13 comentários:
De Daniel João Santos a 29 de Junho de 2009 às 21:24
Porque não temos alternativa.
De Jorge Assunção a 30 de Junho de 2009 às 12:45
Temos. Exigir que o peso das instituições governamentais na nossa vida diária diminua.
De manuel gouveia a 30 de Junho de 2009 às 10:32
Vocês que são discípulos do Medina Carreira deviam de escutar o que ele diz: a entrada de gente desqualificada para o governo, teve um impacto muito negativo no sistema. Hoje todo o sistema está minado de gente desqualificada e não existe sistema que resista!

É forçoso mudarmos de pessoas. As políticas são perfeitamente secundárias. Estamos minados por gente desqualificada!
De Jorge Assunção a 30 de Junho de 2009 às 12:50
Manuel,

sou tudo menos discípulo de Medina Carreira. O homem é um social-democrata. O que não quer dizer que nas finanças públicas não tenha razão. Continuas sem perceber que o problema não é desta ou daquela pessoa, mas cultural. É mais abrangente do que isso.
De manuel gouveia a 30 de Junho de 2009 às 14:31
Esqueço-me que vocês vibram quando aparece alguém a zurzir no desenvolvimento do país... Social democrata é mau? Naõ tinha percebido.
De Jorge Assunção a 30 de Junho de 2009 às 14:48
Nem é mau, nem é bom. É algo que não defendo. Mas é a ideologia vigente nos dois maiores partidos portugueses.
De manuel gouveia a 30 de Junho de 2009 às 15:01
Seguramente demasiado à esquerda, infelizmente a sua prática é de desprezo pelos seus valores idiológicos.
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 30 de Junho de 2009 às 10:48
Jorge, este é o nosso grande dilema.
O que podemos fazer? Estar atentos ao que se passa. E aqui, esta atitude de desconfiança é a mais saudável, a meu ver. Com os dois pézinhos atrás.

Agora, depende das instituições restaurar, restabelecer, reabilitar essa confiança. Dar sinais claros, sem dúvida, mas não é só o discurso ou as "promessas". Já ninguém embarca nessa: trata-se de um contarato com os cidadãos-eleitores, um compromisso. Que deve ser respeitado.

As personagens que vão surgir também são um factor importantíssimo! O PP refere-o no "Abrupto". Há pessoas com experiência de vida para além da política, com valores sólidos, respeito pelo colectivo. Também esse é um sinal. Políticos de carreira já não inspiram confiança, esse é um facto.
De Jorge Assunção a 30 de Junho de 2009 às 13:16
Também acho a desconfiança saudável, Ana. Mas ao mesmo tempo que desconfiamos das instituições governamentais, depositamos uma enorme confiança que sejam elas a resolver os nossos problemas. E como é que pedimos para que elas resolvam o nosso problema: regulando mais e mais a sociedade. E a desconfiança é alicerçada na corrupção que também grassa. Ora, onde a corrupção reina, mais regulação aumenta os mecanismos pelos quais a corrupção pode ser exercida. O que aumenta por sua vez a desconfiança. As pessoas no caso serão importantes, mas há aqui um problema cultural que vai muito para além desta ou daquela pessoa.
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 1 de Julho de 2009 às 01:47
Jorge, tens toda a razão, mas eu não sou a favor de mais e mais regulação estatal. Sou a favor de uma redução do papel do estado na sociedade, e do seu peso também. É que actualmente o estado está metido em tudo e as instituições-chave não funcionam.
Mesmo que o problema (corrupção e desconfiança)seja cultural e mais abrangente, as pessoas escolhidas para gerir este nosso colectivo fazem mesmo muita diferença. É um primeiro sinal, acho eu.
De Jorge Assunção a 1 de Julho de 2009 às 12:18
"Sou a favor de uma redução do papel do estado na sociedade, e do seu peso também."

Eu sei, Ana. Mas o que queria dizer é que existe uma relação provada entre a desconfiança e a regulação da sociedade. As sociedades mais reguladas são aquelas onde os níveis de desconfiança são mais elevados. Falta saber se é a regulação que provoca a desconfiança, se é a desconfiança que provoca a regulação. A troca de pessoas, por si só, não resolverá qualquer problema. Na PT, por exemplo, estejam envolvidas as pessoas que estiverem, as golden shares são parte principal do problema.
De Livia Borges a 30 de Junho de 2009 às 13:20
Neste pais, quem ordena nas instituições de quem o povo desconfia são os mediocres, que abafam quem tem valor.
Compete a nós todos exigirmos que as nossas instituições sejam dirigidas e orientadas por gente com mérito e valor e não pelo filho do senhor doutor, ou pelo conhecido do primo do senhor ministro.
De Jorge Assunção a 30 de Junho de 2009 às 13:31
Pois. A famosa cunha tão tradicional na nossa cultura, Livia. Vem dai a desconfiança. Nesse campo um exemplo que me ocorre imediatamente é o da educação. Pergunta a um qualquer elemento do sistema se faz sentido acabar com as colocações por concurso, entregando a autonomia da escolha de professores às direcções de cada escola. Logo dizem que não concordam porque a cunha entrava em acção. Com medo da cunha, temos um sistema que ainda favorece mais o centralismo do ministério e a incapacidade de avaliar os méritos e valores quer dos professores, quer das direcções escolares. É que isso da avaliação do mérito e do valor das pessoas tende a ocorrer quando os sistemas são concorrenciais e existe liberdade de acção, com medo da cunha criamos sistemas fechados e desprovidos de avaliação, seja ela aos professores, seja às próprias escolas.

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