35 comentários:
De manuel gouveia a 17 de Junho de 2009 às 22:26
Os trabalhadores estão reféns, a autoeuropa pelos vistos não, apesar dos milhões que recebeu do estado português...
De Jorge A. a 17 de Junho de 2009 às 22:31
Os trabalhadores não estão reféns. Tanto é que recusam a actual proposta (que já representou uma cedência da autoeuropa face a proposta anterior). Mas a autoeuropa também não está refém. E é preciso compreender que, ao contrário de há pouco tempo onde isso raramente era colocado, nunca esteve tão perto de decidir abandonar o país. É a tal questão: "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão".
De manuel gouveia a 17 de Junho de 2009 às 22:38
Se tivesse que devolver o dinheiro que recebeu não estaria prestes a abandonar o país!
De Jorge Assunção a 17 de Junho de 2009 às 22:58
Parte do dinheiro que recebeu teve utilidade. Uma vez que se não tivesse recebido dinheiro, muito provavelmente nunca teria-se instalado por cá. De resto, conforme espero estar estipulado em contrato, caso a autoeuropa decida abandonar o país terá de pagar alguma compensação ao Estado português, bem como, certamente, aos seus trabalhadores. Se perante isso decidir abandonar, cumprindo o que está estipulado em contrato e na lei, não vejo como criticar.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 11:53
Sempre o benefício da dúvida ao patronato! Um dia quando for patrão vou-te querer como empregado...
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 12:11
Não dou benefício nenhum ao patronato. Nem sei colocar as coisas nesses termos, de operário e patronato, ou coisa que o valha. Mesmo porque muitas vezes aqueles que contratam, despedem e tomam outras decisões semelhantes, em empresas grandes como é o caso em questão, são tão assalariados quanto os outros. Têm é responsabilidades bastante diferentes.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 12:28
Eu ajudo: o patrão é quem despede, o mepregado é o despedido. Ajudei?
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:28
Pergunta para o Manuel: o João Rendeiro, do BPP, era o patrão? Mas não foi despedido?
O Paulo Teixeira Pinto, do Millenium BCP, era o patrão? Mas não foi despedido?
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:28
Para simplificar: o Rui Costa é patrão? Embora assalariado do Benfica?
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 20:59
Sim,mas o Paulo Teixeira Pinto saiu com uma indemnização e uma renda vitalícia do banco, não te confundas!
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:10
Pois, Manuel. Mas essa dialética entre patrão e operário está mais que ultrapassada. O Manuel está a pôr em causa é as discrepâncias salariais que existem dentro de uma mesma empresa. O confuso aqui não sou eu.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:17
O que está ultrapassado é só olharmos para a nossa barriga e achar que o mundo a isso se resume. Nos EUA essa dialéctica não se põe, porque será? Porque pagam os patrões americanos dos melhores salários do mundo? Porque é que nos estados unidos a produtividade não é função inversa do salário?
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:27
"Porque pagam os patrões americanos dos melhores salários do mundo?"

Porque os americanos têm uma produtividade elevada. Não vou voltar a entrar nessa discussão de quem quer inventar a roda. Maior produtividade -> maior salário. Em Portugal, nos últimos anos, o salário tem aumentado mais do que a produtividade. O Manuel nem percebe isso, porque se percebesse, percebia que isso contraria tudo o que quer vir para aqui defender: que mais salário -> maior produtividade. Se fosse assim como diz, tinha-se notado em Portugal, uma vez que é isso que se passa. Mas contrariamente às suas ideias, passando-se isso, somos cada vez mais pobres. Algo não bate certo.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:31
Os ordenados têm vindo a baixar. Neste momento na empresa onde trabalho os técnicos entram a ganhar mais do que um engenheiro na PT! Sabes como isso distorce o mercado para não falar da sociedade?

Mas se os baixos ordenados são a solução então na Europa nós devíamos de ser os que não deviam de sentir a crise: já temos os mais baixos salários da Europa!
De Jorge A. a 18 de Junho de 2009 às 21:54
"Os ordenados têm vindo a baixar."

