamente tu que as crias. Apenas as divulgas.É uma opção tua. Cada um preenche o tempo como quer ou como pode.
2) Quanto ao comentário no blogue do JRV, podia-te sugerir um livro académico sobre o neoliberalismo para que compreendas que eu não criei um "chavão de esquerda" como diz o Mascarenhas. Ou alguns papers. Inclusivamente, um texto no meu blogue. Mas tens razão! Não me lembrava de a 2 de Março ter escrito que a agenda neoliberal, por quem advogue é perigosa.
Agradeço-te o favor de me reavivares a memória e demonstrares enorme devoção ao que eu escrevo. Se por acaso descobrires outra vez em que eu o tenha dito, por favor indica-me. Eu prefiro escrever 20 posts por dia ou lá o que é, a andar a pesquisar o google até ao limite.
Mas lá está: o não totalitarismo da esquerda democrática, permite-me tolerar a diferença.
Um abraço,
Carlos Santos
De José Gomes André a 22 de Julho de 2009 às 23:03
Boa tentativa de mudares de assunto, falando do google, ou do meu tempo livre. A questão é esta: lançaste um repto ao Jorge, em tom provocador, para que ele encontrasse a junção dos termos "perigoso" e "neoliberal" feita por ti. E eu encontrei, expondo assim as tuas habituais incoerências. End of story.

Quanto às personagens inventadas, só me pergunto como é que consegues dormir descansado e estar em paz com o teu auto-referido sentimento cristão, quando mentes descaradamente. E não falo aqui da questão da "prova" ou falta dela: falo da tua consciência, que deve andar pesada por estes dias...
De Carlos Santos a 22 de Julho de 2009 às 23:20
Precisamente: demonstraste que eu o escrevi. Tal como reconheci no comentário anterior: "Mas tens razão! Não me lembrava de a 2 de Março ter escrito que a agenda neoliberal, por quem advogue é perigosa." Nesse domínio, end of story, de facto. E manifestei até apreço pela tua devoção ao que eu escreva, imerecida mas em muitos sentidos comovente.
Agora, sobre a minha tranquilidade, está igualmente descansado. Durmo lindamente, porque não ando a criar personagens fictícias, nem a imputá-las aos outros. E durmo também lindamente porque me é indiferente que o façam. Só me espanta seres o maior divulgador das mesmas. De resto, passe-me ao lado. Porque como o teu próprio amigo André Azevedo Neves me disse em tempos, ele não podia estabelecer nexos entre as supostas personagens por serem IP's dinâmicos. Só por semelhanças de estilo. Ora, com toda a franqueza, e como o próprio Jorge sabe por uma conversa a que assistiu em tempos entre mim e o TAF: eu nem sei falsificar IPs, quanto mais o que são IPs dinâmicos. O Paulo Querido também assistiu. O TAF chamou-me ingénuo a respeito, e eu indignei-me. Mas se calhar tem razão. Essas coisas serão óbvias para todos. Para mim, não.
Não vou obviamente discutir religião contigo nestes termos. Mas recomendo-te um post meu sobre a encíclica papal mais recente para que vislumbres que não sou só eu a considerar o neoliberalismo uma doutrina contrária à essência humana.

Bastata-te ler os disparates do Henrique Raposo no Expresso a respeito para ver a irritação que essa encíclica tem causado nos "monoteístas de mercado" como lhes chamei.

Peço desculpa ao Jorge por esta discussão ter surgido no blogue dele. Em minha defesa, a iniciei.
Um abraço cristão,
Carlos Santos
De José Gomes André a 22 de Julho de 2009 às 23:29
Breves esclarecimentos, porque não quero estragar aqui a caixa de comentários do Jorge. 1) Não sou amigo do Afonso, nunca o vi, nunca falei com ele. É mais uma das tuas famosas estratégias de "culpado por associação". É simplesmente uma vergonha fazeres isso, Carlos. 2) Não criei nenhuma personalidade fictícia. Tu é que criaste pelo menos 4 nicks falsos para me insultares e a outras pessoas em blogs. 3) Nem sequer sei o que é um IP. Percebi que eras tu porque os comentadores que tu "criaste" davam erros ortográficos que só tu dás neste país.

