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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

30
Jan09

Na Terra dos Cangurus IX

Jorge A.

 

Há uns tempos que estou para escrever este post, porque no ténis as vitória de uns são alicerçadas nas derrotas de outros e pouco ser é mais representante do grupo de derrotados que Andy Roddick. Não que ele seja o que mais perde, longe disso, quem dera muita gente ter no bolso um grand slam como Roddick tem ou chegar às fases finais das grandes competições regularmente como ele chega - afinal de contas estamos a falar de um tipo que a par de Federer apresenta a maior duração de anos no top 10 mundial a cada fim de ano. Mas entre os derrotados, Roddick é o que mais sobressai, e assim é porque toda a sua mediocridade fica revelada perante o parcial negativo de 2 jogos ganhos para 16 perdidos que tem contra Federer. Podia aqui falar no suor do esforço que corre da cara de Roddick a cada humilhação que leva do relógio suiço, sem que em Federer sobressaia a mais pequena pinga de esforço e tudo aparente uma calma natural só ao alcance dos deuses do Olimpo, mas não é só o suor ou falta deste que torna os confrontos entre ambos memoráveis.

 

Memoráveis aqui, entenda-se, do meu ponto de vista, porque a história não tardará em fazer esquecer quem era o opositor de Federer. Mas é ao esquecimento a que Roddick será relegado pela história que está o molho da questão. É que nunca, em momento algum, um jogador como Roddick seria completamente eclipsado como o tem sido nos últimos cinco anos. Foram três finais (duas em Wimbledon e uma no US Open), duas semi-finais (ambas no Australian Open) e uns quartos-de-final (US Open) em que o carrasco teve o mesmo nome. E perante a dureza destes factos, é incompreensível como Roddick ainda não se enfiou num buraco e desapareceu. Pelo contrário, insiste em esforçar-se cada vez mais no campo, sabendo de antemão que quando chega a altura, é massacre que o espera.

 

Recorda-me a obra prima de Milos Forman, Amadeus. Salieri sempre foi um compositor dotado, mas perante o génio de Mozart, até ele foi reduzido à sua mediocridade. Não há melhor analogia para descrever a relação de Federer com Roddick do que a relação entre Mozart e Salieri.

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