Diz isso às estatisticas que a realidade que vem lá espelhada não diz nada disso.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 22:04
Perguntas aos jovens licenciados que partem para o mercado de trabalho. Pergunta por exemplo aos enfermeiros.
De António de Almeida a 17 de Junho de 2009 às 23:03
Provavelmente os trabalhadores da Qimonda gostariam de conseguir obter um acordo de empresa...
De Jorge A. a 17 de Junho de 2009 às 23:19
Parece que sim. Mas dado os resultados da votação, a Autoeuropa sabe que não precisa de ceder muito para conseguir o acordo. Basta convencer 65 dos 1381 trabalhadores que votaram contra, para que seja alcançado um acordo.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 11:55
Um dia quando for patrão não vou querer empregados! Só servem para dar chatices!
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 12:08
Eu parece-me é que o Manuel gostava de ser era um trabalhador sem "patrão". A Autoeuropa sem os accionistas que a financiaram e os gestores que a mantêm competitiva, não seria nada.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 12:26
Mantenho a minha oferta! Tu e o António estão contratados! Só falta dar-vos a conhecer o sistema de avaliação. Ou esperavam continuar sem serem avaliados?
De António de Almeida a 18 de Junho de 2009 às 14:14
Meu caro Manuel, fui avaliado durante 16 anos por uma multinacional, há ganhos e perdas, no mundo real é assim...
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 15:38
No mundo real, todos os funcionários públicos ou de empresas do sector empresarial do estado são avaliados, no privado, só mesmo os das multinacionais... o resto é só cantiga.
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:31
O Manuel não sabe é o que é uma avaliação. A avaliação no privado tem repercussão que no público nunca chega a ter. No público existe uma pseudo-avaliação. Basta olhar para isto:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1259071

«91% dos juízes avaliados com 'bom' e 'muito bom'»

É que o pessoal faz que acredita...
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:02
Tu realmente falas do que não sabes. No público isso corta a progressão na carreira e nomeia os candidatos à disponibilidade.
No privado não existe qualquer tipo de avaliação minimamente séria, com excepção das multinacionais.
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:15
Claro que nada sei. Basta ver os estudos sobre o assunto realizados em Portugal. Todos dizem o mesmo sobre o que é a progressão de carreira na função pública e como a avaliação e a valorização da meritocracia é coisa inexistente.

"No privado não existe qualquer tipo de avaliação minimamente séria, com excepção das multinacionais."

Não sei ao que o Manuel se refere. O que o Manuel não percebe é que os sistemas de avaliação têm de existir especialmente em entidades com grande quantidade de funcionários, como a função pública é exemplo flagrante. As multinacionais ou as empresas nacionais de grande dimensão todas têm de ter avaliação porque, por exemplo, o Belmiro não pode estar a vigiar todos os funcionários da SONAE. Daí desenvolve um sistema que lhe dê garantias sobre os seus funcionários. O sistema de avaliação do Estado quando comparado com o existente na SONAE ou em qualquer banco nacional é pura brincadeira.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:22
Tu és fantástico! Para se pagar o ordenado mínimo nacional às caixas não precisa de as avaliar! Para quê?

Acredita que nós só temos uma política: a de baixos salários. Isso impede que a produtividade do país cresça e com ela a nossa competitividade, mata qualquer hipótese de formação séria e condena as gerações futuras.
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:32
Como te digo mais acima: em Portugal, os salários têm crescido mais do que a produtividade. Isso contraria a tua tese (de que maior salários aumenta a produtividade).

"Para se pagar o ordenado mínimo nacional às caixas não precisa de as avaliar! Para quê?"

Não conheço propriamente a forma de funcionamento das caixas e a sua avaliação a existir será certamente diminuta, mas têm supervisores. E presumo que possam subir na função.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:46
Sim claro, é uma perspectiva estonteante! Quanto à tua afirmação inicial, já te ocorreu que isso se deve aos gestores? Em Palmela temos da maior produtividade do grupo. Porquê? Porque o gestor e os métodos de gestão são estrangeiros.
De Jorge A. a 18 de Junho de 2009 às 21:56
Em Palmela têm a maior produtividade do grupo? Estamos a falar da Autoeuropa? Então não há, certamente, o problema que a empresa deslocalize.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 22:06
Que se deslocalizem, que vá para a India! E quando não existir um único empregado na europa vão vender os carros que fabricam a quem?

Existe um limite em relação ao qual não podemos permitir mais chantagem!
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:29
Avaliado já eu sou há muito tempo. Eu quero saber é o salário, a função e a credibilidade da empresa.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:00
Tens objectivos e um método de avaliação? Duvido muito...
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:12
Não vou andar aqui a discutir na caixa de comentários o que tenho ou deixo de ter.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:23
De alguma forma já respondeste...

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