6 comentários:
De António de Almeida a 13 de Janeiro de 2009 às 13:39
Que se não for imediatamente desmentida deixa a administração W.Bush mal na fotografia.
De Jorge A. a 13 de Janeiro de 2009 às 19:23
António, mais do que desmentida, a coisa precisava de ser confirmada. O destaque da noticia nos Estados Unidos foi praticamente nulo (mas ainda bem que existem orgão de comunicação como o Público para darem relevância a não noticias), sendo verdade o que lá vem escrito estamos na presença de um gabarolas. Um gabarolas e ressabiado actual primeiro-ministro de Israel que está de malas aviadas.
De António de Almeida a 13 de Janeiro de 2009 às 21:59
Pelos vistos ainda segundo o PÙBLICO, a Casa Branca já desmentiu, nos EUA a história poderá ter passado ao lado, mas será que em Israel passará? Estamos em campanha eleitoral.
De Jorge A. a 13 de Janeiro de 2009 às 22:10
"Pelos vistos ainda segundo o PÙBLICO, a Casa Branca já desmentiu"

Mas o desmentido era coisa certa. A questão é outra: se o desmentido é credível ou não (para mim é totalmente credível). O relato de Olmert é completamente surrealista (coisas como ter ligado 10 minutos antes da votação e coisa e tal), pelo que se alguém deve sair chamuscado da história é o próprio do Olmert.

"nos EUA a história poderá ter passado ao lado"

E passou porque os americanos primeiro, por muito que não gostem de Bush, ainda tem algum respeito pela figura maior do país. E em segundo porque a história é surreal. O próprio New York Times quando a relata (num pequeno texto e não destacado) não se esquece de pôr várias vezes a expressão "de acordo com a Associated Press". É uma boa noticia para a secção mexericos, é o que é.

"mas será que em Israel passará?"

Julgo que o impacto será menor. Olmert neste momento já era carta fora do baralho, mal visto e obrigado a renunciar ao cargo por ilegalidades (isso explica que não se importe em relatar histórias absurdas como esta, pouco tem a perder). Quem tem o foco na guerra actual é o ministro da defesa e a ministra dos negócios estrangeiros do seu governo (ambos têm umas eleições a disputar), acho que Olmert apenas sentiu falta de voltar a centrar algumas atenções nele próprio. E a história ganhou uma força em certos meios que nunca devia ter ganho...
De Tiago R Cardoso a 13 de Janeiro de 2009 às 19:07
Sinceramente da administração Bush pode se esperar tudo.
De Jorge A. a 13 de Janeiro de 2009 às 19:28
Não, dos criticos cegos da administração Bush é que se pode esperar tudo. Há mesmo os que acreditam que a guerra do Iraque é um grande embuste para defender os interesses americanos no que toca ao petróleo e à máquina de guerra, e que ao mesmo tempo acham que Bush era capaz de ser tão displicente na gerência dos interesses americanos como a história em causa aponta. O quê que ganhava Bush em andar a fazer favores a um primeiro-ministro decadente em Israel? Nada. Já Olmert procura retirar crédito à candidata do seu partido Livni (ministra dos negócios estrangeiros), ao mesmo tempo que lhe cria um problema diplomático.

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