De Jim de la Rocque a 18 de Dezembro de 2008 às 20:02
Em relação aos melhores filmes do ano faltam-te ai uns quantos mas de qq modo espero seriamente que Heath Ledger ganhe o oscar de melhor actor secundário. Imensamente merecido.
Quando aos piores filmes... CLOVERFIELD?! Enfim.. é um filme brilhante que só tem sentido ver numa boa sala de cinema (coisa que não deves ter feito). De resto foram desilusões embora ainda não tenha visto o The Day the Eartch Stood Still.

Força ai e feliz natal
De Jorge A. a 23 de Dezembro de 2008 às 10:35
Caro Jim,

"CLOVERFIELD?! Enfim.. é um filme brilhante que só tem sentido ver numa boa sala de cinema (coisa que não deves ter feito)."

Não existem filmes brilhantes numa sala de cinema e péssimos fora dela.

Feliz Natal.
De Jim de la Rocque a 26 de Dezembro de 2008 às 17:40
'Não existem filmes brilhantes numa sala de cinema e péssimos fora dela.'

Como estás errado. Para não falar do estilo de realização do filme por alguma razão as pessoas ainda vão ao cinema. Quando aprenderes umas coisas sobre cinema depois falamos.

Abraço e bom ano
De Jorge A. a 26 de Dezembro de 2008 às 18:51
Caro Jim,

"Para não falar do estilo de realização do filme por alguma razão as pessoas ainda vão ao cinema."

Estilo de realização? Ora, eu confesso que o cinema 3D da Isla Mágica em Sevilha (montanha russa virtual) é uma experiência interessante e só vale se presenciada naquela sala de exibição, mas não é por aquilo ser rodado em filme que lhe chamaria de bom cinema...

Razão para as pessoas irem ao cinema? Sair com os amigos, conviver. Para além disso os filmes ficam primeiramente disponiveis para visionar no cinema. Variadas razões portanto, de onde a experiência também deve ter a sua quota parte. Aqui não se diz que ver um filme no cinema é igual a ver um filme no ecrã do computador, como não se diz que ver um filme no ecrã do computador é igual a ver um filme no ecrã de uma televisão HD. Coisa diferente é achar que o meio de visionamento muda tão radicalmente a obra que transforma em bom algo que é manifestamente mau.

"Quando aprenderes umas coisas sobre cinema depois falamos."

Jim, dizes no teu blogue que para ti a "argumentação é tudo", podias começar por ir procurar qual a falácia argumentativa contida na frase transcrita acima.
De Jim de la Rocque a 26 de Dezembro de 2008 às 21:58
Finalmente vejo-te a apresentares argumentos para defenderes o que disseste. Tava a tentar despertar razões de critica em ti. Tava a ver que nao =)

É assim, claro que há filmes maus em todo o lado e filmes bons vejas no cinema ou na montra de uma loja de televisões. Mas há filmes que toda a experiência que passar no cinema (sozinho ou acompanhado) faz do filme em cinema muito mais do que é. Ainda mais, o Cloverfield em particular, foi um filme feito para cinema. Filmado de forma como se a pessoa estivesse a viver os acontecimentos do filme, logo no cinema tens uma experiência muito maior, mais visual, mais auditiva, mais real.

Logo... filmes que são feitos para cinema, para experiências em salas de cinema, não conseguem maioria das vezes ter o mesmo impacto em tv, computador, etc.

De qualquer maneira continuo a defender o Cloverfield por toda a experiência que vivi na sala e tenho pena que não tivesses tido essa mesma experiência pois talvez tivesses uma visão mais ampla do filme.

Cumprimentos
De Jorge A. a 26 de Dezembro de 2008 às 23:05
Jim,

"Finalmente vejo-te a apresentares argumentos para defenderes o que disseste."

Uma lista com o que gostei mais ou menos nunca carece de argumentação. Gostos não se discutem. ;)

"Filmado de forma como se a pessoa estivesse a viver os acontecimentos do filme, logo no cinema tens uma experiência muito maior, mais visual, mais auditiva, mais real."

O meu problema começa logo por aí. Há quem goste desse tipo de cinema, eu detesto. Porque tu não sentes nunca que estás a viver os acontecimentos se não te identificas com os personagens representados, coisa que se torna dificil para mim com personagens tão ocas e mal representadas como as de Cloverfield - mais, essa camada sentimental nos personagens devia passar independentemente do sitio de visionamento, no filme a tentativa de ligação espectador/personagem é feita alí nas primeiras cenas antes da entrada em cena do monstro, mas tudo ali naquelas primeiras cenas, toda aquela festa e os diálogos que se estabelecem, são simplórios e banais acompanhados por uma representação mediocre, como se todo o filme esperasse sobreviver a partir do momento em que surge o monstro e as cenas de suspense se apoderam do mesmo. O problema é que nem depois o suspense de apodera do filme na sua plenitude, nem os actores alguma vez tornam-se convincentes. A cena final em Central Park entre o gajo e a gaja é mesmo deprimente, e não pelos melhores motivos.

"Logo... filmes que são feitos para cinema, para experiências em salas de cinema, não conseguem maioria das vezes ter o mesmo impacto em tv, computador, etc."

Eu tenho um grande problema com isto, mas pode ser apenas porque nunca se tenha dado o caso. É que tenho na boa mais de uma centena de filmes vistos no cinema e não há nenhum que me tenha parecido bom lá e que revisto à posterior noutro meio tenha-me desagradado.

Cumprimentos.
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