De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 30 de Junho de 2009 às 10:48
Jorge, este é o nosso grande dilema.
O que podemos fazer? Estar atentos ao que se passa. E aqui, esta atitude de desconfiança é a mais saudável, a meu ver. Com os dois pézinhos atrás.

Agora, depende das instituições restaurar, restabelecer, reabilitar essa confiança. Dar sinais claros, sem dúvida, mas não é só o discurso ou as "promessas". Já ninguém embarca nessa: trata-se de um contarato com os cidadãos-eleitores, um compromisso. Que deve ser respeitado.

As personagens que vão surgir também são um factor importantíssimo! O PP refere-o no "Abrupto". Há pessoas com experiência de vida para além da política, com valores sólidos, respeito pelo colectivo. Também esse é um sinal. Políticos de carreira já não inspiram confiança, esse é um facto.
De Jorge Assunção a 30 de Junho de 2009 às 13:16
Também acho a desconfiança saudável, Ana. Mas ao mesmo tempo que desconfiamos das instituições governamentais, depositamos uma enorme confiança que sejam elas a resolver os nossos problemas. E como é que pedimos para que elas resolvam o nosso problema: regulando mais e mais a sociedade. E a desconfiança é alicerçada na corrupção que também grassa. Ora, onde a corrupção reina, mais regulação aumenta os mecanismos pelos quais a corrupção pode ser exercida. O que aumenta por sua vez a desconfiança. As pessoas no caso serão importantes, mas há aqui um problema cultural que vai muito para além desta ou daquela pessoa.
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 1 de Julho de 2009 às 01:47
Jorge, tens toda a razão, mas eu não sou a favor de mais e mais regulação estatal. Sou a favor de uma redução do papel do estado na sociedade, e do seu peso também. É que actualmente o estado está metido em tudo e as instituições-chave não funcionam.
Mesmo que o problema (corrupção e desconfiança)seja cultural e mais abrangente, as pessoas escolhidas para gerir este nosso colectivo fazem mesmo muita diferença. É um primeiro sinal, acho eu.
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