16 comentários:
De António de Almeida a 23 de Junho de 2009 às 18:55
Julgo que o Presidente acabará por marcar datas diferentes, com um recado dos seus. Também me parece que uma colagem ao PSD poderia ser contraproducente, logo em primeiro lugar para o partido, apesar dos portugeses ao que parece, preferirem a mesma data.
De Jorge Assunção a 23 de Junho de 2009 às 21:48
"Julgo que o Presidente acabará por marcar datas diferentes, com um recado dos seus."

Eu espero bem que não exista nenhum recado. Eu acho que Cavaco vai marcar para datas diferentes por mera táctica política. Mas como a responsabilidade é dele e só dele que assuma por completo tal decisão. Eu depois saberei tomar isso em consideração quando tiver que fazer a avaliação deste presidente.
De António de Almeida a 24 de Junho de 2009 às 12:39
Eu já fiz a minha avaliação deste presidente, com o acordo ortográfico...
De Jorge Assunção a 24 de Junho de 2009 às 16:17
Eu já fiz desde a sua aprovação à não realização do referendo ao Tratado de Lisboa. Isso vindo de quem queixa-se que os políticos do burgo não cumprem as promessas.
De Daniel João Santos a 23 de Junho de 2009 às 20:33
Acredito que a maioria do cidadãos que resolver a questão de uma vez.

A maioria dos partidos acha que o pessoal vai lá e vota tudo de uma vez com os olhos fechados.

Muita gente, incluindo eu, nas autárquicas, votou em diferentes partidos para diferentes orgãos.
De Jorge Assunção a 23 de Junho de 2009 às 21:50
"Acredito que a maioria do cidadãos que resolver a questão de uma vez."

Parece que o PR acredita no mesmo ou, pelo menos, tem umas sondagens que lhe indicam isso mesmo. E eu acredito que o presidente faz parte dessa maioria.
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 23 de Junho de 2009 às 21:24
Olá, Jorge!
Gostei muito desta análise. Também sou a favor das eleições no mesmo dia, não tem lógica "promover" a abstenção. E seria muito mais barato.
As reservas do Presidente e do custo político, que essa decisão lhe traria, não me comovem: e o preço que os cidadãos tiveram de pagar pela sua "cooperação estratégica"? Era uma forma de os compensar, não era?
De Jorge Assunção a 23 de Junho de 2009 às 22:05
"As reservas do Presidente e do custo político, que essa decisão lhe traria, não me comovem"

Também a mim não, Ana. Acho aliás que foi eleito para defender os interesses de todos os portugueses e não só os interesses dos partidos políticos. Há alturas em que os interesses de uns e outros não coincidem. Este parece-me um desses casos. Mas o custo político não é do interesse pessoal de Cavaco Silva que corre para a reeleição. Falta saber se saberá meter os interesses de todos os portugueses não só acima dos interesses de alguns partidos, mas também do seu próprio interesse. E é aqui neste último ponto que manifesto as minhas dúvidas para com Cavaco.

Quanto à "cooperação estratégica" tens toda a razão. Essa teve um preço elevado para os cidadãos, mas ai não reprovo totalmente Cavaco. De certa forma, fez o que prometeu durante a campanha eleitoral. Mas sim, acho que já era altura de compensar aqueles que estiveram contra essa estratégia e, ao mesmo tempo, penalizar de certa forma este PS que a má hora lembrou-se de afrontar Cavaco com o estatuto dos Açores.
De Ega a 24 de Junho de 2009 às 00:33
Infelizmente, caro Jorge A., neste assunto não posso concordar com o que aqui defendes.

Num mundo perfeito e esclarecido não me opunha a eleições no mesmo dia, fossem elas legislativas, autárquicas, mais um referendo e ainda eleições para a associação de pesca desportiva.

Porém, céptico como sou, não creio em mundos perfeitos.

