Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Vambora

Trabalhadores da Autoeuropa chumbam proposta de acordo com a administração

 

Se a empresa decidir abandonar o país, ninguém se queixe. E com isto não estou a tirar a razão aos trabalhadores, mas tão só a justificar uma possível saida da empresa. É que, para quem não tenha percebido, o mercado automóvel atravessa uma crise profunda e de obrigatória reformulação da cadeia produtiva.

publicado por Jorge A. às 22:18
link do post | comentar
35 comentários:
De manuel gouveia a 17 de Junho de 2009 às 22:26
Os trabalhadores estão reféns, a autoeuropa pelos vistos não, apesar dos milhões que recebeu do estado português...
De Jorge A. a 17 de Junho de 2009 às 22:31
Os trabalhadores não estão reféns. Tanto é que recusam a actual proposta (que já representou uma cedência da autoeuropa face a proposta anterior). Mas a autoeuropa também não está refém. E é preciso compreender que, ao contrário de há pouco tempo onde isso raramente era colocado, nunca esteve tão perto de decidir abandonar o país. É a tal questão: "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão".
De manuel gouveia a 17 de Junho de 2009 às 22:38
Se tivesse que devolver o dinheiro que recebeu não estaria prestes a abandonar o país!
De Jorge Assunção a 17 de Junho de 2009 às 22:58
Parte do dinheiro que recebeu teve utilidade. Uma vez que se não tivesse recebido dinheiro, muito provavelmente nunca teria-se instalado por cá. De resto, conforme espero estar estipulado em contrato, caso a autoeuropa decida abandonar o país terá de pagar alguma compensação ao Estado português, bem como, certamente, aos seus trabalhadores. Se perante isso decidir abandonar, cumprindo o que está estipulado em contrato e na lei, não vejo como criticar.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 11:53
Sempre o benefício da dúvida ao patronato! Um dia quando for patrão vou-te querer como empregado...
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 12:11
Não dou benefício nenhum ao patronato. Nem sei colocar as coisas nesses termos, de operário e patronato, ou coisa que o valha. Mesmo porque muitas vezes aqueles que contratam, despedem e tomam outras decisões semelhantes, em empresas grandes como é o caso em questão, são tão assalariados quanto os outros. Têm é responsabilidades bastante diferentes.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 12:28
Eu ajudo: o patrão é quem despede, o mepregado é o despedido. Ajudei?
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:28
Pergunta para o Manuel: o João Rendeiro, do BPP, era o patrão? Mas não foi despedido?
O Paulo Teixeira Pinto, do Millenium BCP, era o patrão? Mas não foi despedido?
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:28
Para simplificar: o Rui Costa é patrão? Embora assalariado do Benfica?
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 20:59
Sim,mas o Paulo Teixeira Pinto saiu com uma indemnização e uma renda vitalícia do banco, não te confundas!
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:10
Pois, Manuel. Mas essa dialética entre patrão e operário está mais que ultrapassada. O Manuel está a pôr em causa é as discrepâncias salariais que existem dentro de uma mesma empresa. O confuso aqui não sou eu.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:17
O que está ultrapassado é só olharmos para a nossa barriga e achar que o mundo a isso se resume. Nos EUA essa dialéctica não se põe, porque será? Porque pagam os patrões americanos dos melhores salários do mundo? Porque é que nos estados unidos a produtividade não é função inversa do salário?
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:27
"Porque pagam os patrões americanos dos melhores salários do mundo?"

Porque os americanos têm uma produtividade elevada. Não vou voltar a entrar nessa discussão de quem quer inventar a roda. Maior produtividade -> maior salário. Em Portugal, nos últimos anos, o salário tem aumentado mais do que a produtividade. O Manuel nem percebe isso, porque se percebesse, percebia que isso contraria tudo o que quer vir para aqui defender: que mais salário -> maior produtividade. Se fosse assim como diz, tinha-se notado em Portugal, uma vez que é isso que se passa. Mas contrariamente às suas ideias, passando-se isso, somos cada vez mais pobres. Algo não bate certo.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:31
Os ordenados têm vindo a baixar. Neste momento na empresa onde trabalho os técnicos entram a ganhar mais do que um engenheiro na PT! Sabes como isso distorce o mercado para não falar da sociedade?

Mas se os baixos ordenados são a solução então na Europa nós devíamos de ser os que não deviam de sentir a crise: já temos os mais baixos salários da Europa!
De Jorge A. a 18 de Junho de 2009 às 21:54
"Os ordenados têm vindo a baixar."

