5 comentários:
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 25 de Junho de 2009 às 09:01
Jorge: Isto dá que pensar. Mas é só um estudo e num grupo muito específico, não é?
Será que se neutralizaram outras variáveis?
Estranhei a imparcialidade dos homens, para já. Será que já evoluíram assim tanto?
Seria interessante alargar a outros grupos para avaliar a "estabilidade" deste comportamento feminino aparentemente não-solidário entre si.
Há ali aquele factor: há muito mais peças escritas por homens.
E outro: num encontro recente de escritoras, verificou-se que a grande maioria referia, como suas referências literárias, precisamente escritores homens. Interessante, não é? (No meu caso, isto também se verifica. As minhas grandes referências são masculinas. E não me considero não-solidária com as outras mulheres.)
Bem, pelo menos já nos puseste a pensar...


De Jorge Assunção a 25 de Junho de 2009 às 17:44
O grupo não só é específico porque limita-se a argumentistas de peças de teatro, como é específico porque limita-se aos Estados Unidos. Nesse sentido não é possível generalizar. Mas confesso que com base na minha leitura da sociedade o resultado não me deixa admirado.

Se os homens já evoluíram assim tanto? Eheheheh. Pelos vistos, no meio em questão, mais do que as mulheres... :)

"comportamento feminino aparentemente não-solidário entre si."

Não sei se deveria ter usado a expressão "solidárias". Acho que existem muitas mulheres que tendem a olhar para o género como o elo mais fraco. Existia um concurso de televisão (cultura geral) onde a certa altura um dos participantes era obrigado a escolher outro concorrente para disputar consigo a permanência na prova. As mulheres escolhiam frequentemente outras mulheres, evitando o confronto com os homens.

"Há ali aquele factor: há muito mais peças escritas por homens."

Mas esse factor é isolado. Para o estudo em causa não produz qualquer efeito.

"num encontro recente de escritoras, verificou-se que a grande maioria referia, como suas referências literárias, precisamente escritores homens. Interessante, não é?"

Mas ai eu acho que pode justificar-se pelo que o mercado oferece. Há muito mais oferta de escritores masculino.

O teste interessante seria isolar esse factor, ou seja, perante o mesmo livro, será que as mulheres tenderiam a depreciar o mesmo se fosse assinado por uma mulher? Pelos vistos é isso que acontece na avaliação das peças de teatro.

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