13 comentários:
De Jorge Assunção a 30 de Junho de 2009 às 13:16
Também acho a desconfiança saudável, Ana. Mas ao mesmo tempo que desconfiamos das instituições governamentais, depositamos uma enorme confiança que sejam elas a resolver os nossos problemas. E como é que pedimos para que elas resolvam o nosso problema: regulando mais e mais a sociedade. E a desconfiança é alicerçada na corrupção que também grassa. Ora, onde a corrupção reina, mais regulação aumenta os mecanismos pelos quais a corrupção pode ser exercida. O que aumenta por sua vez a desconfiança. As pessoas no caso serão importantes, mas há aqui um problema cultural que vai muito para além desta ou daquela pessoa.
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 1 de Julho de 2009 às 01:47
Jorge, tens toda a razão, mas eu não sou a favor de mais e mais regulação estatal. Sou a favor de uma redução do papel do estado na sociedade, e do seu peso também. É que actualmente o estado está metido em tudo e as instituições-chave não funcionam.
Mesmo que o problema (corrupção e desconfiança)seja cultural e mais abrangente, as pessoas escolhidas para gerir este nosso colectivo fazem mesmo muita diferença. É um primeiro sinal, acho eu.
De Jorge Assunção a 1 de Julho de 2009 às 12:18
"Sou a favor de uma redução do papel do estado na sociedade, e do seu peso também."

Eu sei, Ana. Mas o que queria dizer é que existe uma relação provada entre a desconfiança e a regulação da sociedade. As sociedades mais reguladas são aquelas onde os níveis de desconfiança são mais elevados. Falta saber se é a regulação que provoca a desconfiança, se é a desconfiança que provoca a regulação. A troca de pessoas, por si só, não resolverá qualquer problema. Na PT, por exemplo, estejam envolvidas as pessoas que estiverem, as golden shares são parte principal do problema.

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