De André Antunes a 4 de Junho de 2009 às 21:03
A si incomoda-lhe mais o jornalismo da rtp porque ele nao faz condenaçoes em praça publica ou nao procura mandar noticias para o ar sem confirmar as fontes ou sem se preocupar se vai por em causa uma investigação ou o bom nome dos visados... mando para o ar e os outros que se danem! E incomoda porque é um serviço de notícias anti-PS, tal como o senhor! Pergunto: acha que a ERC e o Sindicato dos Jornalistas, que condenaram a MMG pelo seu tipo de jornalismo tambem estão instrumentalizadas? Para si ´já nao ha verdades...neste país tudo o que "desculpe" PS é através de governamentalização! Enfim... entristece-me a falta de seriedade e imparcialidade
De Jorge Assunção a 4 de Junho de 2009 às 22:17
Caro André,

"Enfim... entristece-me a falta de seriedade e imparcialidade"

Falta de seriedade e imparcialidade, ora ai está, deve-lhe então entristecer o primeiro-ministro que, segundo consta, não dá entrevistas à TVI. Nem o primeiro-ministro dá entrevistas, nem os seus ministros falam com os jornalistas da TVI. E depois a ERC tem a lata, e é de lata que falamos, de culpar a TVI por não ouvir os visados nas suas histórias: como é que pode a TVI ouvir alguém que não pretende falar? E mais lata ainda tem a ERC quando diz que a TVI não ouve os visados e, inacreditavelmente, decidiu também não ouvir a TVI antes de tomar a sua deliberação. Diga-me a sua opinião sobre isto e talvez fiquemos a conhecer a sua seriedade e imparcialidade no caso em questão.
De André Antunes a 4 de Junho de 2009 às 22:55
Caro Jorge,

A não ser que eu tenha lido mal a notícia, as principais críticas à TVI são pelo facto de procederem a um jornalismo pouco íntegro. É sabido que a MMG não dá a notícia sem lhe colocar algum comentário pessoal, alguma "boca", alguma ironia como forma de manifestar o que pensa e, na verdade, também é sabido, isso viola todas e quaisquer normas de conduta da profissão em causa. A imparcialidade e o rigor são dois pilares que devem ser levados em linha de conta quando se dá uma notícia. Acho que estará de acordo que imparcialidade quando se trata de falar do PS ou de Sócrates é coisa que falta, em muito, à referida jornalista. Sejamos razoáveis, no mínimo: se for capaz de se colocar no papel de um membro do governo ou, nomeadamente, no papel do Primeiro-Ministro, aceitaria o convite de uma televisão que passa os 4 anos da sua governação a levantar polémicas, injúrias, escandalos, que atenta da forma mais mediana à sua integridade pessoal durante todas as 6as? Sinceramente, sou humano, e há coisas que acho intoleráveis... é que antes de mandarem as notícias, os escandalos e as insinuações para o ar, devem, desde logo, ouvir ambas as partes e nao, como se faz ali, mandar para o ar aquilo que lhe apetece e ficar a espera que a pessoa visada se justifique! Acho uma regra mínima de conduta ética e moral, nao falando da profissional! É que repare... a TVI também nao pede opiniões nem versões das duas partes antes de lançar essas "notícias TVI". Limita-se a ouvir uma parte, sem se assegurar que aquilo é verdade, pondo em causa de forma irresponsável o bom nome de uma pessoa que, independentemente de PM é um cidadão como qualquer um de nós. Quanto à ERC... bem, trata-se de uma entidade pública de regulação, autónoma (logo, fora do controlo governamental) que procedeu a um "aviso". É que se atentar no caso, a TVI nao recebeu qualquer tipo de sanção logo, nao tem o "ónus da contra argumentação" porque este não é um processo de natureza disciplinar ou sancionatória...
De Jorge Assunção a 4 de Junho de 2009 às 23:37
"facto de procederem a um jornalismo pouco íntegro."

Mas para provarem que é jornalismo pouco íntegro tem de dar exemplos concretos. Peças jornalísticas onde isso se verificou. Não vejo ninguém a fazer isso.

"A imparcialidade e o rigor são dois pilares que devem ser levados em linha de conta quando se dá uma notícia."

E o questionamento constante também deve fazer parte do que é ser jornalista. Este questionamento incomoda, por isso tanta gente não gosta de MMG. Esta é de certa forma imparcial? Talvez, mas se a imparcialidade tende a criticar aqueles que detém o poder não me incomoda nada a situação. O poder é aquele que mais deve ser escrutinado em relação a todos os outros. E o que me choca é a apatia dos jornalistas em quase tudo: por exemplo, fugindo ao PS, o que foi dito e escrito sobre o caso do financiamento da Somague ao PSD? Quase nada. Isso é que incomoda-me. Muito mais do que um jornal como o de sexta na TVI onde, pelo menos, tenho acesso a casos como o das viagens do médicos para ilhas paradisíacas à custa dos institutos farmacêuticos (o jornal da TVI não incomoda só o poder governativo, mas também o poder oculto).

"se for capaz de se colocar no papel de um membro do governo ou, nomeadamente, no papel do Primeiro-Ministro, aceitaria o convite de uma televisão que passa os 4 anos da sua governação a levantar polémicas"

Não são 4 anos, quanto mais não fosse porque MMG esteve afastada um período do jornal (porque terá sido?). E se não aceitasse falar para essa televisão, não podia certamente queixar-me de que essa televisão não me ouvia. E, mais para mais, de certeza que não apelidaria tal como "jornalismo travestido", numa clara tentativa de poluir ainda mais o ambiente e que deixa o primeiro-ministro muito mal visto.

"desde logo, ouvir ambas as partes e nao, como se faz ali, mandar para o ar aquilo que lhe apetece e ficar a espera que a pessoa visada se justifique!"

Lá está, não é isso que acontece. À pessoa visada é dado o direito para que se justifique. Esta recusa. A TVI faz o que tem a fazer (o problema é que os visados não gostam de ser confrontados com coisas incómodas).

"irresponsável o bom nome de uma pessoa que, independentemente de PM é um cidadão como qualquer um de nós."

Irresponsável é não questionar. Mais para mais se a pessoa é o PM, este não é um cidadão como qualquer um de nós, uma vez que tem responsabilidades acrescidas sobre a vida de todos nós.

"trata-se de uma entidade pública de regulação, autónoma (logo, fora do controlo governamental) que procedeu a um "aviso"."

Autónoma? É uma instituição criada por este governo, cujos membros foram escolhidos a dedo por Augusto Santos Silva. Mais não posso dizer. Peço só que consulte todas as deliberações da ERC. Vai verificar que há uma dupla sempre de acordo em tudo e um individuo que vota quase sempre contra as deliberações dessa dupla. Coisas estranhas...

"a TVI nao recebeu qualquer tipo de sanção logo, nao tem o "ónus da contra argumentação" porque este não é um processo de natureza disciplinar ou sancionatória..."

Pois não. Foi um processo com um timing brilhante (bem como o do sindicato dos jornalistas), associado ao espectáculo de Marinho Pinto no mesmo jornal. E depois quer que essas instituições tenham credibilidade?
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