Diz isso às estatisticas que a realidade que vem lá espelhada não diz nada disso.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 22:04
Perguntas aos jovens licenciados que partem para o mercado de trabalho. Pergunta por exemplo aos enfermeiros.
De António de Almeida a 17 de Junho de 2009 às 23:03
Provavelmente os trabalhadores da Qimonda gostariam de conseguir obter um acordo de empresa...
De Jorge A. a 17 de Junho de 2009 às 23:19
Parece que sim. Mas dado os resultados da votação, a Autoeuropa sabe que não precisa de ceder muito para conseguir o acordo. Basta convencer 65 dos 1381 trabalhadores que votaram contra, para que seja alcançado um acordo.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 11:55
Um dia quando for patrão não vou querer empregados! Só servem para dar chatices!
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 12:08
Eu parece-me é que o Manuel gostava de ser era um trabalhador sem "patrão". A Autoeuropa sem os accionistas que a financiaram e os gestores que a mantêm competitiva, não seria nada.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 12:26
Mantenho a minha oferta! Tu e o António estão contratados! Só falta dar-vos a conhecer o sistema de avaliação. Ou esperavam continuar sem serem avaliados?
De António de Almeida a 18 de Junho de 2009 às 14:14
Meu caro Manuel, fui avaliado durante 16 anos por uma multinacional, há ganhos e perdas, no mundo real é assim...
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 15:38
No mundo real, todos os funcionários públicos ou de empresas do sector empresarial do estado são avaliados, no privado, só mesmo os das multinacionais... o resto é só cantiga.
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:31
O Manuel não sabe é o que é uma avaliação. A avaliação no privado tem repercussão que no público nunca chega a ter. No público existe uma pseudo-avaliação. Basta olhar para isto:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1259071

«91% dos juízes avaliados com 'bom' e 'muito bom'»

É que o pessoal faz que acredita...
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:02
Tu realmente falas do que não sabes. No público isso corta a progressão na carreira e nomeia os candidatos à disponibilidade.
No privado não existe qualquer tipo de avaliação minimamente séria, com excepção das multinacionais.
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:15
Claro que nada sei. Basta ver os estudos sobre o assunto realizados em Portugal. Todos dizem o mesmo sobre o que é a progressão de carreira na função pública e como a avaliação e a valorização da meritocracia é coisa inexistente.

"No privado não existe qualquer tipo de avaliação minimamente séria, com excepção das multinacionais."

Não sei ao que o Manuel se refere. O que o Manuel não percebe é que os sistemas de avaliação têm de existir especialmente em entidades com grande quantidade de funcionários, como a função pública é exemplo flagrante. As multinacionais ou as empresas nacionais de grande dimensão todas têm de ter avaliação porque, por exemplo, o Belmiro não pode estar a vigiar todos os funcionários da SONAE. Daí desenvolve um sistema que lhe dê garantias sobre os seus funcionários. O sistema de avaliação do Estado quando comparado com o existente na SONAE ou em qualquer banco nacional é pura brincadeira.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:22
Tu és fantástico! Para se pagar o ordenado mínimo nacional às caixas não precisa de as avaliar! Para quê?

Acredita que nós só temos uma política: a de baixos salários. Isso impede que a produtividade do país cresça e com ela a nossa competitividade, mata qualquer hipótese de formação séria e condena as gerações futuras.
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:32
Como te digo mais acima: em Portugal, os salários têm crescido mais do que a produtividade. Isso contraria a tua tese (de que maior salários aumenta a produtividade).

"Para se pagar o ordenado mínimo nacional às caixas não precisa de as avaliar! Para quê?"

Não conheço propriamente a forma de funcionamento das caixas e a sua avaliação a existir será certamente diminuta, mas têm supervisores. E presumo que possam subir na função.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:46
Sim claro, é uma perspectiva estonteante! Quanto à tua afirmação inicial, já te ocorreu que isso se deve aos gestores? Em Palmela temos da maior produtividade do grupo. Porquê? Porque o gestor e os métodos de gestão são estrangeiros.
De Jorge A. a 18 de Junho de 2009 às 21:56
Em Palmela têm a maior produtividade do grupo? Estamos a falar da Autoeuropa? Então não há, certamente, o problema que a empresa deslocalize.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 22:06
Que se deslocalizem, que vá para a India! E quando não existir um único empregado na europa vão vender os carros que fabricam a quem?

Existe um limite em relação ao qual não podemos permitir mais chantagem!
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 19:29
Avaliado já eu sou há muito tempo. Eu quero saber é o salário, a função e a credibilidade da empresa.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:00
Tens objectivos e um método de avaliação? Duvido muito...
De Jorge Assunção a 18 de Junho de 2009 às 21:12
Não vou andar aqui a discutir na caixa de comentários o que tenho ou deixo de ter.
De manuel gouveia a 18 de Junho de 2009 às 21:23
De alguma forma já respondeste...

Comentar post

Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!

Mais sobre mim

Contacto

jorgeassuncao@europe.com

Subscrever feeds

Pesquisar neste blog

Links

Arquivos

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Julho 2006

Secções

desporto(383)

politica nacional(373)

cinema(291)

economia(191)

música(136)

ténis(132)

humor(131)

futebol(130)

eleições eua(118)

estados unidos(115)

portugal(115)

blogs(109)

miúdas giras(93)

jornalismo(88)

politica internacional(87)

governo(79)

televisão(74)

blogosfera(69)

oscares(68)

pessoal(55)

todas as tags

blogs SAPO