Dou por encerrada esta discussão. Mas não vou deixar de expor as tuas mentiras e artimanhas.
De Carlos Santos a 22 de Julho de 2009 às 23:48
Sobre o ponto 1), o engano então foi meu. Recordo-me de referires em tempos um amigo grande no 31 da Armada, e associei ao AANeves. Se não é o caso, só posso pedir desculpe pela afirmação. Em português corrente, não me caem parentes na lama, por pedir desculpa quando me engano.
2) Como disse no penúltimo comentário, "Mas faço fé, que não és exactamente tu que as crias. Apenas as divulgas". Donde não disse que tu as criavas.
Agora, mantenho e reitero que nunca criei personagens sob o nome que tu decidiste dizer-me por mail que fiz. Em particular, uma "Diana Mantra". Que por acaso era comentadora de alguns posts no meu blogue, como também te expliquei. Tu acusaste-me frontalmente de a ter criado. Isso é uma mentira pura. Ou uma acusação falsa.
3) Se tu não sabes o que é um IP, eu não sei o que é um "IP dinâmico", muito menos sei criar um falso. Nem quero saber. Como disse ao TAF e ao Paulo, "Não tenho talentos de hacker". E eles disseram-me que para criar essas coisas nem era preciso tanto. Isto sucedeu numa mailing list de que o Jorge faz parte. Teve a ver com um site chamado "www.ferreiraleite.com" que eu atribui a MFLeite, e que me foi explicado que se podia provar não ser dela. Foi aí que soube que estas coisas eram possíveis.
Estás à vontade para denunciar o que quiseres. É preciso é ter cuidado com chamar mentiras e artimanhas a coisas que o não são. Tomemos o teu exemplo do blog do JRV. Acreditas genuinamente que eu me lembre de ter escrito esse comentário? Achas que alguém com um mínimo de bom senso acredita que era disso que falava quando pedia ao Jorge que me mostrasse um texto onde eu dissesse isso? Como disse antes, subscrevo o end of story. Encontraste isso. BINGO. Continua nessa cruzada. Diz mais sobre quem a faz do que sobre mim.
Renovo o pedido de desculpas ao Jorge por este thread de comentários.
Um abraço,
Carlos Santos
De manuel gouveia a 21 de Julho de 2009 às 22:53
Mais um privilegiado... e se tivesse escolhido alguém do mundo das artes ou do desporto?
De Jorge Assunção a 22 de Julho de 2009 às 19:33
Do mundo das artes podia ter sido o poeta urbano Sam the Kid e do desporto o Cristiano Ronaldo.
De manuel gouveia a 22 de Julho de 2009 às 23:12
Eu preferia o Deco, esse português de gema!
De Jorge Assunção a 23 de Julho de 2009 às 17:42
Antes o Liedson que resolve.
De manuel gouveia a 23 de Julho de 2009 às 18:02
Esse já é português?
De commonsense a 21 de Julho de 2009 às 23:03
Estou de acordo. A escolha é boa. Sobretudo a diferença é enorme para melhor.
De Jorge Assunção a 22 de Julho de 2009 às 19:34
Pois é, caro commonsense. A troca de Vitor Bento por Dias Loureiro foi um ganho enorme para o país.
De commonsense a 22 de Julho de 2009 às 20:29
Foi pena não ter começado logo por Vítor Bento. O que se teria poupado... Um pequeno defeito do PR: é um "bocadinho" teimoso e às vezes escolhe mal. Aliás, há tempo demais que escolheu mal o Dias Loureiro.
De manuel gouveia a 23 de Julho de 2009 às 18:04
Está-me a escapar alguma coisa? Até podia ter escolhido o rato Mickey o cargo é completamente irrelevante!
De Daniel João Santos a 21 de Julho de 2009 às 23:10
Não gosto de literatura demasiado densa.
De Jorge Assunção a 22 de Julho de 2009 às 19:34
Mas há literatura que devia ser obrigatória. Acabava com alguns dos disparates que por aí se fazem.
De Daniel João Santos a 22 de Julho de 2009 às 21:07
Indica-me antes um livro de ficção ou um filme, tudo menos estes senhores.

Comentar post