26 comentários:
De Jorge Assunção a 23 de Março de 2009 às 21:40
Depende. Se refere-se aos administratores executivos de empresas privadas é obviamente uma proposta virtual.
De manuel gouveia a 23 de Março de 2009 às 21:42
Desde que tenham capital do estado ou recebido subsídios ou garantias....
De Jorge Assunção a 23 de Março de 2009 às 21:50
"Desde que tenham capital do estado ou recebido subsídios ou garantias...."

Só compreendo isso nas empresas em que o estado tenha a maior parte do capital ou seja, tão só, o proprietário. Há empresas onde o estado tem capital, mas não tem posição maioritária - nessas os accionistas, sendo o Estado só mais um, devem decidir eles quais as remunerações dos gestores executivos. Na questão dos subsídios, eu proponho o fim dos mesmos. Nas garantias, não faz sentido, porque em último caso levaria a que só as empresas mal geridas tivessem interesse em recorrer às garantias.

As coisas são sempre mais complicada Manuel. Fiquemos, por exemplo, pelas garantias. O Estado dá garantias que estão disponiveis para todos os bancos. Os bancos em maiores dificuldades serão os primeiros a recorrer às garantias e estas, estando disponíveis, têm um beneficio - uma taxa de juro mais baixa no mercado. O banco em dificuldades passa a ter acesso a uma taxa de juro mais baixa no mercado. O banco sem dificuldades passa a estar numa situação de desvantagem para com o banco em dificuldades - porque raio deve o Estado favorecer o banco em dificuldades face ao bem gerido? Não deve. Por isso, de certa forma, o Estado deve permitir que todos os bancos usufruam da garantia.
De manuel gouveia a 24 de Março de 2009 às 10:09
Eu reconheço que é mais simples reduzir os ordenado a quem ganha menos, por exemplo baixar o ordenado mínimo nacional... aí nunca seria uma ingerência do estado na esfera privada.

Eu proponho um imposto de 90% sobre o valor das viaturas atribuídas, para uso pessoal, sem identificação da empresa, a incidir no valor remanescente acima dos 20.000€. E que o valor do leasing ou amortização da viatura seja declarado no IRS de quem a usa. Sem qualquer tipo de excepção .
De Jorge Assunção a 24 de Março de 2009 às 14:04
Manuel,

a existência do salário minimo é uma ingerência do estado na esfera privada. Por mim, o salário minimo não devia existir.
De manuel gouveia a 24 de Março de 2009 às 19:27
Jorge mas tu defendes que os mais desfavorecidos devem ser impunemente explorados por patrões sem escrúpulos, ou defendes que a dignidade humana se sobrepõe à gula do lucro?

O lucro não pode ser o objectivo último da sociedade humana!
De Jorge Assunção a 24 de Março de 2009 às 20:26
Desculpa lá, Manuel, mas que raio de pergunta essa? O que raio tem isso a ver com o debate sobre o salário minimo? Para mim, o salário minimo traz mais maleficios do que beneficios, compreendes isso? E não é uma questão de mais ou menos lucro.
De manuel gouveia a 25 de Março de 2009 às 11:04
Vamos por outra via: os empresários usam infra-estruturas pagas pelo estado, tiram partido do sistema de saúde dos seus funcionários ser pago pelo estado, etc... porque carga de água o estado não lhes deve impor um mínimo de obrigações sociais?
De Jorge Assunção a 25 de Março de 2009 às 13:08
"Vamos por outra via"

Vamos por outra via: porque não somos todos socialistas/comunistas?
De manuel gouveia a 25 de Março de 2009 às 14:11
Não meu caro, o que eu pretendo é que o esforço civilizacional feito pelo estado inclua também os empresários e não seja feito à custa dos mais fracos.
De Jorge Assunção a 25 de Março de 2009 às 22:35
Manuel,

não sei o que é isso dos mais fracos e dos mais fortes. O que sei é isto:

"Cem falências por dia"

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=770AD4E2-43B3-4219-BE4D-ABA7EC3C092F&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011

Os empresários são os que criam empresas que dão postos de trabalho. As tuas ideias só levariam a mais falências e ao desincentivo ao surgimento de novos empresários. O que tu defendes, apesar das boas intenções, teria o efeito de prejudicar os mais "fracos".
De manuel gouveia a 25 de Março de 2009 às 23:32
Olhe que não, olhe que não.

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