6 comentários:
De Daniel Santos a 4 de Janeiro de 2009 às 15:43
grande começo da presidência Checa.

De Jorge A. a 4 de Janeiro de 2009 às 15:46
Daniel,

a presidência Checa está condenada ao "insucesso" desde o primeiro dia. Os donos e senhores da Europa não toleram muito do que é pensamento reinante em certos politicos checos e estão desde a primeira hora preparados para minar qualquer proposta checa que fuja à ortodoxia reinante.
De commonsense a 4 de Janeiro de 2009 às 19:29
A operação militar israelita é obviamente defensiva, constitui um caso clássico de legítima defesa, e está de acordo com o Direito Internacional. Nenhum país está obrigado a «engolir» 7 mil rockets por ano, lançados pelo vizinho. Não havendo outra solução - e não há - resta ir la pô-los forma de acção. É o que Israel está a fazer. Clear and simple!

Enquanto a República Checa mantiver uma posição equívoca, com um presidente anti-europeu e um primeiro ministro pró-europeu, a sua presidência da rotativa da União não conseguirá ser fantástica. Quem não consegue obter uma posição interna comum, nunca conseguirá obter uma posição comum fora das suas portas.

Entretanto vai fazendo um geito a Sarkozy, cada vez mais o líder de facto de UE.
De Jorge A. a 4 de Janeiro de 2009 às 20:33
Caro commonsense,

"É o que Israel está a fazer."

Eu diria que é o que Israel está a tentar fazer. Se o faz ou não é que importava perceber. Tenho as minhas dúvidas e por isso manifesto reservas quanto ao caminho que a operação está a tomar e os custos politicos para Israel com tal situação.

"Quem não consegue obter uma posição interna comum, nunca conseguirá obter uma posição comum fora das suas portas."

Dado que a UE é composta por nações com interesses e alianças diversas, gostava de perceber qual o mal da inexistência de uma politica comum? Bom é que os checos mantenham mesmo as suas divergências...
De commonsense a 4 de Janeiro de 2009 às 21:24
Esclarecendo:

Se Israel vai ou não conseguir atingir os seus objectivos ninguém sabe. O que eu digo é que esta operação é lícita no aspecto do Direito Internacional.

No que respeita à República Checa, digo apenas que a complexidade da conjuntura política interna checa não vai ajudar a um bom desempenho da presidência europeia. Longe de mim defender unanimismos políticos.
De Jorge A. a 5 de Janeiro de 2009 às 00:49
Caro Commonsense,

"a complexidade da conjuntura política interna checa não vai ajudar a um bom desempenho da presidência europeia."

Não existiria complexidade nenhuma na politica interna checa se não existisse pressão da UE sobre certas posições politicas dos lideres europeus. É, no minimo, engraçado que o commonsense apelide o presidente checo como anti-europeu, quando o mesmo teve preponderância na adesão dos checos à UE. Claro que Vaclav Klaus é um tipo incómodo, é contra o tratado de Lisboa, forte defensor da economia de mercado e descrente do aquecimento global. Mas, sejamos claros, a presidência checa é imediatamente questionada porque não segue os unanimismos que os lideres europeus hoje impõem.

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