Só não percebo uma coisa: se os baixos salários são uma vantagem em tempo de crise, então na europa devemos ser o país menos afectado!
Manuel,
não é essa a questão. Os salários devem estar associados à produtividade dos trabalhadores. É por isso que a Alemanha pode pagar mais do que nós aos seus trabalhadores e nem por isso deixa de ser competitiva.
Como se por lá também os patrões não deslocalizassem as suas empresas... mas, volto a insistir na comparação dos ordenados/produtividade dos caixas dos supermercados ou dos empregados do El Corte Inglés, que lá como cá praticam os mesmos preços de venda ao público. Diferente só mesmo os ordenados...
De Anónimo a 19 de Março de 2009 às 14:19
Comentário apagado.
São exactamente os mesmos, mesmo com a diferença do IVA. Como tenho familia em Elvas, verifico sempre os preços. Por exemplo, comprei uma vaporizadora da Polti (no Corte Inglés) e era o mesmo preço, apesar da diferença do IVA.
Já agora, sabe que por exemplo os carros são muito mais baratos em Espanha? Onde por exemplo troco os meus pneus...
Manuel,
os caixas do El Corte Inglés ganham mais que os caixas do MiniPreço. Porquê?
De resto é um problema do nível de vida da economia onde estão inseridos. Em Espanha, se o El Corte Inglés pagasse o mesmo que paga em Portugal não arranjava trabalhadores.
E em Espanha, volto a dizer, os preços são mais altos que em Portugal. Onde é que o Manuel arranjou essa ideia que os preços são os mesmos?
São exactamente os mesmos, mesmo com a diferença do IVA. Como tenho familia em Elvas, verifico sempre os preços. Por exemplo, comprei uma vaporizadora da Polti (no Corte Inglés) e era o mesmo preço, apesar da diferença do IVA.
Já agora, sabe que por exemplo os carros são muito mais baratos em Espanha? Onde por exemplo troco os meus pneus...
Manuel,
esta discussão dos preços não nos leva a lado nenhum - nem interessa para nada. O que me interessa é: quantos dos bens vendidos em Espanha nos supermercados são espanhóis e quantos dos vendidos em Portugal são portugueses?
A Zara pode vender produtos ao mesmo preço em Portugal e em Espanha, mas a produção está em Espanha. Percebe qual é o problema crónico português?
De Marco A. a 19 de Março de 2009 às 14:09
No actual contexto vir a defender isto, que embora necessário é incomportável, é sinal de possível candidatura à presidência da Republica.
Enfim, demagogia todos utilizam... O "bad boy do PS" não é excepção. Vamos ver os que se seguem...
Cumprimentos.
"é sinal de possível candidatura à presidência da Republica."
Concordo.
De
AP a 19 de Março de 2009 às 14:59
Jorge,
Trabalhei muitos anos em Badajoz e posso-lhe garantir que muitos preços em Espanha são iguais, ou mesmo mais baixos, que em Portugal.
Certamente conhece o conceito "paridade de preços" que muitas empresas aplicam nas suas filiais pela Europa. Só variam mesmo os salários...
Mais que nunca a pergunta é pertinente: se as sucessivas injecções de capital não chegam às empresas e aos cidadãos, que tal enveredar pelo aumento dos salários? Só estes têm capacidade de aumentar o consumo.
AP,
já respondi ao Manuel que os preços dos produtos não interessam. Mas, de qualquer forma, e com todos os problemas do indicador, pode-se recorrer ao Purchasing power parity. Na OCDE:
http://www.oecd.org/dataoecd/48/18/18598721.pdf
Os preços em Portugal são, para o cabaz seleccionado, 91% do valor dos preços em Espanha.
Aqui também é possível escolher as variáveis para chegar à mesma conclusão: em Espanha, os produtos são, em média, mais caros:
http://pwt.econ.upenn.edu/php_site/pwt62/pwt62_form.php
"se as sucessivas injecções de capital não chegam às empresas e aos cidadãos, que tal enveredar pelo aumento dos salários? Só estes têm capacidade de aumentar o consumo."
AP, não, não e não (aumento dos salários era a nossa morte). Se o objectivo é pôr mais dinheiro no bolso das pessoas, como parece ser o que o AP sugere, o caminho passa pela redução dos impostos - não pelo aumento dos salários.
De AP a 20 de Março de 2009 às 13:21
Jorge refiro-me apenas ao aumento dos salários mais baixos. Mas logicamente que não discordo da sua opinião sobre a redução de impostos, principalmente para as empresas.
Comentar post