Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Desde 1995

O João Miranda elabora uma pequena sondagem, no Blasfémias, onde pergunta qual o melhor primeiro-ministro desde 1995. As opções são Guterres, Barroso, Santana e Sócrates. A verdade é que confrontado com uma questão do género tenho muita dificuldade em dar resposta. Se a pergunta trocasse melhor por pior, a resposta era simples, Guterres. Este foi o que criou o problema, os outros só mostraram-se incapazes para encontrar solução para o mesmo. Mas, em última análise, respondendo à pergunta concreta talvez tivesse de optar por Santana Lopes. Não porque o homem seja particularmente brilhante, mas porque foi o que durou menos tempo no cargo. E perante maus governantes, o melhor é mesmo aquele que menos tempo exerceu funções.

publicado por Jorge A. às 12:57
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12 comentários:
De Nuno Raimundo a 19 de Junho de 2009 às 13:43
Boas...

Mai nada!
Mas tb não o deixaram lá tempo suficiente para que mostrasse trabalho.

mas partilho da tua visão, menos tempo no poder, menos estragos no país...

abr...
De Jorge Assunção a 19 de Junho de 2009 às 14:23
"Mas tb não o deixaram lá tempo suficiente para que mostrasse trabalho."

Confesso que não acredito que ele mostrasse grande trabalho. Mas há uma coisa que sei: há quem faça por crer que Santana foi um péssimo primeiro-ministro e causou estragos ao país. Nisto, há uma coisa que tenho como certa: ninguém, em tão pouco tempo (foram apenas seis meses), consegue tomar medidas com impacto significativo no estado de um país.

Um abraço.
De manuel gouveia a 19 de Junho de 2009 às 14:00
Tem piada! Muita gente insuspeita acusou Cavaco de ser o pai do monstro. Guterres tem o pecado de ter sonhado um Portugal europeu, que nós matámos com o défice, enquanto Espanha contornava a questão com sabedoria e sentido de estado por parte de todas as forças políticas!
De Jorge Assunção a 19 de Junho de 2009 às 14:20
"Muita gente insuspeita acusou Cavaco de ser o pai do monstro."

Pois, Manuel. Há muita gente que faz por esquecer a verdade. A prova que os anos de Cavaco, com todos os seus problemas, não deram cabo do país, é a de que Guterres durante os quase sete anos em que governou o país, durante os primeiro cinco teve dinheiro para dar e vender. A tal ponto que vendeu, com a ajuda das taxas de juro baixas que a adesão ao euro garantiram, um sonho cor-de-rosa aos portugueses que terminou no pântano que se conhece.

Guterres e Pina Moura, infelizmente, acreditaram no paraíso. Em taxas de crescimento económico elevadas durante longos períodos de tempo. Quando as taxas de crescimento começaram a desacelerar foi o descalabro, porque as receitas começaram a diminuir, mas a despesa não parava de aumentar.
De manuel gouveia a 19 de Junho de 2009 às 14:37
Cavaco croiu o monstro mais sagrado de todos: as carreiras e o esquema de vencimentos da função pública. Guterres projectou Portugal na europa, infelizmente aplicámos mal o dinheiro e esses ganhos em BPNs e outras m.. e foi o resultado que deu, quando decidimos invocar o défice! Nunca vi um país dar tiros nos seus próprios pés!
De Jorge Assunção a 19 de Junho de 2009 às 14:45
"Cavaco croiu o monstro mais sagrado de todos: as carreiras e o esquema de vencimentos da função pública."

Sim, nesse aspecto Cavaco terá criado qualquer coisa. O problema é que quando Guterres chega ao poder nada disso era irreversível. Mas Guterres em vez de reformar o sistema (que nem Guterres reformou, nem nenhum outro que se lhe seguiu), fez ainda pior: aumentou o número de funcionários públicos. Depois, nem podiam reformar o sistema (porque os funcionários não deixam), nem conseguem mandar embora o número elevado dos que já lá estão.
De manuel gouveia a 19 de Junho de 2009 às 14:54
Bem tu esqueces que ao monstro de Cavaco juntou-se o monstro dos gestores, e de repente as empresas ficaram com um brutal aumento de encargos fruto do ordenados mirabolantes pagos aos gestores (e directores). Hoje custam mais de 50% dos custos salariais das suas empresas!

(bem só mais uma réplica e mudamos para o post seguinte.)
De Daniel João Santos a 19 de Junho de 2009 às 16:07
1º Ministro desde 1995?

E tivemos algum?
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 19 de Junho de 2009 às 18:06
Jorge: Olá! Gostei muito deste teu post bem humorado.
Quanto a mim, não o prefiro apenas Santana Lopes pelo prazo-limite. Gostei da equipa governativa, a melhor de há muitos anos para cá. E escolher uma boa equipa é uma qualidade importante num PM. não achas?

De Jorge Assunção a 19 de Junho de 2009 às 21:17
Ana: Sinceramente, acho que parte da equipa era boa. Nomeadamente, gostava de Bagão Félix nas Finanças (e fez um óptimo trabalho como ministro da Seg.Social e do Trabalho); do José Pedro Aguiar-Branco como ministro da Justiça; e António Mexia nas obras públicas era uma surpresa agradável. Lembro-me que houve um erro de casting flagrante, a Maria do Carmo Seabra para o ministério da educação - nunca percebi o motivo desta aceitar tal convite que não o orgulho de ser ministra, mesmo que ministra de uma área que, manifestamente, não era a sua. E Santana errou quando convidou os seus amigos Henrique Chaves e Rui Gomes da Silva. O primeiro abandonou-o assim que surgiu a oportunidade, o segundo metia água sempre que falava. Portanto, diria que escolher uma boa equipa é uma qualidade importante num PM, mas Santana só o fez até certo ponto. E bastam duas ou três maçãs podres num conjunto muito bom para estragar a colheita. Foi o que sucedeu com Santana.
De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 19 de Junho de 2009 às 23:03
Tens razão, Jorge, já não me lembrava desses erros de casting. Apesar de tudo, foi a meu ver a melhor equipa governativa das décadas mais recentes, certo?
De Jorge Assunção a 19 de Junho de 2009 às 23:29
Se sou obrigado a escolher, em teoria diria que sim. Muito embora mantenha que ter Santana à cabeça e contar com Rui Gomes da Silva (especialmente esse), deita por terra qualquer equipa por muito boa que ela seja. Durão, nesse aspecto, tinha uma equipa muito mais equilibrada. Mas o meu maior problema, tal como com a sondagem do João Miranda, é que nos últimos anos não existiu qualquer equipa com a qualidade que se exigia às circunstâncias. E são cada vez menos as pessoas com qualidade que aceitam o cargo de ministro.

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