De manuel gouveia a 6 de Junho de 2009 às 19:34
Aqui se desenhou uma nova consciência social de que os homens não serviam só de carne para canhão! Que tinham direitos, a um emprego, a uma casa, a um horário de trabalho, a assistência na velhice e na doença. O mundo não voltaria a ser o mesmo e as sociedades também não.
De Jorge Assunção a 7 de Junho de 2009 às 06:54
Confesso que não percebo a associação, Manuel.
De manuel gouveia a 7 de Junho de 2009 às 10:56
Não só do combatente, mas também das elites, emergiu a noção que o sacrifício pedido tinha que conduzir a um mundo melhor, onde, para o operário e o agricultor valesse a pena viver num país independente. Onde não fosse indiferente uma Inglaterra governada por uma aristocracia ou satélite da Alemanha. Saiu daqui uma nova consciência de ser povo.
De Jorge Assunção a 7 de Junho de 2009 às 15:10
"a noção que o sacrifício pedido tinha que conduzir a um mundo melhor"

E como é que o Manuel faz valer isso para a Rússia comunista (aliás, isso que refere tinha sido mais marcante na primeira guerra mundial - coisa que levou aos erros que se conhecem em nome do operário e do agricultor)? O sentimento que vem ao de cima numa guerra é sempre o sentimento nacionalista. A única consciência nova que saiu da guerra, nos países ocidentais, foi a da necessidade de estreitar os laços de ligação entre os povos - diminuindo, portanto, essa tensão nacionalista (aqui sim, concordo que há uma nova consciência de ser povo, não sei é se vou no caminho que o Manuel parece indicar). E houve, obviamente, uma valorização da liberdade (ainda para mais quando meia Europa continuou sobre o jugo ditatorial - o que permitia o contraste). Mas a consciencialização social, como o Manuel lhe chamou, é uma coisa que era muito anterior à segunda guerra.
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