6 comentários:
De Miguel Lourenço Pereira a 17 de Janeiro de 2009 às 23:04
Provavelmente a fama do Clint aparecer sempre á última da hora com uma carta na manga (MDB, Letters) faz com que se acredite que vai repetir a dose. Sinceramente tenho as minhas duvidas (isto ainda sem ter visto o filme), já que acredito que os rivais do TDK para a tal "quinta" vaga serão Doubt e The Wrestler.

Quanto á Kate, não é a primeira vez que vemos isto. Vai ser duplamente nomeada e provavelmente é desta que vai levar o Óscar que tanto merece. Masjá passava o mesmo como Jamie Foxx do Collateral (que para não concorrer com ele próprio no Ray foi nomeado como secundário) ou o Michael Sheen, que é mais protagonista que o Frank Langella e desapareceu da luta aos prémios por não ter tido nem um anuncio de apoio. Hollywood é perita nestes jogos duplos. E sempre o será. Quem nasce torto dificilmente se endireita.

E obrigado pela simpática referencia.

Um abraço
De Jorge A. a 18 de Janeiro de 2009 às 00:33
"Provavelmente a fama do Clint aparecer sempre á última da hora com uma carta na manga"

Mas também não dúvido que só a Eastwood as cartas na manga de última hora são permitias por causa da sua relação próxima e de grande respeito (merecido) com a indústria de Hollywood. Esse é outro problema dos óscares, favorece demasiado os da "casa".

"Vai ser duplamente nomeada e provavelmente é desta que vai levar o Óscar que tanto merece."

Mas é bom que receba porque tem este ano uma representação que a faz merecedora, e não porque face à carreira passada o merece.

"Hollywood é perita nestes jogos duplos."

E tudo isso é prova que os estúdios influenciam os prémios. Mas não deviam os prémios, a bem da credibilidade, serem alheios a essas influências?

"E obrigado pela simpática referencia."

De nada, totalmente merecida. E é bom ter o Miguel de volta à bloga, lembro-me dos tempos em que o Hollywood era um dos meus blogues de cinema favorito.

Abraço.
De Miguel Lourenço Pereira a 19 de Janeiro de 2009 às 11:31
O problema dos Óscares é que são os prémios da industria. Nao sao como os festivais de cinema, prémios organizados e com juris rotativos e sempre com toques intelectuais. Nem os premios da critica, puras opçoes pessoais de um grupo de pessoas que passam o ano em festas dos estudios e em screeners, para depois queixarem-se da industria em cada texto.

Os Oscares sempre foram os premios dos estudios para o meio. A fama fez deles o maior premio internacional, mas continuam, tal como começaram. A premiar os nomes mais importantes do meio. Daí que ganhem sempre (ou quase sempre) os mesmos e percam sempre (ou quase sempre) os mesmos. Basta ver quem sao os cerca de 6 mil votantes para entender o jogo.

Estamos a falar de um premio onde ha membros que fazem com que os netos ou jardineiros votem nos seus lugares. Que vem os filmes nos dvds que lhes enviam a casa e que gostam de votar nos amigos. É por isso que é sempre complicado encontrar alguma justiça nos premios da Academia.

Mas o glamour que tem, apesar de tudo, continua a ser unico em todo o meio. E isso é que os torna especiais. O Óscar nao ganha o melhor (pode acontecer, mas é raro), ganha o que mais soube mexer com os votantes, seja porque motivo seja (amizades, marketing, pressoes como ja houve por estudios, historial de vitorias e fracassos, impacto emocional que nao artistico da obra, etc...).

Um abraço
De Jorge A. a 19 de Janeiro de 2009 às 19:09
"O problema dos Óscares é que são os prémios da industria. Nao sao como os festivais de cinema, prémios organizados e com juris rotativos e sempre com toques intelectuais. Nem os premios da critica, puras opçoes pessoais de um grupo de pessoas que passam o ano em festas dos estudios e em screeners, para depois queixarem-se da industria em cada texto."

Nem mais. Os óscares tem problemas, mas se for para compará-los com os festivais internacionais com juri ou com os prémios da critica, não tenho dúvida em preferi-los sobre os restantes.

"Mas o glamour que tem, apesar de tudo, continua a ser unico em todo o meio. E isso é que os torna especiais."

Concordo. O Scorsese não andou uma vida inteira atrás de um (vergonhosamente dado tão tarde) por nada. O papel de reconhecimento que os óscares garantem a qualquer pessoa do meio é inigualável.
De Carlos Santos a 18 de Janeiro de 2009 às 02:39
Não me queria imiscuir com política numa discussão cinéfila. Mas há aí um outro filme a ser coreogradado ao detalhe: a Inauguration. Passe pelo regressado à vida blogue em http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/01/tomada-de-posse-de-obama-o-simbolismo.html

Um abraço,
Carlos
De Jorge A. a 18 de Janeiro de 2009 às 03:12
"Não me queria imiscuir com política numa discussão cinéfila."

Bem, estando a discussão cinéfila associada aos óscares, está implicita uma boa dose de politica.

"Mas há aí um outro filme a ser coreogradado ao detalhe"

Julgo que é mais uma peça de teatro... ;)

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