Creio sim que vivemos num país no qual as pessoas estão, em regra, pouco esclarecidas e votam mais por convicção clubistica do que por outra coisa qualquer. Ora, eu luto contra isso. E juntar duas eleições com dinâmicas distintas, com importâncias (e muita) distintas, num mesmo dia é precisamente ir contra essa ideia de esclarecimento que pretendo.

Compreendo até que um cenário desses até possa actualmente favorecer o PSD (partido em que tenho votado desde que sou gente), e do ponto de vista de racionalidade económica até faça todo o sentido.

Mas no que toca a eleições, e talvez seja a excepção nos gastos de um Estado, é precisamente a área onde o critério economicista deverá ser aplicado com muita cautela.

Cumprimentos
De Jorge Assunção a 24 de Junho de 2009 às 01:43
Caro Ega,

bem sei que defendes coisa contrária, li o texto no Metafísica. Mas repara que o critério economicista já é aplicado quando decidem onde colocar urnas de voto (são poupados com os sítios onde permitem às pessoas votar). E isso nunca originou o debate que agora temos.

De resto, parece-me que a nossa divergência de opinião prende-se mais com o custo que atribuímos à colocação de eleições de natureza diferente no mesmo dia. Ai concordo que o problema que colocas faz sentido, mas as pessoas pouco esclarecidas são fruto da falta de esclarecimento por parte dos partidos que durante muito tempo gostaram de promover essa ideia de clube de futebol, uma vez que fidelizava eleitores. Nesse sentido, para mim, a colocação de eleições no mesmo dia seria uma mais valia porque vem contra essa menorização que os partidos sempre fizeram dos eleitores.

"Compreendo até que um cenário desses até possa actualmente favorecer o PSD"

O facto de favorecer o PSD não é motivo para ser a favor ou contra. Quando refiro isso só pretendo explicar o motivo pelo qual todos os partidos, excepto o PSD, são contra as duas eleições no mesmo dia. Eles não estão preocupados se as pessoas estão esclarecidas ou não, eles querem é a máxima percentagem na eleição e é com base nisso que tomam posição.

Um abraço.
De manuel gouveia a 24 de Junho de 2009 às 09:40
O combate à abstenção é quanto a mim o argumento de maior peso. Mas Cavaco terá que ponderar os custos pessoais de uma excessiva colagem ao PSD. Pouco inteligente a estratégia do BE .
De Jorge Assunção a 24 de Junho de 2009 às 16:16
Pelo contrário, o BE é tão inteligente que já anunciou o apoio a Alegre para as presidenciais. O argumento contra a abstenção é o mais forte porque demonstra como os partidos são hipócritas quando na noite eleitoral referem sempre o quão desiludidos estão com a afluência às urnas. Como digo, eles querem lá saber quem vai votar, eles querem é ganhar.
De manuel gouveia a 24 de Junho de 2009 às 17:02
Por isso digo que o BE, que foi inteligente ao apoiar o Manuel Alegre, o que só serve ara lixar o PS, podia agora dar uma de "respeitar os interesses nacionais" em vez de tentar entalar o PSD.

Tinha uma oportunidade de mostrar ser um partido maduro ajudando o PR numa decisão difícil!
De Livia Borges a 24 de Junho de 2009 às 10:38
Tanta preocupação de quem não vota...
De Jorge Assunção a 24 de Junho de 2009 às 16:11
Tanta preocupação com o que eu faço ou deixo de fazer...
De Chloé a 25 de Junho de 2009 às 03:44
Completamente de acordo. Pergunto-me se Soares ou Sampaio seriam tão marcados à lupa caso decidissem, por bons motivos, o mesmo que o partido deles preconizasse. Mas enfim!
Cavaco fica agora refém da sua lendária cooperação institucional. À mínima diversão... custos políticos em cima.

Quanto à abstenção, é um argumento poderosíssimo, é evidente. Que pertence à essência democrática. Portanto, também à essência do acto eleitoral. Legitimaria só por si a opção.

Comentar post