De Nuno Gouveia a 29 de Dezembro de 2008 às 17:43
Acho curioso que baste um ano menos quente após os 10 mais quentes que há registo para se começar a dizer que o "global warming" foi provado como falso.
Devo dizer logo à partida que também não acredito que as coisas sejam tão graves como Al Gore e companhia apregoam...mas não vejo como o uso de biocombustíveis, energias renováveis e afins possa ser visto como uma má coisa. Mesmo que não fizesse efeito no ambiente, reduzia a dependência dos combustíveis fósseis. E afinal de contas não se percebe como por exemplo um país com o clima de Portugal não aproveita bem mais a energia solar (acho cómico falar-se tanto de energia nuclear primeiro do que essa).
De qualquer modo, um ano relativamente "bom" não compensa só por si os anos anteriores. Se vierem mais uns 3 ou 4 anos assim, aí já pondero mais a hipótese dos ambientalistas não serem mais que uns velhos do Restelo.
E vejamos a coisa doutro prisma...se o Eco-alarmismo é uma indústria de sucesso como dizia aqui o António de Almeida, a defesa do inverso também tem potencial para isso. Afinal, haverá muito boa gente interessada em que se confirme que podem ignorar os efeitos ecológicos do desenvolvimento.
De António de Almeida a 29 de Dezembro de 2008 às 22:21
mas não vejo como o uso de biocombustíveis, energias renováveis e afins possa ser visto como uma má coisa

-Caro Nuno

Separo logo ao biocombustíveis das restantes renováveis. Estas últimas têm uma relação custo/benefício, com o petróleo caro a sua rentabilidade á duvidosa, com o petróleo barato, não compensando extração a grandes profundidades, voltam a estar na ordem do dia. Em relação a Portugal, claro que fará sentido no mínimo olharmos para a energia solar, sem alarmismos, mas porque é uma riqueza natural que possuímos, da qual não faz sentido abdicarmos. Já os biocombustíveis têm sobretudo esgotado os recursos dos solos, que muita falta fazem para alimentar a população mundial, contribuindo para o aumento de preços dos produtos alimentares, mas aqui entram outra variáveis, pelo que não desenvolverei. O eco-alarmismo tem de facto sido um negócio francamente rentável, algumas figuras de Hollywood que o digam, a par de mais uns pensadores politicamente correctos, a defesa do inverso não tem o mesmo potencial, porque se alguém aparece a contestar o aq. global é logo conotado com obscuros interesses petroliferos. Mas veremos agora com Obama, não esqueço que Al Gore foi V.P. dos EUA, aguardo com curiosidade a postura da nova administração em termos ambientais.
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