Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Doubt

Olmert conta como pressionou Bush para os EUA se absterem no Conselho de Segurança

 

O que ganhava o primeiro-ministro israelita com uma história que hostiliza os Estados Unidos? Alguém acredita que a politica externa norte-americana é gerida como o suposto conto de Ehud Olmert retrata? Fico com muito pouco espaço para dúvidas, o que temos aqui é uma história muito mal contada.

 

Adenda: "This idea that somehow she was turned around on this issue is 100 percent completely untrue," said State Department spokesman Sean McCormack. "All that afternoon, Thursday afternoon -- Secretary Rice's recommendation and inclination the entire time was to abstain." [...] There is an inconsistency in the Olmert story. According to the Los Angeles Times, Bush returned to the White House from Philadelphia hours before the U.N. vote, according to the president's schedule." (Fonte)

 

"All media reports agree that Bush trumped Rice's intentions, but Livni and Olmert, who never have been the closest of friends, each tried to take the credit. [...] The following morning, Livni told Voice of Israel government radio that she spoke with Rice last Friday night and secured a promise that she would abstain in the vote. Hasson said that when Prime Minister Olmert heard of her comments, he took the opportunity in a speech in Ashkelon to brag about how he personally interrupted President Bush with a phone call." (Fonte)

publicado por Jorge A. às 12:56
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6 comentários:
De António de Almeida a 13 de Janeiro de 2009 às 13:39
Que se não for imediatamente desmentida deixa a administração W.Bush mal na fotografia.
De Jorge A. a 13 de Janeiro de 2009 às 19:23
António, mais do que desmentida, a coisa precisava de ser confirmada. O destaque da noticia nos Estados Unidos foi praticamente nulo (mas ainda bem que existem orgão de comunicação como o Público para darem relevância a não noticias), sendo verdade o que lá vem escrito estamos na presença de um gabarolas. Um gabarolas e ressabiado actual primeiro-ministro de Israel que está de malas aviadas.
De António de Almeida a 13 de Janeiro de 2009 às 21:59
Pelos vistos ainda segundo o PÙBLICO, a Casa Branca já desmentiu, nos EUA a história poderá ter passado ao lado, mas será que em Israel passará? Estamos em campanha eleitoral.
De Jorge A. a 13 de Janeiro de 2009 às 22:10
"Pelos vistos ainda segundo o PÙBLICO, a Casa Branca já desmentiu"

Mas o desmentido era coisa certa. A questão é outra: se o desmentido é credível ou não (para mim é totalmente credível). O relato de Olmert é completamente surrealista (coisas como ter ligado 10 minutos antes da votação e coisa e tal), pelo que se alguém deve sair chamuscado da história é o próprio do Olmert.

"nos EUA a história poderá ter passado ao lado"

E passou porque os americanos primeiro, por muito que não gostem de Bush, ainda tem algum respeito pela figura maior do país. E em segundo porque a história é surreal. O próprio New York Times quando a relata (num pequeno texto e não destacado) não se esquece de pôr várias vezes a expressão "de acordo com a Associated Press". É uma boa noticia para a secção mexericos, é o que é.

"mas será que em Israel passará?"

Julgo que o impacto será menor. Olmert neste momento já era carta fora do baralho, mal visto e obrigado a renunciar ao cargo por ilegalidades (isso explica que não se importe em relatar histórias absurdas como esta, pouco tem a perder). Quem tem o foco na guerra actual é o ministro da defesa e a ministra dos negócios estrangeiros do seu governo (ambos têm umas eleições a disputar), acho que Olmert apenas sentiu falta de voltar a centrar algumas atenções nele próprio. E a história ganhou uma força em certos meios que nunca devia ter ganho...
De Tiago R Cardoso a 13 de Janeiro de 2009 às 19:07
Sinceramente da administração Bush pode se esperar tudo.
De Jorge A. a 13 de Janeiro de 2009 às 19:28
Não, dos criticos cegos da administração Bush é que se pode esperar tudo. Há mesmo os que acreditam que a guerra do Iraque é um grande embuste para defender os interesses americanos no que toca ao petróleo e à máquina de guerra, e que ao mesmo tempo acham que Bush era capaz de ser tão displicente na gerência dos interesses americanos como a história em causa aponta. O quê que ganhava Bush em andar a fazer favores a um primeiro-ministro decadente em Israel? Nada. Já Olmert procura retirar crédito à candidata do seu partido Livni (ministra dos negócios estrangeiros), ao mesmo tempo que lhe cria um problema diplomático.

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