"Desde que tenham capital do estado ou recebido subsídios ou garantias...."
Só compreendo isso nas empresas em que o estado tenha a maior parte do capital ou seja, tão só, o proprietário. Há empresas onde o estado tem capital, mas não tem posição maioritária - nessas os accionistas, sendo o Estado só mais um, devem decidir eles quais as remunerações dos gestores executivos. Na questão dos subsídios, eu proponho o fim dos mesmos. Nas garantias, não faz sentido, porque em último caso levaria a que só as empresas mal geridas tivessem interesse em recorrer às garantias.
As coisas são sempre mais complicada Manuel. Fiquemos, por exemplo, pelas garantias. O Estado dá garantias que estão disponiveis para todos os bancos. Os bancos em maiores dificuldades serão os primeiros a recorrer às garantias e estas, estando disponíveis, têm um beneficio - uma taxa de juro mais baixa no mercado. O banco em dificuldades passa a ter acesso a uma taxa de juro mais baixa no mercado. O banco sem dificuldades passa a estar numa situação de desvantagem para com o banco em dificuldades - porque raio deve o Estado favorecer o banco em dificuldades face ao bem gerido? Não deve. Por isso, de certa forma, o Estado deve permitir que todos os bancos usufruam da garantia.