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Despertar da Mente

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

"Democracy and socialism have nothing in common but one word, equality. But notice the difference: while democracy seeks equality in liberty, socialism seeks equality in restraint and servitude." Alexis de Tocqueville

Despertar da Mente

06
Dez08

Sangue, Socialização e Sexo

Jorge A.

Não posso dizer que foi por falta de aviso, mas acabei por ir ver o Twilight ao cinema. É certo que o público alvo daquilo para além de ser adolescente é também feminino (dúvidas houvesse e está aí a votação no imdb para o provar), mas o problema da coisa não é só o público a que se dirige ora bolas. Por vezes a realização atinge pontos de amadorismo que em qualquer série do panorama televisivo teenager português não são cometidos (senti-me profundamente desconfortável por estar a pagar um bilhete para ver aquilo). O argumento é oco, banal e simplório - certo que a autora faz ali uma defesa da abstinência sexual adolescente e aquilo vai de encontro aos suspiros femininos das adolescentes (a rapariga inocente, insegura, que se entrega ao risco e ao prazer do primeiro amor, mas cujo homem, na tentativa de não a ferir, não se dá ao acto), mas na originalidade fica-se por aí. O sucesso também passa pela forma como as mães hão de rever-se na coisa, quer porque já foram adolescentes, quer porque dá-lhes conforto pensar na relação das suas filhas adolescentes com os seus namorados daquela forma. Para concluir, para mim aquilo está para o cinema como os D'ZRT estavam para a música. A pior coisa que vi no cinema este ano.

 

Por outro lado, existe por aí uma coisinha na televisão chamada True Blood, cujo argumentista é Alan Ball, o homem por trás de American Beauty e Six Feet Under. É certo que a série pode não estar à altura das outras duas obras primas de Ball, mas é boa, e se comparada com Twilight deixa de ser só boa para passar a ser incomensuravelmente melhor. Existe também uma rapariga numa small town e um vampiro que partilham uma relação de amor, mas o sexo (como em tudo com Ball) é peça activa e não peca por estar ausente - se peca, é por estar excessivamente presente. Existem personagens verdadeiramente hilariantes e aquele mundo onde humanos coexistem mutuamente com vampiros sabendo da sua existência tem um potencial de exploração gigante.

 

Bem sei, comparo o incomparável, um filme para jovens imaturas com uma série para um público mais adulto. Mas olhem, fiquem lá com o fantástico genérico de True Blood:

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